As últimas semanas no PSD, com as suas conspirações, negociações, almoços e jantares, telefonemas, recados nos jornais, alianças, traições. etc, etc, deixaram-me extremamente contente. Afinal, o partido ainda mostra a vitalidade que me tornou dele militante e que eu receava que tivesse desaparecido nos últimos anos. É óptimo que haja muita gente a candidatar-se. Apoio Manuela Ferreira Leite, mas é excelente que Passos Coelho, de quem tenho boa impressão, mostre ambição e se prepare para o futuro. E ainda bem que Santana Lopes avança, não se dando como morto para a política, lutando por aquilo em que acredita.
Não percebo como é que estas candidaturas (e Jardim, depois da obra extraordinária que fez na Madeira, teria também todo o direito a candidatar-se) incomodam tanta gente, sobretudo aqueles que nem sequer são do PSD. Se alguma coisa correr mal a estes candidatos, o pior é para eles, não é para os “comentadores” nem para os “treinadores de bancada” que pululam por aí, todos cheios de sapiência e sentenças, mas que nunca sequer participaram numa reunião política de uma secção de um qualquer partido.
Com todos os seus erros e defeitos, o PSD continua a ser, para mim, o único partido onde estão as pessoas que podem mudar, realmente, este país para melhor.
Permita discurdar se o partido nao mudar nao muda o pais e a meu ver a mudança vem de pedro passos coelho o resto e mais do mesmo na politica nacional e ninguem esta isento tanto ps como psd teem de estar abertos a mudança 34 anos depois so estamos neste agonizante portugal porque os dirigentes partidarios nao mudam apenas trocam , defendo a criaçao de novos partidos e movimentos , acredito que o meu primo francisco que nasceu com paralesia mental profunda faz o mesmo que toda esta sapeincia dos partidos existentea , como nao se muda ninguem a nao ser nos proprios grato e um abraço
ResponderEliminar«O único partido onde estão as pessoas que podem mudar, realmente, este país para melhor»? Vou acreditar. Onde é que elas têm andado? Por aí?
ResponderEliminar«Se alguma coisa correr mal a estes candidatos, o pior é para eles», claro. Mas, se alguma coisa correr mal (pior não parece possível) ao partido, o pior é para o País: não há bom governo sem forte oposição e uma considerável parte dos eleitores deixa de ter alternativa.
Fiz-me explicar, meu caro?
Errado, meu caro.
ResponderEliminarO que se passa no PSD é importante para o todo nacional. O que dele resultar irá influenciar a vida de todos os portugueses.
Podemos não ter voto na matéria mas isso não nos retira a preocucação nem a vontade de influência.
Abraço
Foi exactamente o que eu disse. O que é que está então errado?
ResponderEliminarObrigado aos três pelos comentários. Claro que eu, sendo militante, só posso concordar que o PSD, e aquilo que nele se passa, é importante para o país. O que me espanta é que haja tanta gente a querer "proibir" as pessoas de terem ambições, de quererem ser líderes, de quererem mudar as coisas (na perspectiva deles, como é óbvio), a condená-los a mortes políticas, a desterros e coisas no género. Qualquer dos três candidatos é, a meu ver, melhor do que Sócrates e, embora eu apoie Ferreira Leite, qualquer deles que venha a ser líder conta com a minha militância nas legislativas de 2009.
ResponderEliminarVitalidade, isso? A mim parece-me feira de vaidades e nada mais. Política? Nem cheiro...
ResponderEliminarAo PSD falta manifestamente a militância de Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte Pio.
ResponderEliminarCaro Duarte Calvão,
ResponderEliminaré impressão minha ou acabou de afirmar que Santana Lopes é melhor candidato a PM que Sócrates? Não me leve a mal, mas não pode estar a falar a sério.
Não gosto de Sócrates. Acho-o arrogante e demasiado agarrado a medidas tipo "show-off", mas de uma coisa não tenho dúvidas: esta governo PS está a ser, de longe, muito melhor do que o governo PSD/PP liderado por Santana Lopes. Mesmo tendo em conta que este herdou um governo vindo de Durão Barroso.
Aliás, se Santana Lopes se tornar o próximo líder do PSD e se aliar novamente com Paulo Portas, conseguimos a fantástica proeza de, nos partidos à direita, depois de uma estrondosa derrota eleitoral, se resolver tudo com uma volta de 360º. Só provará, no fundo, que a direita em Portugal não aprendeu mesmo nada... Bem sei que em política "há muita falta de memória", mas não tomemos os Portugueses por tolos.
