terça-feira, 13 de abril de 2010

A política como serviço

 


Não consta que tenha sido uma velha de colar de pérolas em Bruxelas a alertar o governo português para a manifesta insuficiência das medidas previstas no Programa de Estabilidade e Crescimento para o controlo do deficit e da divida pública. Para lá do folclore e das estratégias de propaganda do governo e das oposições, a questão fundamental foi ontem muito bem sintetizada pelo insuspeito Carlos Félix Moedas num artigo publicado no jornal I: tendo em conta a nossa fraca produtividade, a curto prazo restam-nos duas soluções, ou abandonamos o euro ou reduzimos o custo do trabalho. Despertando lentamente dum estratégico "estado de negação", o governo de José Sócrates encontra-se hoje sitiado pela trágica realidade e perante ela não se vislumbra uma forma “elegante” de Pedro Passos Coelho se descartar dum discurso tão responsável quanto impopular: suspeito que não lhe resta outra alternativa do que dar bom destino à sua voz de barítono e pose de estado para alertar e motivar os portugueses para os duros tempos que se aproximam. A gravidade da situação não concede espaço para grandes jogadas ou demagogias e os portugueses, que terão que se assumir como parte da solução, têm que saber o que os espera: trabalho e sacrifícios.

4 comentários:


  1. Ou se descobre petróleo, como crê certo comendador que fala um português macarrónico...

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  2. Do Jornal de Negócios Online13 de abril de 2010 às 15:48

    Em apenas um mês, a estimativa de emissão de obrigações do Tesouro pelo Estado português aumentou cerca de 10%.

    No final de Fevereiro, o presidente do Instituto de Gestão do Crédito Público avançou a vários orgãos de comunicação social que planeava emitir entre 18 a 20 mil milhões de euros. No final de Março, o valor aumentou para um intervalo entre 20 e 22 mil milhões, segundo comunicado do próprio IGCP.

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  3. O macarrónico tem a certeza de que há petróleo!

    É  uma das razões, porque continuamos a ser uma Coutada Franco-Maçónica.

    Existem outras razões, mas não vêm ao caso.

    De momento!

    Maria da Fonte

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  4. Eu por mim, apostava seriamente na PRODUTIVIDADE, mas para isso terão que " saltar " quase todos os gestores deste país que não sabem motivar as pessoas, nem fazer lucrar as suas empresas e que só têm atenção ao seu próprio bolso.
    Tão fácil como isto!

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