quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A crise perpétua

Quem tenha um pouco de memória sabe como em Portugal pelo menos há quarenta anos se apregoa uma infindável crise. Desde o choque petrolífero de setenta, passando à espiral inflacionista aos gloriosos dias do PREC, ainda sobrevivemos aos governos do Dr. Mário Soares com a ajuda de Paul Krugman e do FMI, "os ricos que paguem a dita!". Depois veio a crise dos anos noventa, o Cavaco a apanhar os cacos e os fundos estruturais, até despontarmos esfusiantes no oásis pré-expo '98 do Engenheiro Guterres. Depois dele, de novo vacas magras, o ataque às torres gémeas, novo choque petrolífero, o garrote do deficit orçamental, por aí afora até ao malfadado "sub-prime" que hoje nos aperta os calos.


A vida é difícil e a crise de cada dia é sempre pior que a anterior. E quanto se atormentavam os nossos pais e avós com as perspectivas profissionais dos seus filhos e netos! O espantoso é como afinal de contas nós sobrevivemos às malfazejas garras do destino de ser português, no desapiedado mundo contemporâneo. É que afinal à boa maneira portuguesa, a gente sempre se safa... até que a bolha um dia rebente de verdade.

5 comentários:

  1. Quando a bolha rebentar de verdade, o Povo Unido reclamará um Rei!

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  2. Só não percebi o "name dropping".. O Krugman era um estudante estagiário, na altura... Era o que faltava adicionarmos mais um para diluir as nossas culpas...

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  3. Tenho a vaga ideia de que era a D. Teresa Terminassian.

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  4. João Távora:

    Para o bem e para o mal, nós não temos uma bolha, temos uma bolhinha.

    Ou sou eu que estou a tentar auto convencer-me?

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