Não é preciso muita sapiência para adivinhar que o Sócrates se terá divertido à grande nestes últimos dias.
ResponderEliminarCuriosamente, é no PSD que também estão as pessoas que podem mudar, realmente, este país para PIOR.
ResponderEliminarJá entendi as suas confusões, meu caro: não precisa de agradecer «aos três», porque o LNT e eu somos só dois.
ResponderEliminarSe continuar a escrever «proibir» entre aspas, estamos entendidos. Os tais «comentadores» de que fala têm toda a legitimidade para ser críticos e, ao mesmo tempo, para recusar ambições políticas. Todos temos e convém que se lembre disso. É o que acontece, por exemplo, com os críticos de teatro: normalmente, não aspiram a ser actores ou encenadores. Isto é tão básico e comum quanto a divergência é desejável e saudável.
Essa legitimidade aplica-se a si também. Por isso é que pode achar que os 'seus' candidatos são melhores do que os outros. Eu próprio recorro à mesma legitimidade para o contrariar: gostaria, por exemplo, de 'proibir' Santana de candidatar-se fosse ao que fosse. Não é por nada obscuro, não. Apenas acho que a vergonha que lhe falta no miolo é a vergonha que nos sobra no País...
"...não é para os “comentadores” nem para os “treinadores de bancada” que pululam por aí, todos cheios de sapiência e sentenças..."
ResponderEliminarE porque será que estes incomodam tanto os militantes do PSD?
Será porque as "candidaturas" que se apresentam só parecem interessadas em controlar o partido quando o objectivo deveria ser tentar ganhar o País?
Alberto João Jardim parece ser o único que entende isso. Para desgraça do PSD.
A meu ver, sobressai a parecença com um bando de loucos.
ResponderEliminarÉ absolutamente claro para mim, caro Pedro Gomes, que, apesar dos muitos erros que cometeu, Santana Lopes e o seu governo eram melhores do que Sócrates e este governo. Mas isso é outra discussão. O que interessa é que eu defendo neste post o direito de Santana ter voz activa e ambições políticas no seu partido e no seu país.
ResponderEliminarAssim, caro J.C. (desculpe, mas não percebi isso de ser a mesma pessoa que LNT, mas eu sou um pouco distraído em relação ao que se passa na blogosfera), por muito que você não goste de Santana, se os militantes do PSD o escolherem para líder e os portugueses o elegerem primeiro-ministro, ele terá todo o direito de o ser. Quanto a opiniões, todos temos também direito a elas. Eu inclusive, ao discordar de certos unanimismos que condenam políticos ao ostracismo.
Mas o Santana Lopes tem consciência disso, e a prova é que já foi visto e fotografado de lenço à pirata em volta dos miolos.
ResponderEliminarSubscrevo. Mas acredito que Santana 'já era', porque há um dado que tem importância e que costuma ser desperdiçado: os militantes também são pessoas como nós, com olhos e ouvidos (e mioleira, espero).
ResponderEliminarClaro que a qualidade de militante, legítima embora, acarreta um problema que parece afectar o Duarte Calvão, levando-o a declarar: «qualquer deles que venha a ser líder conta com a minha militância nas legislativas de 2009». Ou seja: tolhe o raciocínio individual.
Prefiro que não venha a ser bem assim. Por que diabo é que a decisão de uns tantos é que é a melhor? O Duarte há-de lembrar-se que é militante de um partido em que o indivíduo, a pessoa singular, conta...
O Corta-Fitas está a abarrotar de “comentadores” e “treinadores de bancada”, daqueles que pululam por aí, todos cheios de sapiência e sentenças.
ResponderEliminarBolas! Bolas! Bolas!
Você diz que o Santana vai lutar por aquilo em que acredita? Mas você seria capaz de dizer em que é que o Santana acredita? Acha de facto que ele acredita no que quer que seja?
ResponderEliminarNão percebeu e continua sem perceber. É simples: nem conheço o LNT, mas quando agradeceu aos três, só ele e eu é que tínhamos escrito comentários. Esclarecido?
ResponderEliminarCabe saudá-lo pela coragem e pelo optimismo deste post . Coragem pelo "puxar de orelhas" aos que sofrem de incontinência verbal, síndrome que não seria grave se não resvalasse para a maledicência sempre que o tema espelha tons 'laranja'...
ResponderEliminarOptimismo por conseguir ver na crise do PSD uma réstia de esperança - é dos poucos militantes que tenho visto a regozijar-se por haver vários (e tão díspares) candidatos...
