Sob o lema da Mulher e a República, hoje por este Portugal fora, por municípios, escolas e instituições diversas comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Acontece que o relacionamento dos dois temas é abusivo, tendo o processo de emancipação feminina na república portuguesa constituído uma inevitável coincidência cronológica consequência dum fenómeno civilizacional transversal ao ocidente liberal judaico-cristão.
Na verdade a I República foi o primeiro regime a excluir expressamente as mulheres da vida cívica, os republicanos não nutriram grande consideração pelas mulheres que genericamente encaravam como um ser inferior, e uma ameaça ao regime revolucionário dada a sua proximidade ao clero e sensibilidade religiosa. Tal preconceito é por demais evidente neste artigo publicado em 1913 no jornal Humanidades conotado com o Partido Democrático. Finalmente convém salientar que as mulheres puderam votar unicamente 1931 sob os auspícios de Oliveira Salazar, e foi também no Estado Novo, em 1934 nas eleições legislativas que pela primeira vez foram eleitas mulheres para o parlamento.
Na imagem reproduz-se o convite emitido para a sessão inaugural da Assembleia Constituinte de 1911 exclusivamente composta por republicanos onde se explicita a limitação do acesso a convidados do sexo masculino.
Imagem daqui
Em homenagem a elas..
ResponderEliminarE não havia uma versão cor de rosa com a frase "Admissão para Mulher"?
ResponderEliminar... e então a comissão do centenário não inclui festividades sobre isto na agenda? Talvez sob um capítulo «Vilanias de que nos arrependemos».
ResponderEliminarRealmente o Estado Novo foi maravilhoso para as mulheres. Do género proibi-las de sair do país sem autorização de um homem responsável, e tal e tal e tal.
ResponderEliminarEntão e não foram eles que mandaram 12000 mancebos morrer algures em França em apenas 2 horas de combate numa guerra que não era a nossa. Ficou o record que excede largamente os que morreram na Guerra Colonial.
ResponderEliminarSenhor João Távora, os meus parabéns por assumir publicamente verdades incomodas e politicamente incorrectas. Factos são factos doa a quem doer.
ResponderEliminarLonge vão os tempos, em que uma Princesa, A Princesa Santa Joana, foi Regente do Reino.
ResponderEliminarLonge vão os tempos, em que uma Mulher, A Infanta Dona Beatriz, foi Governadora de uma Poderosa Ordem Religiosa e Militar: A Ordem de Cristo.
Longe vão os tempos, em que as Rainhas de Portugal tinham a sua assinatura nos documentos oficiais, ao lado da do Rei.
Longe vão os tempos em que um Rei Trovador, reconhecendo as excepcionais capacidades da Rainha, escreve num dos seus Poemas " Senhora haverieis de ser Rei".
Longe vão os tempos, em que uma Pricesa Grega, Dona Vataça de Lescaris, foi a Professora dos filhos do Rei.
E que a Filha de um Infante, Dona Filipa de Coimbra, foi a Educadora futuro Rei Dom João II, e da Princesa Dona Joana.
Longe vão os tempos em que a viúvas e filhas eram administradoras de propriedades.
Longe vão os tempos em que uma Mulher, Hatchepsut foi Faraó do Egípto.
Longe vão os tempos em que uma Rainha, Nefertiti, teve o mesmo estatuto do Faraó.
Longe vão os tempos em que uma Rainha, chefiou os guerreiros Celtas, contra a Invasão do Império Romano.
Com o Imperador Constantino, em Niceia, ganhamos "O Direito" a ter Alma, por um voto.
Quebrou-se o equilíbrio que estrutura a vida.
O equilibrio: Masculino Feminino.
Mas em Portugal, prevaleceu o Cristianismo onde a figura de Madalena é imprescindível.
E por isso fomos o Maior Reino do Mundo.
Mas Inquisição e Maçonaria, relegaram-nos para 2º plano, para que se apagasse da memória a importância da Mulher.
E a decadência implantou-se rápidamente.
A República Jacobina, varreu-nos para debaixo do tapete, para que a perversão da Antiga Sociedade Portuguesa, ficasse completa.
O atraso subsequente e a profunda mediocridade, estão à vista de todos!
Maria da Fonte
Amiga Maria da Fonte:
ResponderEliminarPresto a minha homenagem à sua personalidade.
Todo o meu respeito!
Caro Ega
ResponderEliminarAgradeço-lhe sinceramente a amabilidade.
Eu sou apenas a que ata as pontas.
E as pontas que tento atar, por vezes fazem-me feliz, outras, deixam-me demasiado triste.
Desejo-lhe uma boa noite.
Maria da Fonte