Sou um homem vulgar daqueles que com demasiada facilidade se maravilha com a beleza de uma mulher. Apenas o meu "estatuto" e a noção de ridículo me impedem de tropeçar enlevado com alguma carinha laroca que se cruze no meu caminho. Digo “carinha laroca” porque, ao contrário do que possa parecer, é pelo charme e beleza da sua cara que uma mulher verdadeiramente seduz. Admito que há atributos mais berrantes, mas após um impacto imediato, sem a uma verdadeira Graça, rapidamente se esvaziam (salvo seja).
Tudo isto para dizer que me desgosta o aspecto daquelas mulheres que se escondem atrás de betumes coloridos com que se entretêm feitas Paulas Regos nas filas de trânsito. Responder-me-ão que uma maquilhagem bem feita, mal se nota. Esse argumento apenas vem reforçar a minha tese: se é para não se notar, para quê mascarar?
Por influência das séries juvenis norte-americanas até a minha filha de oito anos anseia por cremes e pinturas. Ando a tentar convencê-la de que ela é uma privilegiada, que não estrague a sua pele imaculada.
Enfim, na minha modesta opinião, uma cara bonita é uma cara bonita, com as suas marcas de expressão, com sombras e acidentes de percurso até chegar aos olhos onde só um verdadeiro brilho, reflectido por uma alma feliz, pode impressionar o mais empedernido príncipe. A mim parece-me que o resto da traquitana é mero placebo de outras maleitas, ou então um simples entretenimento para engarrafamentos de trânsito, ou atrasar um jantar ou uma cerimónia qualquer. Palavra de admirador.
Parabéns. Partilho.
ResponderEliminar"daqueles que com demasiada facilidade se maravilha"
ResponderEliminarcompletamente a leste.
ResponderEliminarkkkkkkk ess texto
ResponderEliminarQual é o nome dessa crônica?
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