"Se alguma coisa correr mal a estes candidatos, o pior é para eles, não é para os “comentadores” nem para os “treinadores de bancada” que pululam por aí, todos cheios de sapiência e sentenças, mas que nunca sequer participaram numa reunião política de uma secção de um qualquer partido. "
ResponderEliminarTem a certeza? Não quer, talvez, reconsiderar re-escrever a frase acima? É que a ser como diz, a actividade política parece uma coisa tipo ciência nuclear e só ao alcance de algumas super-cabeças.
Na minha qualidade de "treinador de bancada" vou-lhe confessar o seguinte: deixei de votar em partidos há uns bons anos. Só voto em branco. Se uma réstia de dúvida eu tivesse acerca da minha decisão, depois de ler a sua prosa, dissipou-se por completo. E o mais triste e trágico é que, venha quem vier e de onde vier, vamos ter sempre mais do mesmo. E conheço cada vez mais "treinadores de bancada" que pensam o mesmo.
O grande problema do PSD é lá ficam todos contentes com conspirações, negociações, almoços e jantares, telefonemas, recados nos jornais, alianças, traições. etc, etc.
ResponderEliminarUm partido político é manifesta e principalmente para outra(s) coisa(s).
Caro J.C., o primeiro comentário a este post foi do casadosborges. Quanto à militância tolher o raciocínio ou a expressão individual, creio que os "laranjinhas" geralmente são acusados é de serem pouco disciplinados e até divisionistas. A minha militância só existe quando eu acredito que o PSD tem algo de bom a oferecer ao país. A prova é que, durante este período do Menezes, eu estive bastante sossegado e só não disse publicamente o que pensava (no Corta-Fitas, por exemplo), porque Menezes foi legitimamente eleito pelos militantes e eu não gosto de dar sinais de divisão para o exterior do partido. Mas pode ter a certeza de que dei as minhas opiniões internamente e, se não tivesse havido mudanças, preparava-me para tirar consequências delas daqui a poucos meses.
ResponderEliminarParece-me que há mais gente com o raciocínio tolhido por uma determinada visão dos políticos e da política, com o habitual discurso anti-partidos sempre na ponta da língua, mas que pouca coisa faz de concreto para mudar a realidade.
Caro Pedro Barbosa Pinto, os comentadores não me incomodam nada e creio que a maioria dos militantes do PSD já se acostumou a não ter "boa Imprensa". Esses comentários são até um estímulo na nossa luta contra um certo estado de coisas. Mas, já agora, reconheça que também temos o direito de defender os nossos pontos de vista, pelo menos nos blogues de que fazemos parte. Quanto ao controlo do partido, está absolutamente errado ao considerar que é o principal objectivo. Qualquer dos três candidatos quer é ganhar o país. Até porque sabem bem que só "controla" o PSD quem ganha eleições.
Por motivos que desconheço, o último comentário não saiu assinado, mas é obviamente meu. Aproveito por agradecer à Dulce e informar ao Mialgia que os seus votos em branco têm sido decisivos para o bom governo do país.
ResponderEliminar1. Desculpe o meu equívoco: não tinha reparado no casadosbosques.
ResponderEliminar2. Os «laranjinhas» são os de cambiantes de azuis?
3. Espero que essa do «discurso anti-partidos» não seja comigo: fui muito criterioso quando me referir às militâncias.
4. Já ouviu falar no Princípio de Peter... Santana Lopes?
5. Boa sorte. Visto ter dito que votará para o ano no líder do seu partido seja ele qual for, bem precisa.
O PSD tornou-se, de um momento para o outro, numa espécie de balada-spaghetti, com um grupo de músicos das pampas a acompanhar os dançarinos.
ResponderEliminarEu treinador de bancada me confesso, caro Duarte. No futebol, na vida e na política. E também nunca fui a uma reunião do PSD. E porque o PSD é o partido mais à direita do “arco do poder” eu preocupo-me com o que lá se passa. Imagina lá tu que em 75 até fui a manifestações organizadas pelo PS... Um forte abraço! :-)
ResponderEliminarGaita! E ainda por cima o culpado sou eu!!!
ResponderEliminarAgora a sério. Qualquer estudante de psicologia lhe dirá que negar as evidências não é uma coisa lá muito sã.
