Sempre foi ambição de José António Saraiva que o seu semanário concorresse com o Expesso. Se em relevância há muito que lhe conquistou-lhe o lugar, suspeito que esta semana, em tiragem, o Sol dá um capote: ironicamente vitoriei a obtenção do meu exemplar já sem direito a brinde nem revista Tabu. Parabéns.
Foto Carlos Lopes Público
O que hoje se soube parece-me que releva mais de um completo disparate e de uma loucura tão monstruosa que tudo aquilo nem dá para levar a sério...
ResponderEliminarAquela gente está mas é a precisar de tratamento médico urgente.
Estamos novamente no meio de um nó gordio.
ResponderEliminarJAS faz parte daqueles que tentam, com algum êxito, desfazer esse nó.
Falta, no entanto, aquele que com a sua «espada» o cortará e irá acabar com toda esta situação insustentável.
JAS não é um alinhado e ainda bem.
Continuo a preferir o Expresso ao Sol, muito embora reconheça ao último, e neste caso em particular, um excelente trabalho. Agora em termos de relevância é o público quem decide...Também o Indepedente teve muito mais relevância politica durante um período e depois deu no que deu...
ResponderEliminarFalando do escândalo levantado pelo SOL, lembro-me de um ministro dos 1ºs governos soaritas, Valter Rosa, se não me falha a memória.
ResponderEliminarEra, pelo que se apurou, um homem sério e íntegro.
Um dia, um seu filho foi acusado de participar no roubo de uns tesouros depositados num museu nortenho. Arte religiosa, peças valiosissimas.
O Pai, o ministro, imediatamente apresentou a sua demissão e nunca mais se ouviu falar dele (politicamente).
Ou seja: tem-se perdido muito tempo a discutir os contornos juridicos do «caso» das escutas. Crime; acto lícito?
Mas esquecendo sempre a dimensão política da situação.
Sócrates tinha a obrigação politica e moral, dada a gravidade das suspeitas de pôr o seu lugar à disposição, até apuramento final do sucedido.
É claro que isso não resolvia o problema dos portugueses. Temos eleições muito em breve dentro do único partido alternativo (o PSD). E como já lá estão pelo menos 3 subpartidos em campanha, dificilmente a ausência de maioria absoluta dentro do PSD (após a tal eleição) trará vantagens ao seu desempenho externo.
A assim vamos nós... cantando e rindo!!!
Pois não sei, mas lá que amanheceu encoberto...
ResponderEliminarÁ propósito do escândalo levantado pelo SOL, lembro um ministro (Valter Rosa, se não me falha a memória) dos 1ºs governos soaristas.
ResponderEliminarUm dia o filho do ministro foi apanhado envolvido no roubo de peças de arte sacra de um museu nortenho. Coisa grave.
O Rosa ministro, que nada tinha a ver com os comportamentos do filho, de imediato apresentou demissão.
Homem sério e digno. Entendeu que a sua imagem pública ficava afectada pela conduta do familiar e assim não quis prejudicar o Governo, um orgão de soberania, afinal.
O problema é esse. Toda a gente discute Sócrates e as escutas na vertente juridico-penal. Mas a responsbilidade politica vai além disso.
Para se ser respeitado, deve-se ser impoluto.
Sócrates há muito devia pôr o seu lugar à disposição, até averiguação final do sucedido. Talvez até saisse de lá mais prestigiado...
Mas agarra-se ao poder, o que fala bem por si.
É claro que, saindo, os nossos problemas não ficavam resolvidos. Nem sei como ficarão, agora em vésperas de mais umas eleições, desta feita dentro do PSD. Já há, pelo menos, 3 sub-partidos. Decerto nenhuma «maioria absoluta». Logo, permanência de incapacidade de liderar a Oposição.
E assim vamos nós, cantando e rindo...
Apesar de concordar com tudo isto....
ResponderEliminarAcho que voltamos ao antigo Independente.
Espero bem que haja algo de interessante nesta edição.
mas o Sol tem-se revelado uma importante fonte de boas noticias e de quezilias politicas
Amigo Ega, gosto muito de ler a sua sensatez como sempre, por vezes o meu amigo parece a consciência aqui do espaço.
