Muitas vezes, demasiadas vezes, os melhores portugueses preferem ficar comodamente fora do combate político-partidário, deixando o país entregue a quem não tem categoria para o governar. O simples facto de Paulo Rangel se mostrar disponível para a luta já é motivo de contentamento. Fazê-lo quando Portugal está de rastos é um dos poucos sinais positivos dos últimos e tenebrosos meses. Obviamente, tem o meu apoio. Ou muito me engano ou muita boa gente, tal como aconteceu nas europeias, vai ficar surpreendida com o número de pessoas de qualidade que ele vai conseguir mobilizar para lutar por um país melhor.
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Tb sou da mesma opinião. Paulo Rangel não é um ilustre tribuno a toa.
ResponderEliminarSeu talento a argumentação e liderança são inatos e não aquele aprendido nas lides partidárias que deixam os políticos como bonecos de corda.
Estamos em (vago) desacordo na questão das paridades, Duarte, mas em total concordância neste ponto. :-)
ResponderEliminarTenho o Rangel por mais um pára-quedista, lamento discordar com o editorial, muito gostava eu de concordar mas temos pena.
ResponderEliminarNão vejo grandes diferenças entre Rangel e Aguiar Branco, aliás teve mais demérito para mim na vitória das europeias o Vital Moreira que o Rangel teve mérito.
Muito menos quero o Coelho ou o Santana (vade retro)
Eu gostava de ver no PSD um PPD, um reformista, sem medo de sondagens ou de atritos dentro do partido; um disciplinador; gostava de ver alguém que nem fosse de direita nem de esquerda; gostava de ver alguém que fosse humanista; que fosse liberal e ao mesmo tempo Social Democrata.
Gostava de ver alguém promover o comércio livre mas que protegesse ao mesmo tempo quem não se adaptasse ao novo rumo, alguém que não liquidasse a Segurança Social mas que dignificasse a Banca e que a reconhecesse como parceiro importante assim como às pequenas empresas.
Alguém que não fosse clientelista, alguém que se tivesse a borrifar para o "aparelho" e mais os "jobs for the boys".
Gostava de um Sá Carneiro, ou de um Cavaco, não há ? Tenho um nome : Rui Rio !
Será um Sá Carneiro ou um Cavaco ? Nem precisa de ser, se for simplesmente Rui Rio para mim basta.
Eu vejo o PSD de fora (como vejo qualquer outro partido).
ResponderEliminarParece-me indispensável que se vislumbre algo de diferente e viável que permita correr com o licenciado às três pancadas mais os seus infindáveis rabos-de-palha e a sua rasteira pandilha de mentirosos, incompetentes, incapazes (nem percebo como é que muita gente séria que há no PS não se demarcou já sem hesitar e publicamente daquilo).
Dos candidatos a lider do PSD, Rangel parece-me bem aviado de qualidades, das quais ressalto a capacidade de pôr o licenciado às três pancadas histérico, possesso, apoplético.
Dos três, é o que tem o killer instinct que é preciso.
Realmente, Luísa, fora na tal questão da paridade, creio que temos um bom gosto em comum.
ResponderEliminarPelo que diz, eu também quero o mesmo. E também já escrevi há muitos anos que Rui Rio seria o candidato ideal. Mas como é sabido, ele tem preferido ficar na Câmara do Porto. Só não percebo porque considera Rangel um "pára-quedista". Pelo contrário, é uma pessoa que tem feito o seu caminho no partido com muito mérito pessoal, trabalho e sem medo de correr riscos.
ResponderEliminarMeu caro, pouco se conhece de Rangel.
ResponderEliminarVeio do meio universitário onde exercia funções; pela mão da Drª Ferreira Leite, dizem que militava no PP entrou no PSD, o homem é de Gaia, posso-lhe dizer que acompanho o partido nesse concelho, pois é onde resido e dele nunca ouvi falar até à bem pouco tempo.
Não compreendi como uma pessoa recém chegada a um partido foi cabeça de lista numas Europeias mas tudo bem, acreditei que Manuela Ferreira Leite sabia o que fazia e votei no homem para o cargo.
Não lhe tenho nenhum asco em particular, apenas o olho com desconfiança, se é chegado do PP é porque tem raízes populares e liberais na sua concepção política, ainda não percebi se tende mais para uma ala Paulo Portas/Santana Lopes ou para uma democracia cristã liberal do estilo Amaro da Costa, nenhuma delas me entusiasma.
Como é um candidato sem raízes no partido, assim como Aguiar Branco que embora esteja lá há muito tempo sempre foi um nome de segunda linha, vai tentar negociar lugares com o "aparelho" para ter o seu apoio e por isso vai deixar tudo na mesma.
O problema da liderança Ferreira Leite foi querer romper com o aparelho do partido sem no entanto ter um carisma o bastante para impor uma liderança como tinha Cavaco, Ferreira Leite escolheu tecnocratas e segundas linhas para governar, pensando assim que não lhe iam roer a corda por dentro... Roeram-lha por fora no entanto !
A consequência é o aparecimento de gente que ninguém conhece muito bem a disponibilizar-se para ser líder.