ResponderEliminarCaro João e caros "treinadores de bancada", vamos ver se nos entendemos. Eu gosto muito que as pessoas se preocupem com o PSD e é natural que se pronunciem sobre o que lá se passa. É até sinal de que o partido é fundamental para o país. O que eu critico é a atitude de dizer, com ar taxativo, quem deve ou não ser candidato, como se isso não fosse um direito de qualquer militante de um partido democrático. Aliás, não podemos andar sempre a lamentar a falta de participação na vida política e depois arrasar aqueles que têm coragem e determinação para o fazer.
Pior do que negar evidências é a incapacidade de compreender ironias.
ResponderEliminarCaro Duarte
ResponderEliminarAntes de escrevermos algo que diga respeito a militância política devemos pensar duas vezes. Atirar sem calcular os efeitos dos disparos não é de bom soldado. Acontece que muito antes do meu amigo militar pelo PSD já muitas pessoas sabiam o que era uma organização política, assembleias gerais, congressos e eleições. Com uma diferença: faziamo-lo na clandestinidade da universidade, da fábrica ou do campo. Abordar ou criticar hoje temas respeitantes ao PSD não será crime mesmo que não se pertença ao partido. Não é o PSD uma instituição com força nacional e que diz respeito a toda a população quando a mesma é governada pelo PSD?
Abraço
http://pauparatodaaobra.blogspot.com
Caro João Severino, remeto-o para o meu comentário anterior, para evitar mal entendidos. Aliás, tenho 45 anos, o PSD não é o primeiro partido em que milito e, no Brasil, também tive a minha dose de clandestinidade durante o período final da ditadura militar, felizmente numa fase já branda e sem exigir de mim heroicidades para as quais não estou vocacionado.
ResponderEliminarInteiramente de acordo...
ResponderEliminarVisto isso, meu caro, tem de concordar que não vem qualquer mal ao mundo se eu disser «quem deve ou não ser candidato», porque (com ar taxativo ou não) é sempre uma opinião e eu fundamento as minhas opiniões.
ResponderEliminarPor muito que seja (e é) «um direito de qualquer militante de um partido democrático» ser candidato à liderança partidária com os olhos num futuro governo nacional, há veleidades que mais não são do que défices de vergonha: Jardim pelo óbvio e Santana por evidência estão definitivamente nesse grupo, a meu ver.
Caro J.C., as nossas opiniões sobre as pessoas podem ser negativas, mas devemos cultivar a tolerância e perceber que há outros pontos de vista. Você diz o que diz sobre Santana e Jardim, mas eu, e muitas outras pessoas, temos o direito de achar que ele teve o mandato interrompido por Sampaio, de uma forma que nunca se viu um chefe de Estado agir numa democracia europeia, e não teve tempo para mostrar o que pretendia para o país. Sobre Jardim, é óbvio que quem ganha as eleições na Madeira da forma que ele ganha, tem muita gente que aprecia a sua obra, incluindo Jaime Gama e Cavaco. Eu também posso achar que quase todos os ministros dos governos Guterres, responsáveis pelo descalabro dos últimos anos, deviam ser banidos da vida pública. Mas se as pessoas, por exemplo, gostam do Sócrates e votam nele, eu tenho que as respeitar.
ResponderEliminarSobre tolerância e pontos de vista diversos, já foi claro ao dizer é desejável e saudável. Sobre um mandato interrompido como nunca se viu na Europa, também nunca se viu na Europa um primeiro-ministro totalmente irresponsável. Sobre a Madeira que conheço bem, a obra é irrecusável, mas há muito a dizer para lá da obra. Sobre o descalabro dos governos de Guterres, estamos de acordo.
ResponderEliminarPor fim, Santana está aí para o seu voto, meu caro. Mas a importante distrital do Porto já está a afastar-se. Por outras palavras: a tal «terceira via» já arranca dividida. Como eu sempre disse, a militância não deve tolher-nos o raciocínio. Afinal, a «terceira via» já tem mais faixas do que eles queriam...
ERRATA
ResponderEliminarSobre tolerância e pontos de vista diversos, já fui claro ao dizer que é desejável e saudável.
Se alguma coisa correr mal a estes candidatos, o pior é para eles, não é para os “comentadores” nem para os “treinadores de bancada” que pululam por aí, todos cheios de sapiência e sentenças, mas que nunca sequer participaram numa reunião política de uma secção de um qualquer partido.
ResponderEliminarÉ isto que está errado, caro Duarte Galvão.
Será Passos Coelho o Obama português?
ResponderEliminarE Manuela Ferreira Leite a miss Clinton destes lados?
Pelas acusações de Santana aos dois numa entrevista recente parece que sim!
A coisa vai aquecer