sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A imparcialidade e a crendice

Sou daquelas “pessoas bonitas” que o António Figueira refere no post aqui em baixo: nunca vi o jornal Nacional de MMG pela prosaica razão que lá em casa a essa hora estamos a jantar ou na lufa-lufa dos preparativos. Mas confesso que me dava muita satisfação o facto de saber da sua existência, e constatar o incomodo que ele causava ao nosso primeiro ministro.


Enquanto o militante Emídio Rangel esta manhã na TSF lamentava as reacções dos partidos da oposição à suspensão do referido noticiário declarando que estes “vivem bem neste esquema de intriga” a chorarem “lágrimas de crocodilo por ter terminado um espaço que violava leis, códigos, as regras do jornalismo” e que a TVI “há muito que desejava acabar com aquele espaço, que não honra o jornalismo” eu pensava para com os meus botões como seria preferível e bem mais honesto um posicionamento editorial explicito como o do Jornal Nacional, à pseudo-imparcialidade da generalidade dos media, coisa que afinal não passa de uma mera crendice.

5 comentários:

  1. A pseudo-imparcialidade era justamente a principal critica que se fazia ao jornal da sexta. O João Távora não está a ver bem a coisa.

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  2. Eu não gosto de Sócrates, que, de resto, me pareceu sempre excessivamente arrogante; no entanto, a coisa cheira-me a um golpe baixo contra o PS. É uma arma extra-política a interferir na política. Assim não vale.

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  3. Não votei Socrates nem tenciono votar.
    Mas que aquela avantesma histérica de olhos arregalados desapareça dos noticiários televisivos só merece o meu aplauso.

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  4. Pelos vistos, a Mata agudiza a perspicácia política, Sr. Manuel...

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  5. E se for o próprio a fazê-lo para se vitimizar? Não achou que ele e os "porta vozes" do governo mudaram de atitude, nomeadamente o sinistro Santos Silva e outros que tais, mudaram de atitude quando o PS (Sócrates) perdeu as europeias? Ou fui só eu que reparei?

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