Depois de tudo que se escreveu e ajuizou sobre o perverso protagonismo do “pequeno” CDS nas negociações para o Orçamento Geral do Estado, Paulo Portas faz uma jogada de mestre com a “abstenção construtiva” que simplesmente remete a “sentença” da aprovação para os social democratas. Estamos sem dúvida no domínio da mais alta Política, coisa que não impede as legitimas preocupações de muitos portugueses: uma vez mais adivinha-se que serão empurradas com a barriga as medidas vitais que tirem o país do pântano económico em que se está a enterrar. Eu insisto que esta é uma irresponsabilidade cuja cumplicidade infelizmente o PSD e o CDS terão dificuldade em se livrar.
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Conforme se previa, a questão do Orçamento nunca mais se resolve.
ResponderEliminarFelizmente para o Governo, não faltam fait-divers ajudando-o a passar despercebido: o casamento gay, o Sá Pinto e o Liedson...
Até os pobres haitianos deram uma mão zinha com a catástrofe! E assim, enquanto, a morbidez e a superficialidade nossa se consola com esses grandes temas de abertura dos noticiários, Teixeira dos Santos, lá muito para meio, quando as atenções já amoleceram, enfim aparece a dar conta das dificuldades das suas negociações.
A verdade é que regredimos aos 1ºs Governos Constitucionais, quando o Orçamento de um ano era votado... lá para Maio desse mesmo ano.
Como algures escrevi, Paulo Portas não é um estadista mas sim um politico, pelo que a sua actuação rege-se pelo ganho politico concreto no curto e médio prazo. Com esta medida ganha em duas frentes, na atitude de defesa da estabilidade com uma postura de sentido de estado, ao não votar contra o orçamento e na da inocencia eleitoral caso o orçamento eventualmente fosse chumbado, pois aí a culpa seria de quem o rejeitasse e não de quem altaneiramente lavou as suas mãos.
ResponderEliminarEm qualquer caso seja lá qual for o cenário final, com esta medida Portas e entouraage, em todas as oportunidades que tenham, irão gritar aos quatro ventos o sentido de estado do CDS.
Caro Ega, aposto em como todos os gastos faraónicos irão continuar no menu, ou quando muito alguns serão empurrados para o próximo ano. Estou particularmente curioso em ver quais as alineas contempladas na parte referente à diminuição da despesa publica.
ResponderEliminarVou gostar de ver é a discussão na AR sobre o OE. Vai ser só teatro, ainda mais do que o costume. Ou por outra, mais valia nem haver.
ResponderEliminarAbstenção construtiva?
ResponderEliminarÉ piada.
O PPortas resolveu dar uma de Herman José.
Não é a classe política que refere a ABSTENÇÃO como falta de cidadania...
ResponderEliminarO CDS-PP, comprova agora o meu ponto de vista, em sucessivos actos eleitorais, com a fórmula mágica da "Abstenção Constructiva"!!!
Caro Velho.
ResponderEliminarEnquanto os partidos continuarem a ser financiados por empreiteiros, pode ter a certeza que acabando o aeroporto e o TGV ainda vão fazer as pirâmides do Egipto !!!!
Vivo num país onde se combate o Jacobinismo com populismo e caciquismo !!!!
ResponderEliminarEu diria que são as grandes doutrinas políticas do Sec. XXI o caciquismo e o populismo, se contarmos com o Bloco temos também o caudilhismo !
O Sr. Portas pratica o culto à imagem, é uma espécie de one man show que na hora da verdade, em vez de mostrar punho de ferro vende-se por uns votos.
Num tempo em que o endividamento do país ultrapassa os 100% nem uma palavra sobre os TGV's e as Otas jamais, e as super pontes sobre o Tejo; o Sr. Coelho faz a nota de encomenda e o Sr. Teixeira avia a receita...
Amanhã vou começar é a mandar currículos para ver se emigro para bem longe daqui...
Caro Velho da floresta,
ResponderEliminarAcho que essa resposta foi hoje mesmo dada. Vai diminuir o salário real dos funcionários públicos.
Cumprimentos,
Marquesa de Carabás
Como está o nosso caro xóvem pós Mouta? Ainda não o tinha visto por cá.
ResponderEliminarPois a abstenção construtiva...no verão é muito comum, aos sábados, quando vai tudo para a praia. também é comum às sextas feiras, para se sair um bocadinho mais cedo.
Houve um tempo, não é do tempo do caro xóvem, mas o Velho da floresta deve-se lembrar, que ele gosta do Bel Canto, em que a orquestra do S. Carlos, mal corria o pano, ia toda a correr apanhar o último comboio no Cais do Sodré. Acabavam os aplausos e não havia ninguém para agradecer. Só os cantores e o maestro, abandonado. Era muito engraçado: Era uma abstenção muito construtiva.
Cumprimentos,
Marquesa de carabás
Bem obrigado, de saúde e recomendo-me...eheheh!
ResponderEliminarTive uma "pequena azia" com o orçamento 2010, quiçá da (longa) espera ou da ansiedade... Quando na verdade não havia motivos para tanto!
A perversão da Democracia no seu melhor, onde abster-se=aprovar...
Que rica oposição, nem negociar sabem!
Além disso seria mais construtivo se pudessemos ir a banhos a alguma das nossas praias e também nós abster mo-nos das notícias, mas ainda está tanto frio...
Cumprimentos cara Marquesa