quarta-feira, 5 de maio de 2010

Um árbitro a jogar pelo adversário


 


Um presidente que para lá de republicano se anuncia parcial (não neutro) e socialista nunca o será de todos os portugueses. Será no mínimo mais um subtil elemento fracturante para a dilacerada sociedade portuguesa.

10 comentários:

  1. É um pateta chapado5 de maio de 2010 às 12:51

    Coitado do homem, é sempre tão óbvio prever o que ele vai dizer e tão oco e contraditório o seu discurso...

    Num dia, veio criticar o Cavaco por ele ter dito que convinha repensar as grandes obras públicas, assunto do governo, segundo o Alegre. No dia seguinte, já vem defender o investimento público, ainda por cima invocando Roosevelt, sem aparentemente sequer se dar conta de que o Presidente dos EUA tem competências que ele nunca terá (a começar, porque não será sequer eleito, eh eh).

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  2. Excerto de «Memórias de um Átomo»:

    «- Luis Vaz, eh Luis Vaz!
    - Quem sois que dizeis conhecer-me?
    - Sou eu, o Manuel Alegre, cavaleiro da Républica...
    - Falais de quê, moço?
    - Eu... eu vinha só oferecer-te a minha Praça da Canção-
    -A Praça de Mazagão? Estivesteis lá, combatendo o infiel?
    - Não, Luis Vaz, estive em Argel, lutando pela Liberdade...
    - Que dizes, traidor. Pois ousasteis libertar os inimigos de Cristo?! Quem sois, criatura do Demo, castelhano malvado?
    - "Erros meus, má fortuna, amor ardente"...
    - Então andais clamando a minha poesia, almocreve sem mula, por onde passeais a tua gula?
    - Não Luis Vaz, glosa antes as minhas trovas. eu "canto de pé no meio do país amado"...
    - Pois toca a embarcar para ceuta. Onde pensais que perdi este olho. Na peleja, mancebo, na peleja. Ide, que os tempos são da combate.
    - Luis Vaz, "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança"...
    - Confiança... Abuso, dizeis vós!
    - "Amor é fogo que arde sem se ver"...
    - Eh pá chega para lá. Quem pensais ser? D. Catarina de Ataíde? Vós, nem Natercia. Abrenuncio!
    - Eu sou um candidato a Presidente, nesta República que matou os Reis! Nesta República heróica, nesta " ocidental praia lusitana".
    - Matasteis o Rei? e vindes agora recitar os meus Lusíadas que eu guardava para ofertar a Sua Megestade?
    - "Pergunto ao vento que passa, novas do meu país"... Luis Vaz dá-me o teu apoio, dá-me o teu voto "e o vento cala a desgraça, o vento nada me diz"...
    - Eu cá digo o que te dou, meu perdigão. Parai essas cenas! Anda cá que te arranco as penas. Olhai esta espada que tantas tripas furou
    e El-Rei sempre amou. Olhai, malandrim!
    - Não, Luis Vaz, não! Piedade, Luis Vaz...

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  3. É bom, quanto mais confusão neste país, melhor...

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  4. Eles falam demais. É uma pena o "mudo" não lhe responder. Isso é que seria mesmo bom!

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  5. http://videos.sapo.pt/2ftpmLnJ52Iv6jCiGZhH (http://videos.sapo.pt/2ftpmLnJ52Iv6jCiGZhH)

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  6. Ainda agora começou e já se estatelou ao comprido...

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  7. Isto é que ele tem amigos no PS!!!5 de maio de 2010 às 20:20

    Quem diria que o insuspeito homem de esquerda — da verdadeira, a da Bayer —, sempre pronto a atacar qualquer suposto desvio à linha justa e a fazer uma ampla coligação com os órfãos de Trotsky, Brejnev e Enver Hoxha, seria capaz de acreditar no capital financeiro? Ai o maroto, ainda por cima precisamente em relação ao “banco das grandes fortunas”?

    Pois é, de Manuel Alegre seria de esperar tudo — menos isto. Cantar Che Guevara em poesia, desancar o PS, caçar perdizes ou coelhos em ambiente bucólico, declamar com voz grave Os Lusíadas, etc., etc., etc., é habitual e ninguém se surpreende. Mas, no meio de tudo isto, Manuel Alegre ainda ter tempo para nos alertar para os perigos de salvar bancos, quando por “um par de Purdeys” (as Roll-Royce das espingardas) andou a cantar loas ao banco de João Rendeiro, mostra um amor desmesurado pela caça — e uma profunda convicção de que em política não há memória.

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  8. O Alegre tem Purdeys?
    Vamos nacionaliza-las. Nossas!

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  9. http://corporacoes.blogspot.com/2008/12/manuel-alegre-e-o-banco-privado_17.html (http://corporacoes.blogspot.com/2008/12/manuel-alegre-e-o-banco-privado_17.html)

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