ResponderEliminarO Sol não sei bem que cores defende, as do PSD não me parece que sejam pois como o meu amigo o disse e bem, a oportunidade do escândalo foi inadequada, pois as forças de resistência estão mais debilitadas que o governo.
eu não acredito em independência, tenho que os órgãos de comunicação social servem sempre um qualquer fim; uma coisa é certa, este lavar de roupa suja que toca todos os extremos da gravidade desde um achincalhar da justiça Portuguesa a um Orwelianismo patente na forma de estar dos socialistas; apenas está a beneficiar uma força política, o PP que já vai acima dos 12%.
Gostaria no entanto de alertar os ilustres companheiros da "posta", que o PP é um centro de adoração ao Líder, foi incubado no INDEPENDENTE, jornal aliás em muito semelhante a SOL à conta de contra-política e propaganda anti governamental.
Quem me leu sabe que não suporto socialistas, jacobinos, maçons e nomeadamente o mentor da nova carbonária o Dr. Soares; quero no entanto salientar que se o Sr. Cavaco está calado é porque o Sr. Cavaco não é burro, nem nunca o foi, o PSD é que se esqueceu de dar ouvidos a quem tem valor dentro da estrutura !
Cavaco sabe que da queda do governo podem resultar dois males graves :
- A reeleição e consequente confirmação do governo despesista e do falso Keynesiano-maçónico do Sr. Sócrates
- A possível eleição de um PSD altamente clientelista e ávido de lugares, pois não duvidem meus amigos, num partido onde os votantes são manobrados numa secção, quem negociar mais lugares é quem mais "espingardas" vai agregar em seu torno para ser eleito.
Num momento negro da economia, qualquer destes cenários é desastroso...
Lida de fio a pavio a edição impressa do Sol, fica a sensação de que a montanha pariu um rato. Acrescenta quase zero à edição da semana passada.
ResponderEliminarSeria um óptimo gole publicitário, não fosse publicidade enganosa.
O Sócras agradece, e é pena.
Só assim este homem vai lá, chafurdando na sujidade...
ResponderEliminarQue nojo!
Caro Nuno:
ResponderEliminar«Consciência do blog»? Isso é simpatia em excesso. Digamos que, se calhar, ainda gosto menos de pagar impostos que o meu amigo...
V. é social-democrata convicto e pouco contemporizador com desvios, à esquerda ou à direita. Eu se me puser a pensar em termos de ideologia também é para aí que vou: para a social-democracia.
Mas uma democracia-cristã (sempre falando de ideologias) não fica mal e já demonstrou dar resultados positivos, por essa Europa fora.
Simplesmente: as ideologias acabaram. Talvez porque as mudanças conjunturais e mesmo estruturais se processem de tal forma rápida que já não há figurino que se possa manter estávelmente. Em Portugal, sobretudo, porque a nossa ignorância nos tolhe a leitura das cartilhas e por causa do nosso sebastianismo congénito.
Assim acontece esta coisa estranhíssima: somos o único país onde existem 2 partidos social-democratas. Ideológicamente já não diferem. Têm uma base social de apoio (fixa) diferente e ambos «pescam» sobretudo ao centro. O PSD ainda vai às trutas do CDS e o PS lança as redes cada vez mais a PC's e BE's (vd. casamento gay/Vale Almeida).
O PP não irá além do que é: o partido do Portas. E o Portas nunca conseguirá ser 1º ministro (e ainda bem, sobretudo para ele e o seu direito ao bom-nome...)
Vamos ver o que sai da eleição PSD. Creio que nada de substancialmente diferente. Em suma, estamos lixados.
Já me esquecia: no Reino de Portugal, a vida corre beatificamente. Não há intrigas e é generalizada a solidariedade para com os necessitados. El-Rei sempre atento para connosco todos, incontestado Chefe nacional. Pena é que tenhamos de continuar a pagar tributo fiscal à República que se apoderou do aparelho de Estado português.
Bom fim-semana!