Com o aval do Conselho Superior do Ministério Público à actuação ilegal de Pinto Monteiro, consumou-se o que se temia (embora fosse esperado): a Justiça portuguesa bateu no fundo. Não há, portanto, saída.
Caro Nuno: Propositadamente para si. A intransigência é o mal supremo. Há semanas, numa roda de monárquicos, discutiamos as origens do cancer nacional. Um grande amigo disse - a Inquisição. Foi-o, sem dúvida. Eu (possivelmente estudando mais o caso, aponto outros, mas isso fica para depois; leia Antero - Causas da Decadência dos Povos Peninsulares).
Restringindo-me à intransigência, ainda assim distingo dois tipos: a que (pela positiva) não admite correntes de opinião contrárias mas existentes; e a que, pela negativa, guerreia organizações de ideias ou convicções, ou seja, se bate pelo "nada".
Quer dizer: gastar a vida a defender que nada existe para além de... e atacar quem pense o contrário traduz sadismo puro.
Com todas as reservas que já adivinha, opono-me aos que não aceitam as ideias diferentes. Não consigo compreender os cruzados a favor da ausência total de convicções. É o caso da militância ateia.
P.S. Vai-me desculpar, mas como hoje já andei no Centenário da República a bater-me pela minha «dama», fecho os comentários por aqui. Sempre gostando de amanhã ler as suas opini~poes que muito prezo.
Um grande amigo Italiano que tive, faleceu de Leucemia, Lombardo, católico, conservador e com uma infinita paciência para me aturar costumava dizer isso.
Quando entramos numa catedral ou numa pequenina igreja não é o mesmo que entrarmos num museu; há algo de sagrado intrínseco naquelas paredes e sente-se, mesmo para quem só vai à missa em casamentos e funerais como eu, católico "degenerado" educado nos Salesianos e crismado ainda por cima...
Ser niilista é diferente de ser objectivo, científico ou pragmático, ser niilista é negar o que é óbvio em nome de uma razão em que no fundo até se pode não acreditar.
Eu penso que muitos dos que se chamam ateus são no fundo agnósticos, o niilismo obedece a uma certa ortodoxia, basta pensarmos nos comunistas (os verdadeiros), um niilista rege-se por pré-conceitos tipo doutrina, do estilo "Deus não existe porque não" ou porque, "o partido acha que não" !
É impossível conversar sobre o divino com alguém que acha que está enquadrado no restrito grupo dos que diz não porque não; até porque se julgam iluminados pela sua clarividência e limpar a alma para tentar compreender o que não se vê é para eles no fundo dar o braço a torcer, ou contradizer o que diz o partido e isso é grave...!
Caro Amigo: Pois com certeza que aceito esse convite. Vamos a isso no seu blog. Mas antes: creio que os nossos discursos sobre o ateísmo batem certo e são concordantes. V. fala, e bem, no niilismo. Eu acrecentaria, ilustrando o que julgo ter sido dito pelos dois: surge nos jornais, de quando vez, uma associação ateista propagandeando... o quê? - a inexistência de Deus. Este é que me parece o ponto fundamental - que as diversas igrejas (ou até seitas) façam a exegese do divino (na forma cristã, islamita, hindu, budista...) compreende-se. é a pregação de um ideal, de uma fé. Já considero deveras mórbido que alguém se associe para proclamar não a sua razão, própriamente, mas a falta de razão dos outros. Essa «cruzada», nos dias que correm, revela bem a intransigencia que eu teria se, por exemplo, agora me desse na cabeça reunir as hostes para malhar em quqalquer religião que não a Católica Romana, que por acaso é a minha.
Quanto ao seu projecto, então: Vamos a isso. Aceito «dar-lhe batalha» no seu blog. Trata a sua artilharia, que eu trago a minha. Estão em causa os factos históricos e a sua interpretação.
Não estarão as convicções pessoais de cada um, que muitas vezes se ligam a outros factores. Pela parte que me toca, devo dizer-lhe que fujo sempre da exegése. Daria um péssimo apostolo. Por isso, nem me ocorre «convertê-lo». Mas se tal acontecer, já sabe: o almoço é por sua conta. Se me converter V., eu rendo-me à evidência do milagre e só me resta comemorá-lo em almoço em Paris, que é o berço da República contemporânea.
