A vitória de Passos Coelho foi estrondosa e o estrondo mostrou-me que o PSD deixou de ser o meu partido. Depois de quase 12 anos de militância, decidi sair, não reconhecendo hoje o partido para o qual entrei. Já há muito tempo que não me identificava com as estruturas locais do PSD em Lisboa, a nível de secção e de distrital, mas a nível nacional achava que ainda valia a pena. Desde sexta-feira, quando vi que o partido, perante uma alternativa clara, preferia de forma esmagadora uma candidatura na qual não acredito, perdi a esperança de reencontrar o PSD com que me identifico. É claro que, como de costume, sou pouco prudente. Há quem me diga que esta direcção também não vai durar e que eu devia, quando muito, optar pela "suspensão" da militância. Ou que devia ficar em "oposição interna" à espera de melhores dias. Ou então esperar o que vai dar o congresso. Só que, além de não querer comportar-me como as pessoas que criticava e que hoje ganharam o partido, estou farto de esperar. Prefiro olhar com atenção para outras formas de participação cívica, da qual não abdico, como, por exemplo, organizações de defesa do património e do ambiente. E talvez algum dia ver se há possibilidades de formar um novo partido na área não-socialista, com pessoas que, tal como eu, deixaram de se identificar com os partidos que hoje existem nessa área. Ao mesmo tempo, espero estar enganado e tomara que Passos Coelho e os seus apoiantes, sobretudo se vierem a governar Portugal, sejam melhores do que eu julgo. Nunca tive gosto nenhum em viver num país mal governado.
O PSD é hoje liderado pelo Cãocio Passos Coelho! ao ponto a que o PSD chegou...faz parte da Galeria dos Cãocios!
ResponderEliminarTranscrevi o seu post na íntegra, caro Duarte Calvão; não lhe tiraria nem uma vírgula.
ResponderEliminarSe eu fosse do PSD era exactamente o que faria.
Não me parece que PPC seja pior que Santana ou Menezes, mas isto digo eu, que nunca fui militante de nenhum partido...
ResponderEliminarVerdadeiramente estrondosa esta notícia Duarte. Depois disto - o post do dia ou do mês, no mínimo -é difícil colocar outro post que seja...
ResponderEliminarUm abraço
Obrigado pela compreensão, caro Luís Serpa.
ResponderEliminarNão exageremos, Pedro. Acho que o PSD é capaz de sobreviver à minha saída...Poste à vontade, que isto já chega de PSD. E obrigado pelas suas palavras.
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ResponderEliminarConcordo plenamente.
Hoje em dia, é bem melhor participar na politica de forma diferente que não estando num partido político.
Os blogues são uma forma divertida de fazer essa participação.
A politica portuguesa, bem como os partidos, está hoje muito fechada sobre si mesma.
Não se abre à sociedade.
Não discute.
Não lança desafios.
Não promove a iniciativa dos cidadãos.
Existem poucos referendos.
Isto tem que mudar.
Senão existem mais pessoas a desistir...
E a enveredar por outras formas de participação
ResponderEliminarDigo o mesmo.
Aliás, como já aqui escrevi, recentemente, a guerra partidária é cada vez mais intra paredes do que voltada para o exterior.
Nunca fui mais do que militante do PPM, e mesmo assim até começar a ver (num partido daquela dimensão) não sei quantas facções às turras umas às outras.
Sejamos livres, independentes e capazes de ir além da vida partidária.
ResponderEliminarNão sei se Pedro-Passos-Poelho sobreviverá a uma destas...
O futuro de Portugal é esplendoroso.
ResponderEliminarUm sintoma?
Hoje à noite, às 21:00, entrevista de Pinto da Costa na RTP1, entrevista de Luís Filipe Vieira na SIC.
Não sei em que mais países ditos civilizados uma aberração destas pode acontecer.
Portanto como não ganhou aquele que você "mais gostava" e por isso vai abandonar o partido....
ResponderEliminarSim senhor, bela democracia esta. A sua maneira de pensar não anda muito longe daquele maneira totalitária de ver o mundo que os comunas tanto adoram.
It's my way or the highway
Olhe, se o resto do Portugueses fizessem como você sempre que fosse eleito um 1º ministro, o resto da malta devia emigrar.
Portanto, o que é que você tem a ver com os partidos de onde saio ou para onde entro? Totalitarismo é achar que os outros têm que fazer as escolhas que nós consideramos as certas.
ResponderEliminarOs partidos que são potenciais fontes de governo, de há muito que são apenas rampas de lançamento, para carreiras politicas de pessoas, que têm todo um percurso realizado (apenas) dentro do sistema partidário. Como tal é absolutamente normal que as árvores (cliques partidárias) tapem a floresta (problemas nacionais), pois é mais importante garantir o lugar do que ter opinião corajosa e frontal. Os movimentos de cidadania entre nós sempre foram secundarizados ou ignorados, espero que num futuro próximo seja possível inverter essa situação.
ResponderEliminarCaro Velho da Floresta
ResponderEliminarÉ o que eu sempre tenho dito.
O Futuro de Portugal, não passa pelos Partidos Políticos.
Passa pelos verdadeiros Portugueses, que estão acima de mesquinhos interesses, carreiritas e mediáticos.
Maria da Fonte
Parabéns pela sábia decisão, Duarte!
ResponderEliminarLamento a sua decisão, caro Duarte.
ResponderEliminarEspero que reconsidere e que, ao menos, dê o benefício da dúvida. Olhe que os primeiros passos de Passos têm sido seguros e correctos: realismo, gestos de unidade, e uma atitude séria perante os problemas do País.
Se ainda fdor a tempo, deixe passar o Congresso para ver como as coisas seguem. Por mi, ficaria muito honrado se aceitasse que eu patrocinasse o seu 'regresso'.
Grande abraço!