Hoje de madrugada foi de novo hasteada a bandeira portuguesa da monarquia na sede Real Associação de Lisboa no Largo Camões, em desafio à ordem da Camara Municipal de Lisboa que, após mais de quarenta anos, decidiu ordenar a sua remoção. Estranho é que em véspera de Centenário da revolução carbonária, a edilidade que não consegue zelar pela sua própria varanda, se entretenha a vasculhar as dos outros com o fundamento de que a exibição desse símbolo nacional deverá obedecer aos regulamentos de publicidade e mobiliário urbano. Se a CML optar por nos remover a bandeira, isso não faz mal: temos muitas.
"Não percebo os desdens dos homens de hoje pela bandeira azul e branca - a bandeira dos homens de 1820, dos valentes da Terceira, dos heroicos batalhadores do Cerco do Porto e da Tomada de Lisboa. Eles libertaram Portugal do despotismo e o seu esforço gigantesco não merece os desprezos e as ironias dos diletantes de agora. Se foi a bandeira que cobriu depois as ignominias do Constitucionalismo, também a bandeira tricolor de França depois de ter servido os herois de 1793, serviu as chacinas e as espoliaçoes de Bonaparte, os crimes, os assassinatos e as derrotas de Napoleão III - e nem por isso os republicanos de 1848 e de 1870 a substituiram.
ResponderEliminarFoi porque representava uma tradição gloriosa que não podia ser esquecida nem apagada".
( trecho de um manuscrito inédito - que já não é - em minha posse de Caldas Cordeiro proprietário da Livraria Antiga e Moderna em Lisboa, escrito em 28 de Dezembro de 1910)
Até o Junqueiro cedeu nas cores azul branca apesar de ser um republicano da primeira hora.
Ó Távora: O que é preciso para ser Rei? O meu sangue é ORH +, mas não consigo ser pequenino como o Câmara Pereira, nem cantar fado nem gosto de touradas? Posso?
ResponderEliminarNo seu caso, acho que basta auto-proclamar-se. A plateia aplaude.
ResponderEliminarMas, já agora, a bandeira não deveria ser toda branca?
ResponderEliminarA monarquia em Portugal é uma miragem vinda com o saudosismo do passado.
ResponderEliminarAcabou e não voltará por uma questão óbvia de dignidade. E dignidade de pessoas e não de «coisas» sobrevalorizadas relativamente às pessoas.
Permito-me uma inquietação: tolerou a monarquia portuguesa «referendar» a república?!...
Pronto lá vêm as crianças rabugentas com as bandeirinhas azuis e brancas...
ResponderEliminar(bolas, mas porque ninguém muda a fraldinha a estas crianças bétinhas e lhes dá a papinha...)
Essa da bandeira azul e branca na tomada de Lisboa é obra
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ResponderEliminarUm elemento curioso a considerar é que em 5 de Outubro de 1910 a Europa era toda monárquica à excepção de França e Suiça. Talvez este facto, explique muita coisa.
essa bandeira e o simbolo do nosso PASSADO! Qual a piada? sera que vao conseguir mudar algo? obviamente que nao. simplesmente uma brincadeira parva.
ResponderEliminarObrigado pelo comentário. Apercebi-me também desse erro ao reproduzir o trecho (a bandeira não tinha o azul do Constitucionalismo, claro), mas nao quis ferir a intenção que substancialmente preside à escrita, subtraindo essa frase.
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