Também poderemos entrar pela especulação. Já que o meu Amigo foi adiantando explicações para o fim da Monarquia em Portugal (as Invasões Francesas) eu sempre alvitro: e se D. Pedro IV tivesse reinado mais 10 anos? Se não tivesse morrido logo em 1835? Lembre-se da juventude de D. Maria II e da sua aflição ante os Loulés, Saldanhas, Passos Manuel, etc..
Bom, temas interessantes para discutir no seu blog. Mande lá a primeira salva dos seus canhões.
O Amigo Respública lá irá ter, certamente, com as suas milícias beirãs, ao que sei acantonadas na Serra da Estrela, à espera do grande dia da Restauração.
Amigo Ega, só agora cheguei ao computador mas já vi que já se entendeu com a coisa.
Para voltar ao início do blogue é só clicar com o rato no cabeçalho da página.
Se quiser poupar-se ao trabalho de ver os outros temas, no lado direito encontrará um índice intitulado como "hortaliça da lavoura" no qual estão os temas, clique que singe a leitura ao que lhe interessa.
Mais uma vez agradeço a amabilidade e compreensão do pessoal do Corta-Fitas por publicar comentários que em nada têm que ver com o discutido no fórum, obrigado.
Nem os Revolucionários Franceses (por exemplo Robespierre) toleravam os ateus...
ResponderEliminarQue mentira.
ResponderEliminarCom o aval do Conselho Superior do Ministério Público à actuação ilegal de Pinto Monteiro, consumou-se o que se temia (embora fosse esperado): a Justiça portuguesa bateu no fundo.
ResponderEliminarNão há, portanto, saída.
O Robespierre era agnóstico teísta sim senhor, lutou inclusive contra o ateísmo em França !
ResponderEliminarAté os jacobinos da revolução Francesa têm mais discernimento que esses híbridos que por aí andam...
Caro Nuno:
ResponderEliminarPropositadamente para si. A intransigência é o mal supremo. Há semanas, numa roda de monárquicos, discutiamos as origens do cancer nacional. Um grande amigo disse - a Inquisição.
Foi-o, sem dúvida. Eu (possivelmente estudando mais o caso, aponto outros, mas isso fica para depois; leia Antero - Causas da Decadência dos Povos Peninsulares).
Restringindo-me à intransigência, ainda assim distingo dois tipos: a que (pela positiva) não admite correntes de opinião contrárias mas existentes; e a que, pela negativa, guerreia organizações de ideias ou convicções, ou seja, se bate pelo "nada".
Quer dizer: gastar a vida a defender que nada existe para além de... e atacar quem pense o contrário traduz sadismo puro.
Com todas as reservas que já adivinha, opono-me aos que não aceitam as ideias diferentes. Não consigo compreender os cruzados a favor da ausência total de convicções.
É o caso da militância ateia.
P.S. Vai-me desculpar, mas como hoje já andei no Centenário da República a bater-me pela minha «dama», fecho os comentários por aqui. Sempre gostando de amanhã ler as suas opini~poes que muito prezo.
ResponderEliminarCaro amigo.
ResponderEliminarNão sei se reparou mas lancei-lhe um repto na interessante discussão que estávamos a ter no comentário do Banco de Portugal e do D João VI.
Tive a aleivosia de convidar o Rés para aparecer já que também mandou a boca.
Quanto ao blogue centenário, já por lá passei e parece muito interessante, falta-me é tempo mas vou ter que arranjar algum para mandar o bitaite.
Ser ateu é ser niilista.
ResponderEliminarUm grande amigo Italiano que tive, faleceu de Leucemia, Lombardo, católico, conservador e com uma infinita paciência para me aturar costumava dizer isso.
Quando entramos numa catedral ou numa pequenina igreja não é o mesmo que entrarmos num museu; há algo de sagrado intrínseco naquelas paredes e sente-se, mesmo para quem só vai à missa em casamentos e funerais como eu, católico "degenerado" educado nos Salesianos e crismado ainda por cima...
