segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Razões para estar tranquilo


 


Ainda falta quase uma semana para as eleições, mas se tivessem sido ontem creio que os resultados seriam os mesmos. Por uma vez na vida vou concordar com a generalidade dos comentadores políticos e considerar que depois dos debates “clarificadores” (e, por estranho que pareça, das entrevistas ao Gato Fedorento…) já nada resta a dizer ao eleitorado senão declarações sobre os inacreditavelmente banais “casos” do dia, seguidos de réplicas e espuma, muita espuma. E, pasme-se, vou também estar de acordo com José Sócrates por uma vez quando ele diz que o que está em causa nestas eleições são duas visões do mundo, dele e de Manuela Ferreira Leite. Tenho esperança que ela ganhe, porque acho que há um desencontro fundamental entre o modo de governar dos socialistas e a maneira de ser dos portugueses. Tudo o resto, tempos de antena, declarações aos jornalistas, sondagens, discursos, arruadas, bandeirinhas, parece neste momento supérfluo e apenas cansativo para quem tenta acompanhar as campanhas na Comunicação Social enquanto espera ansiosamente pela decisão de domingo. Uma decisão entre mudar ou continuar no descalabro dos últimos quatro anos. Mas, a não haver nenhum “escândalo” de última hora (e mesmo assim…), os jogos estão feitos, os eleitores já decidiram e por isso sinto-me tranquilo. O meu receio era que Manuela Ferreira Leite chegasse já derrotada a estas eleições, e ninguém em Portugal ouve sequer candidatos “que não têm hipóteses”, mas felizmente ela recuperou o partido e agora está tudo em aberto. Quanto ao que vai acontecer no domingo, as razões para estar tranquilo são óbvias e prosaicas: os povos têm os Governos que merecem.

6 comentários:

  1. Entretanto, houve um terramoto em Belém, mas claro que isso não tem importância nenhuma. O povo é sereno!

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  2. então sobre a conspiração de Belém? bem já sei os povos têm os presidentes que merecem

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  3. Caro Duarte!

    Não me custaria assinar o seu texto.
    Contudo, continuo a achar que no domingo Sócrates ganhará, pese embora relativamente.
    E é precisamente esse facto que me leva a subscrever, por inteiro, a sua última frase: "Os povos têm os governos que merecem."

    Cumprimentos.

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  4. espero que nunca ganhe o PSD enquanto pensar privatizar a segurança social e a educação. Estes são direitos que nos conferem a constituição e é o que nos une como ser humanos. A saúde e ensino nunca poderão ser partidários, pois estes assunto tem de ser transversal aos governos e aqui tem que existir uma linha futura, que veja mais além do que um mandato.
    Alem disso, uma pessoa que assina não uma mas 4 (QUATRO) linhas de TGV em Portugal enquanto era governo e agora que está na oposição já não é da mesma opinião, Não merece credibilidade nenhuma, é mais um abutre à espera do seu turno para o festim de S. Bento.

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  5. O "caso" das escutas é bem típico desta época. Mas só quem vive absorvido pela política julga que ele tem significado para a esmagadora maioria das pessoas. Ou acha que vai determinar a perda ou o ganho de um voto sequer. Apesar de ser monárquico, votei Cavaco por razões partidárias. Já disse que não votarei nele numa provável recandidatura e que me vou abster. Ainda bem que está de acordo, A. Luís, se tivermos mais quatro anos de Sócrates é sem dúvida porque merecemos e não por falta de alternativa. Assim como merecemos o segundo mandato de Guterres, que já nem os mais ferrenhos socialistas defendem. Bom esforço, Vítor, deve achar que vai ganhar muitos votos para o PS com esse discurso de assessor.

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  6. ...E os portugueses não merecem a maldade de ter
    como primeira ministra Manuela F. Leite.

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