A propósito desta polémica, quem me conhece sabe como me repugna a intriga anónima nos blogues. Pela cobarde desresponsabilização e perversão das mais básicas regras de civilidade que isso significa. É assim que por motivos higiénicos, por regra só me dirijo a um interlocutor que eu de boa fé reconheça como devidamente identificado. Em tempos li um espantoso texto da Fernanda Câncio, sempre tão ciosa da sua ética jornalística, relativizando a validade das assinaturas na blogosfera, como se não possuíssem relevância. Claro que essa arrogante abordagem apenas revelou a pantanosa hierarquia de valores característicos da geração socras que tomou conta dos meandros da governança – media incluídos. Mas acontece que uma opinião assinada faz toda a diferença, seja numa coluna de jornal, seja no mais modesto dos blogues. Somente desta forma o autor arrisca responsabilidade pelo seu ponto de vista. Dar a cara pelo que se afirma, em qualquer dos lados da barricada, faz a diferença que existe entre um Homem e um individuo sem carácter.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
No centenário da "Revolução Nacional"
Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...
-
"Desencadeado a 28 de fevereiro por um ataque norte-americano e israelita ao Irão, o conflito alastrou-se a grande parte do Médio Orien...
-
Tem havido, recentemente, alguma discussão sobre a necessidade de transparência a propósito de Aguiar Branco, quer pelo que disse no 25 de ...
-
Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...
Perfeitamente de acordo. Quem pode sequer imaginar opinar e comentar a vida publica escondido no seu anonimato? Sem dar oportunidade a quem lê de colocar um rosto atrás da escrita. Enganar os leitores, defraudar, vigarizar com uma postura que se esconde por detrás de quem realmente são.
ResponderEliminarCobardia é o que é. Quem não mete o rosto onde mete a boca só merece estar calado.
O Fernando Pessoa era um malandro.
ResponderEliminarAlém de cobarde, enganava, defraudavae vigarizava os seus leitores.
Só não percebi essa de se esconder por detrás de quem realmente era.
Que eu saiba a utilização de heterónimos ou pseudónimos não confere automaticamente anonimato aos autores.
ResponderEliminarAlem disso não me parece que Pessoa utilizasse heterónimos para insultar pessoas identificadas, como se faz quotidianamente na CC.
ResponderEliminarDe resto, não insulte Fernando Pessoa, comparando-o aos Abrantes & Magalhães do blog de fretes do Governo.
Na qualidade de anónimo (já identificado por alguns) tenho que referir que esta polémica é um pouco chata, é que há pessoas que recorrem ao anonimato por razões do foro profissional, para que em virtude das suas opiniões não seja enxovalhados , etc... mas também há quem abuse e recorra a esse sistema para atacar indiscriminadamente , não sei continuo a achar que apenas a criação de um fórum de opinião, com acesso limitado aos seus membros resolve o problema.
ResponderEliminarCaro Rés: é a velha questão do anonimato e dos pseudónimos.
ResponderEliminarO anonimato é sobretudo uma arma de ataque ou de defesa. Sendo que a causa é o ataque (cobarde); o efeito é a defesa (legitima).
O pseudónimo não impede a pessoa seja conhecida. Impele mesmo a que se dê a conhecer. E é sobretudo utilizado literáriamente.
O se pseudónimo define a sua preocupação politica. O meu... talvez uma forma também de ver a politica.
Sim, eu sei, mas a ideia do fórum era a ideal para resolver esse problema.
ResponderEliminarO conceito de fórum tal como é entendido e utilizado pelo menos em Portugal, revela-se concentracionário . Pelo que me diz respeito, tenho sempre muito gosto em conversar com os que me são próximos ou iguais, mas o confronto de ideias não existe, pelo menos no sentido de conflito de cosmovisões. Logo considero que este tipo de blogues deve seguir em funcionamento, pois caso contrário passaremos à fase de conflito seguinte, eu pelo menos já sei de que lado da barricada fico.
ResponderEliminarSou absolutamente a favor de conseguir que o maior numero de nós se conheça, nem que seja virtualmente pois isso levará a um movimento de opinião crescente, que alguma consequência trará à cena nacional.
Concordo. E esta «mesa de café» parece assegurar o sossego e o conforto de quem se senta nela com a boa intenção de trocar ideias.
ResponderEliminarReferia-me a um fórum do género da ciberjus, onde se inserem juízes, advogados, mp de várias correntes ideológicas, a ideia é ser amplo e abrangente, mas sem os riscos das ordinarices da vida!
ResponderEliminarMas entendo a sua opinião amigo Velho, logo se vê como corre a luta...
Não sei se o meu comentário de há pouco «entrou».
ResponderEliminarEste espaço parece ter as medidas adequadas para se debaterem ideias com abertura a todos que não «descarrilem» de uma conversa civilizada e não provocatória.
Caro Ega,
ResponderEliminarEstamos realmente empenhados em que as coisas não resvalem para um nível impróprio.
DE resto, folgo em continuar a vê-lo no Corta-Fitas.
Abraço do
Rui Tabosa
Obrigado, caro Rui.
ResponderEliminarFelicito-os a todos pelo vosso empenhamento
Abraço
J. da Ega.
Como sempre, caro crull, I couldn´t agree more with you.
ResponderEliminarEducadinha