Renovar para mim é diferente deste tipo de rotura, há que saber utilizar o que o partido tem de bom no velho e no novo, o PSD não é o PP, não é um "one man show", o PSD é um grupo muito grande de militantes que acreditam que têm condições para fazer o país andar para a frente, é o partido dos "self made man", dos trabalhadores, dos homens de família e dos empresários, não é nem da esquerda nem da direita e acho muito perigoso apostar todas as fichas em alguém com raízes liberais mas que não reúne um respeito natural dentro do partido, que não tem um historial, nem no partido nem como administrador de algo de relevo. Passos Coelho tem esse historial mas abandonou o reformismo e deixou-se levar pelo aparelhismo e negoceia todos os dias apoios nas secções.
Falta a Rangel o que tem Coelho e falta a Coelho o que tem Rangel.
Rio é diferente, está há muitos anos no partido, é reformista, tentou a refiliação sabendo que ia enfrentar o aparelho, limpou a câmara do Porto, defrontou os poderes instalados na cidade sem medo (e olhe que sou Portista ferrenho); Rio não precisa do aparelho, os militantes e o povo gostam dele, do estilo dele; está-se pouco a borrifar para o aparelho, tem obra feita e não deve favores !
Eu recuso-me a apoiar um candidato apenas e só porque é preciso tirar Socrates do poder.
Melhor título é Passos Coelho tem maioria absoluta...
ResponderEliminarCaro Nuno: inteiramente de acordo consigo, como sabe.
ResponderEliminarO Rio faria com o País o que fez com o Rivoli. Pegava no «mamarracho» e tornava-o rentável.
Mas ainda não chegou o tempo dele, pelo que se vê...
Quanto ao Rangel, não dou muito por ele. E precisa de ter cuidado: está gordinho e na idade perigosa dos enfaartes do miocárdio.
Creio que conhece mal Paulo Rangel, porque se há coisa que o distingue é uma enorme capacidade intelectual, de alguém com ideias próprias, pouco dado a ser arrumado em "alas" ideológicas que já não fazem sentido. Talvez não o tenha acompanhado no Parlamento e na campanha das europeias, mas a entrevista dele hoje no Público já dá algumas indicações. De qualquer modo, com as eleições internas, espero que surjam muitas oportunidades para que fique mais esclarecido. Por outro lado, não menosprezo tanto como o Nuno a urgência de substituir Sócrates como primeiro-ministro. E não adianta insistir com Rui Rio. Estou de acordo. Ele é que nunca quis avançar.
ResponderEliminarAmigo Ega.
ResponderEliminarEu acho que nem chegou nem vai chegar, pelo menos já perdi a esperança.
Todas as histórias tem principio meio e fim e esta república, nestes moldes que a conhecemos caminha para o seu término.
O périplo foi longo, começou à bomba com os carbonários;foi interrompida pelo Sidónio até ao dia que lhe tiraram a tosse; continuou pela mão de ferro do seminarista de Coimbra, chegado da aldeia mas com um profundo desprezo por ela; lá seguiu com o Caetano a mais os seus iluminados progressistas de Coimbra que de progresso só tiveram miragens; continuou no PREC na pancadaria com o Cunhal habilmente a dar vida aos robertos, passou de mão em mão ora por Soares ora pelos outros sociais democratas, o Soares refém da esquerda e os outros da direita, só o Cavaco é que teve força para os enfiar na gaveta a todos e mesmo assim o seu governo foi comido pelo caruncho do clientelismo; agora veio este Socrates que nem é carne nem peixe...
Eu quero experimentar um regime presidencialista aqui em Portugal, com um presidente que manda sem maiorias absolutas e relativas, que assuma a responsabilidade pelo voto até ao fim; quero também um senado, com gente escolhida por mim, uma cara que eu conheça sem aquela história de tipos de Lisboa no círculo de Braga e tipos de Faro no círculo dos Açores, quero gente séria e um sistema que os obrigue a ser sérios, onde se tiver de falir um BPN que vá, se tiver de ir um Presidente para a cadeia que vá !
Quero que os partidos deixem de ser comandados por caudilhos locais, por polítiquices de secção ao estilo Valentim, Ferreira Torres, Fatinha Felgueiras, Alberto João e quejandos; quero deixar de ver nas listas de deputados o filho do Sr. Dr. a mais o presidente da câmara de Onde-Judas-Perdeu-As-Botas que nem ler nem escrever sabe mas que tem carneiros que votam; quero qualidade, ou então quero não pagar impostos !
Porra !
Meu caro Duarte, é bem verdade que conheço mal o homem, aliás deixo isso intrínseco no que escrevi, onde aliás digo também que não lhe tenho asco.
ResponderEliminarEu conheci bem o partido à uns anos e sei como se ganhavam congressos nos tempos em que por lá andei; sem o aparelho Rangel não existe, e o aparelho neste momento anda na mão de Coelho.
Grande parte do aparelho porém está aberto a propostas, um candidato para ser superior ao aparelho tem de ter uma força enorme para convencer o militante de base a ir contra o mesmo.
Normalmente isso acontece durante uma crise de liderança, foi isso que aconteceu com Cavaco em 85.
O problema é que com as directas no partido, o efeito surpresa do congresso desaparece, e a história de ter 30 militantes a viver num talho com uma pessoa a pagar cotas a 300 acabou com a democracia no PSD.
Tudo é negociado naquela casa, o produto da venda é o poder, o pagamento é feito em tachos !
Rangel a meu ver, como não tem força nem historial para combater esta "nomenklatura" vai juntar-se a ela...
Vai uma aposta ?