segunda-feira, 5 de outubro de 2009

República

 



 


Hoje é dia de visitar este sitio atentamente para que uma mentira mesmo que repetida mil vezes nunca seja tornada verdade.

3 comentários:

  1. Acho caricato, no mínimo, que os monárquicos portugueses, em vez de apresentar um projecto político em torno da restauracao da monarquia que convenca os portugueses a aderir à sua causa, gastem as suas energias a tentar repor uma verdade histórica que os portugueses no geral, não querem saber de. Que estarão eles à espera? Que no dia 6 de Outubro os portugueses acordem para a verdadeira natureza da revolucao republicana e horrorizados pela mesma, reclamem imediatamente o regresso da Monaraquia?

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  2. De um artigo de José Augusto Seabra:

    A história das relações entre a Renascença Portuguesa e a República foi a das convergência e divergências entre um movimento cultural que se situava ao nível dos valore cívicos e éticos e um regime que pouco a pouco perdeu a alma, resvalando para o que Leonardo chamou "uma República política de campanário, cuidando mais dos mesquinhos interesses partidários do que da administração e dos interesses públicos". Como escreveu Fernando Pessoa, que também renascentista foi, nas páginas d’ A Água, se "é dentro do republicanismo, e pelo republicanismo, que está, e será, o glorioso futuro deduzido", esse "republicanismo" não se pode confundir com o do regime instituído. Ele encontra-se na obra dos poetas, filósofos e intelectuais da Renascença Portuguesa, transcendendo o circunstancialismo e o oportunismo dos políticos de ocasião.

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