quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O Papa-Obama

Há por aí uma malta bem pensante que não gosta de Bento XVI: ele é branco, chama-se Ratzinger (nome alemão) um intelectual e ainda por cima católico. O que esses arautos do Mundo Novo tipo “bairro social” da Madonna aspiram é pelo Papa-Obama.



Um Papa-Obama é um Papa Yes we can: de preferência preto, que advogue o aborto, patrocine uma marca de preservativos e entronize a homossexualidade. Um Papa popular, que saque uns sound bites fracturantes para os jornalistas se excitarem. Um Papa que não se misture muito com beatos, rejeite Fátima e a padralhada: que antes seja um homem mundano, com conta no twitter, pouco dado a teologias ou a essas mariquices da fé. E já agora, que assuma a culpa pelo obscuro passado da Europa do sul, da do norte e se possível de todos os males do mundo. Um Papa que não reze e em vez disso se inscreva no Bloco de Esquerda, impluda o Vaticano, fume umas ganzas e se converta ao budismo. Será então que os cristãos terão finalmente um Papa com boa imprensa e um programa na MTV.


 


Em férias: texto repescado daqui

9 comentários:


  1. A verdadeira papa

    já não existe

    a farinha amparo

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  2. Se não fosses parvo, que é que gostavas de ser?

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  3. Um texto cheio daquilo que em psicologia se chama "projecção", parece-me a mim.

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  4. Existe sempre a papa Mayzena...

    Concordo consigo na questão Obama, João, mas, pese embora tendo já defendido o papa em algumas questões, continuo a achar que a agenda da igreja não tem de ser 8 para o 80 relativista que aí pulula.

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  5. Era lindo... Se calhar até me tornava católico... e o mundo seria um lugar mt melhor! LOL

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  6. Com esse tom profético, caro JT, vou já começar a renunciar ao meu ateísmo, expiar a minha culpa de 40 anos de protestantismo e programar um
    a peregrinação (de joelhos) a Roma
    Abraço

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  7. João Távora:

    Não estou de acordo João Távora. Julgo que o seu "post" é muito simplista, demagógico e não vai ao fundo da questão. Deverá saber, por exemplo, que, enquanto Cardeal Ratzinger, esteve ligado à condução das finanças do Vaticano com ligações ao Banco Ambrosiano que foram, "no mínimo" pouco claras. E dizer "no mínimo" é um eufemismo.


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  8. Caro João Távora,

    É claro que este Papa nunca será o que caricaturalmente desenhou no seu texto.
    V. sabe tão bem como eu, que a Igreja é uma instituição que vai resistindo à mudança, ainda que esta se vá processando lentamente. Não poderia ser de outra forma, sob pena de perder a sua autoridade.
    Mais tarde ou mais cedo, já depois do "bloco de esguelha" ter desaparecido, havemos de ter um Papa com o que desenhou.
    Eu tenho essa fé, porque não estarei cá para ver.
    A Terra, apesar de tudo, vai-se movendo.

    Cordialmente

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  9. Como tenho andado pouco pela blogosfera, só agora vi as (re)aquisições do Corta-Fitas do João Távora e do Duarte Calvão. Muito bom para o Corta-Fitas!
    Beijinho,
    MJ

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