(...) Porque nos países protestantes se aprendia a ler para ler a Bíblia e isso não sucedia nos países católicos?
Essa explicação não chega, porque os muçulmanos lêem o Corão e não é por isso que se tornam mais letrados. Há é uma outra explicação, que nunca é referida: nenhum desses países que conseguiram uma alfabetização de massas durante o século XIX o fez contra a Igreja; foi sempre em articulação com ela. Ora em Portugal, primeiro com os liberais, a partir de 1820, e depois com os republicanos, o Estado não só tentou alfabetizar a população contra a Igreja, como entendia que a alfabetização era um veículo para substituir a educação religiosa por uma educação cívica formatada em Lisboa. As ordens religiosas, que em muitos países foram fundamentais para criar uma rede de escolas, em Portugal não podiam sequer ensinar a ler durante a Monarquia constitucional. Ou seja, tínhamos na Igreja uma instituição que podia ter sido fundamental para a alfabetização da população e preferimos chamar tudo para a alçada do Estado, que não tinha recursos e, portanto, falhou.
Obrigatória a, entrevista a Rui Ramos na integra aqui.
Estou a ver...
ResponderEliminarA alfabetização e a educação cívica dos portugueses deviam ser formatadas no Vaticano.
só pode ser do doping; não outra explicação.
ResponderEliminar"Há é uma outra explicação, que nunca é referida: nenhum desses países que conseguiram uma alfabetização de massas durante o século XIX o fez contra a Igreja; foi sempre em articulação com ela."
ResponderEliminarAinda há mais uma explicaçao: é que os países que conseguiram uma alfabetizaçao em massa durante o séc. XIX eram todos protestantes.
Dá vontade de rir. É que, precisamente, nos paises protestantes não havia Igreja, nem ordens religiosas, obviamente. Fossem else fieís a Roma, e outro galo cantaria. Nessea paises, a religião confundia-se com o Estado, nem abaixo, nem acima. E é de raparar que o Rui Ramos fala só em Portugal, ignorando que o enrevistador faz o confronto entre paises protestantes e "paises católicos"... ;) Que confusão.
ResponderEliminarNão sei a que países se refere nem a que época, mas realmente a certo passo da entrevista à uma referencia importante, à concentração de riqueza mais ou menos crónica de certas zonas da Europa. Quanto à literacia ser um elemento fundamental de desenvolvimento, ninguém pode por em causa tal principio, agora como e quando na Europa se atingiu o padrão de literacia generalizado da população, esse é um elemento em absoluto não uniforme, pois a esmagadora maioria dos países europeus, só conseguiram atingir padrões de desenvolvimento mais abrangentes, a partir da década de trinta do séc. XX, com a aceleração por todos conhecida a partir da década de cinquenta do mesmo séc. Entre nós a politica educacional e formativa acelerou definitivamente na década de sessenta e estava em grande crescimento e com capacidade de enquadramento da população estudantil, na formação de quadros académicos e técnicos que permitiriam seguramente, um crescimento sustentado e progressivo da nossa sociedade tanto culturalmente como economicamente. Tudo isso acabou com o 25 de Abril e o que mais sofreu e ainda não se recompôs, foi exactamente a parte formativa das gerações, que irão integrar o mercado de trabalho, com as consequências que nós conhecemos da falta de produtividade e deficiente formação técnica.
ResponderEliminarQue ninguém se esqueça de que a economia portuguesa à época dos cravos de Abril, crescia a um ritmo de 7% ao ano.
Caro Sr Pedro
ResponderEliminarA Igreja Anglicana é o quê?
Um saco de batatas?
Ou será que Henrique VIII, ainda vive, e controlou além da Inglaterra, a Alemanha, e o norte da Europa?
O que aconteceu, foi que a Jacobinagem Maçónica, fez uma revolução cultural, ao estilo do Camarada Mao.
Esse também fez tábua rasa, da Sabedoria milenar da China, em autos de fé, reduzindo a cinzas milhares e milhares de Livros.
Exactamente o que a Jacobinagem fez em Portugal!
Ou por acaso ainda pensam que não estamos fartos de saber, o que aconteceu ao acervo cultural dos Mosteiros?
O que se salvou, foi pela mão de particulares, que adquiriram e conservaram muitos livros, e manuscritos.
Mas não foi possível impedir que grande parte do património cultural que não foi recuzido a pó, fosse roubado.
Acha que se naquela época se estudava por onde?
Por sites da Internet?
Esse Anti Cristianismo primário é de uma confranfedora ignorância, ou pura má fé.
Eu nem sou Católica!
Mas abomino a deturpação sistemática da nossa História, pelas mentes arrogantes e iluminadas que por vezes aqui andam!
Maria da Fonte