Ser niilista é diferente de ser objectivo, científico ou pragmático, ser niilista é negar o que é óbvio em nome de uma razão em que no fundo até se pode não acreditar.
Eu penso que muitos dos que se chamam ateus são no fundo agnósticos, o niilismo obedece a uma certa ortodoxia, basta pensarmos nos comunistas (os verdadeiros), um niilista rege-se por pré-conceitos tipo doutrina, do estilo "Deus não existe porque não" ou porque, "o partido acha que não" !
É impossível conversar sobre o divino com alguém que acha que está enquadrado no restrito grupo dos que diz não porque não; até porque se julgam iluminados pela sua clarividência e limpar a alma para tentar compreender o que não se vê é para eles no fundo dar o braço a torcer, ou contradizer o que diz o partido e isso é grave...!
Caro Amigo:
ResponderEliminarPois com certeza que aceito esse convite. Vamos a isso no seu blog.
Mas antes: creio que os nossos discursos sobre o ateísmo batem certo e são concordantes.
V. fala, e bem, no niilismo. Eu acrecentaria, ilustrando o que julgo ter sido dito pelos dois: surge nos jornais, de quando vez, uma associação ateista propagandeando... o quê? - a inexistência de Deus.
Este é que me parece o ponto fundamental - que as diversas igrejas (ou até seitas) façam a exegese do divino (na forma cristã, islamita, hindu, budista...) compreende-se. é a pregação de um ideal, de uma fé. Já considero deveras mórbido que alguém se associe para proclamar não a sua razão, própriamente, mas a falta de razão dos outros.
Essa «cruzada», nos dias que correm, revela bem a intransigencia que eu teria se, por exemplo, agora me desse na cabeça reunir as hostes para malhar em quqalquer religião que não a Católica Romana, que por acaso é a minha.
Quanto ao seu projecto, então:
Vamos a isso. Aceito «dar-lhe batalha» no seu blog. Trata a sua artilharia, que eu trago a minha. Estão em causa os factos históricos e a sua interpretação.
Não estarão as convicções pessoais de cada um, que muitas vezes se ligam a outros factores. Pela parte que me toca, devo dizer-lhe que fujo sempre da exegése. Daria um péssimo apostolo. Por isso, nem me ocorre «convertê-lo». Mas se tal acontecer, já sabe: o almoço é por sua conta.
Se me converter V., eu rendo-me à evidência do milagre e só me resta comemorá-lo em almoço em Paris, que é o berço da República contemporânea.
Também poderemos entrar pela especulação. Já que o meu Amigo foi adiantando explicações para o fim da Monarquia em Portugal (as Invasões Francesas) eu sempre alvitro: e se D. Pedro IV tivesse reinado mais 10 anos? Se não tivesse morrido logo em 1835?
Lembre-se da juventude de D. Maria II e da sua aflição ante os Loulés, Saldanhas, Passos Manuel, etc..
Bom, temas interessantes para discutir no seu blog. Mande lá a primeira salva dos seus canhões.
O Amigo Respública lá irá ter, certamente, com as suas milícias beirãs, ao que sei acantonadas na Serra da Estrela, à espera do grande dia da Restauração.
Um abraço.
Vai-me desculpar: tenho o seu blog nos meus favoritos. Mas aquilo está enquistado no post do VPV.
ResponderEliminarÉ assim? Dê-me, sff, instruções.
Amigo Ega, só agora cheguei ao computador mas já vi que já se entendeu com a coisa.
ResponderEliminarPara voltar ao início do blogue é só clicar com o rato no cabeçalho da página.
Se quiser poupar-se ao trabalho de ver os outros temas, no lado direito encontrará um índice intitulado como "hortaliça da lavoura" no qual estão os temas, clique que singe a leitura ao que lhe interessa.
Mais uma vez agradeço a amabilidade e compreensão do pessoal do Corta-Fitas por publicar comentários que em nada têm que ver com o discutido no fórum, obrigado.