quinta-feira, 4 de março de 2010

Diz-me o que destacas...

O destaque dado por certos jornais e blogues à questão do telefonema de Sócrates para o Rei de Espanha, um aspecto totalmente secundário nas respostas de Manuela Moura Guedes na Comissão de Ética e que ela própria relativizou, mostra claramente quem tem interesse em defender a acção dos socialistas na questão da TVI e na Comunicação Social em geral, descredibilizando aquilo que de importante e corajoso ela disse. Mais do que proclamações de se ser de "direita" ou de exaltações à "Liberdade", é assim que se vê quem é quem.

4 comentários:

  1. Aqui também se vê quem é quem... e depois?
    Não há liberdade de opção? São as maiorias que devem ser menorizadas? Por que princípio?

    Se o telefonema para o rei de Espanha é para relativizar... qual foi o propósito? Que ganhos traz à embrulhada? E o desmentido da Direcção / Administração / Jornalistas?

    Pois deixemos rolar o folhetim e vejamos quem 'ri' no fim. O País continua a 'ganhar' imenso com esta campanha corajo samente patriótica.

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  2. A questão é:
    se Manuela Moura Guedes exagerou (vamos ser simpáticos com ela) ao dizer que Sócrates e o Rei de Espanha falaram sobre o seu programa, sobre o que mais terá ela (vá lá...) exagerado?

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  3. O problema são as provas5 de março de 2010 às 10:52

    De um monárquico eu esperaria mais: "Vejam o que o passou pela cabeça do louco do Sócrates, mas claro que um Rei é absolutamente imune a uma pressão daquelas".

    Na linha do que já ontem comentei, o depoimento de MMG (pelo menos os excertos mostrados pelas televisões) assentou quase sempre em conversas que teve ou coisas que ouviu dizer.

    Se ela não possui outras provas, as conversas serão desmentidas (como já Bairrão desmentiu), assim como Vitorino já anunciou que tomará as medidas que entender convenientes, a tal inspectora de Setúbal põe um processo em tribunal e ficará tudo no "é a palavra de um contra a do outro"...

    E parece-me, sem sugerir sequer que ela faltou à verdade, que todos nós já tivemos ou ouvimos falar de assuntos, em conversas de circunstância, que ficam para sempre na gaveta das coisas que se disseram, justamente por serem conversas de circunstância e nada mais.

    É favor não deduzir daqui que estou a defender Sócrates, cujo envolvimento na trafulhice do Freeport uma investigação séria e sem peias certamente concluiria.

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  4. Perdão: correcção5 de março de 2010 às 11:14

    ...que todos nós já tivemos conversas de circunstância ou ouvimos falar de assuntos que ficam para sempre...

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