terça-feira, 6 de abril de 2010

Os monárquicos e o PPM


A demissão do inenarrável Nuno da Câmara Pereira ao fim de mais de dez anos de porfiado esforço para a desmobilização e falência do PPM não deixa de ser uma boa notícia para os monárquicos. No entanto, apesar de nutrir um profundo respeito pelos fundadores desse partido, personalidades de craveira impar como Gonçalo Ribeiro Teles,  Francisco Rolão Preto, João Camossa e Henrique Barrilaro Ruas, o equívoco da existência dum partido monárquico, hoje mais do que nunca constitui uma ameaça à credibilidade da Causa, promovendo a confusão nas pessoas mais desinformadas a respeito do cariz supra-partidário da instituição que advoga e da real representatividade dos monárquicos no País, que afinal se encontram dispersos na militância e pelo voto por todo espectro partidário. Deverá ser portanto com profunda apreensão que os milhares de monárquicos organizados nas Reais Associações à volta da Causa Real aguardam notícias sobre o destino do Partido Popular Monárquico, que apesar de tudo encerra uma “marca” com história e algum prestígio. Enquanto o partido existir, essa constituirá sempre uma perigosa tentação à mercê duns quaisquer oportunistas, sem escrúpulos ou craveira.

3 comentários:

  1. O PPM surgiu como tentativa de alternativa democrática, conjuntamente com o PSD e, também, o CDS aos partidos socialistas e comunistas, pelo que criaram conjuntamente a AD, mas degenerou posteriormente num partido quase-pessoal de certos membros da causa monárquica, defensores de certas pretensões ao trono, veremos como vai continuar...

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  2. Porra ! (desculpe Távora) a criatura alapou-se de tal forma que nunca mais saía.
    Já conheci gentinha execrável mas como este taurino-fadista ...pior que sarna.

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  3. É tempo de o PPM pensar sériamente no seu futuro.
    O que se passa é um partido «monárquico» (logo defensor de um determinado regime) andar em lides eleitorais, onde se discutem ideologias e programs de governo, sistemáticamente a coleccionar votações ridículas e fazendo à república o sistemático favor de aferir o nº de monárquicos em Portugal pelo nº de votos no PPM.

    Em 1974-76, outras razões subistiam para que o PPM existisse e concorresse. Mais não fosse, o seu programa ecológico, agrário, urbanistico.
    Mas sobre essa matéria temos agora o Quartin Graça e o «seu» MPT.

    A discussão do regime não se pode fazer através de um partido sempre sujeito às contigências do voto útil e desprovido de meios para campanhas eleitorais dispendiosas - porque essas é que são ganhas.
    O PPM cessou os seus dias. Da forma mais triste, infelizmente. Agora, a Monarquia está no discurso da Causa Real e das Reais Associações. E NA VOZ DE TODOS OS MONÁRQUICOS DOS PARTIDOS PORTUGUESES, ÀS DEZENAS NO PARLAMENTO, QUE SEM MEDO SE DEVEM ASSUMIR COMO TAL.

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