Nos Estados Unidos, sou pelo John McCain e, por isso, espero que a Hillary Clinton seja a candidata democrata, porque, até pelo que se vê em Portugal, o Obama consegue obter votos entre quem está mais à direita. Não percebo porquê, porque não tenho simpatia nenhuma pelo Obama, cuja única ideia que conheço é a da rápida retirada do Iraque (o que para mim é um erro), e irrita-me este entusiasmo todo só porque ele fala em “mudança”, “nós somos capazes”, “sonho” e mais uma data de banalidades para as quais eu pensei que as pessoas inteligentes já estavam vacinadas.
Como não sou racista, tanto me faz que o Obama seja afro-negão, afro-mulato ou afro-branquela. Como não sou sexista, tanto me faz que haja pela primeira vez uma mulher candidata à Casa Branca. Mas que a Clinton é mais fácil de derrotar pelo McCain, isso é. Vamos ver se sobrevive a esta noite.
Concordo com o que diz, Duarte. Objectivamente, a retirada do Iraque é, de facto, a única iniciativa original de Obama. Também discordo dela, já o escrevi aqui. Mas confesso-me uma presa fácil da retórica e a verdade é que tenho vindo a apaixonar-me por Obama. Sinto-me tola, mas é mais forte do que eu. O homem parece mesmo ter qualquer coisa de visionário e de diferente. Se calhar, só parece, mas lá que é muito convincente...
ResponderEliminarAté você, Cristina...Mas o que é que o Obama vê que nunca ninguém viu? Em que é que ele é tão diferente? Isto parece mais conversa de evangélicos à procura de pastors iluminados.
ResponderEliminarCaro Duarte Calvão, o que não diz no post é por que é que apoia McCain. É fácil dizer que Obama tem uma retórica vazia - é moda nos media e um pouco por todo o lado, especialmente porque é mais fácil desvalorizarmos um fenómeno que temos dificuldade em compreender do que realmente empenharmo-nos em tentar percebê-lo.
ResponderEliminarGostaria por isso de insistir: e McCain, o que é que tem de especial? Na política externa é mais bushista que Bush, um verdadeiro falcão Republicano da escola Nixoneana. É um senhor honesto, patriótico e sincero? Não duvido. É um moderado em temas sociais (ponto a favor), mas não se lhe conhece uma única ideia sobre política económica.
Ora, os dois temas principais destas eleições (para os EUA e o mundo) são a política externa e a economia. Na primeira McCain representa a continuidade de Bush. E na segunda é o triunfo da absoluta vacuidade (a tal que o incomoda em Obama). Qual é então o encanto de McCain?
Grande abraço!
Outra nota: infelizmente, penso que a maioria das pessoas nesta eleição tem preferências consoante a cor partidária "à la Europa", e não pelos princípios/ideias dos candidatos. Assim uma espécie de Benfica-Sporting aplicado às eleições. O Obama é de esquerda? Então sou pelo McCain!
ResponderEliminarJulgo que o contexto político-partidário americano é bem mais complexo em termos ideológicos, pelo que seria bom furtarmo-nos a essa identificação pelos padrões europeus. E digo-lhe por posição própria: em Portugal voto à direita (PSD), mas se votasse nos EUA, neste momento, votaria seguramente em Obama.
Caro João, a prémio nobel da literatura de 2007 (Doris Lessing) já avisou para o perigo de Obama ganhar as eleições americanas, as organizações racistas americanas não vão perdoar ter um negro como presidente.
ResponderEliminarQueria dizer Duarte e não João obviamente, peço desculpa.
ResponderEliminarO barrete assenta-me que nem uma luva, Duarte.
ResponderEliminarAzar, sobreviveu. Lá iremos ter o Mccain a encontrar o Bin Laden e a levá-lo à justiça, como prometeu.
ResponderEliminarCaro José Gomes André, tem uma certa razão quando diz que eu prefiro o McCain porque ele não é de esquerda. Como eu também não o sou, não tenho problema nenhum em dizer que, sobretudo em termos de política externa e de ideologia, os presidentes republicanos, como Nixon ou Reagan, foram muito melhores e a eles devemos o fim do comunismo, a liberalização económica e o combate à ditadura dos bens pensantes. Se o McCain vem nessa linha, ainda bem, tanto mais que não está comprometido com a tralha religiosa dos conservadores. Quanto a Bush, também não tenho uma visão tão negativa das suas políticas, nomeadamente das intervenções militares. Ainda queria ver o que aconteceria se o Al Gore levasse com o 11 de Setembro. Se calhar convocava uma conferência internacional para discutir o assunto, com o Guterres a presidir. Por muitos erros que tenha cometido, deve-se a Bush o facto de hoje já não haver mulheres afegãs executadas em estádios de futebol por terem olhado para o vizinho nem o Saddam andar a matar crianças curdas. Sair do Iraque agora, como quer o Obama, seria um erro tremendo, porque ou não tinha havido intervenção ou, tendo havido, é para levar até que a situação se normalize. Aliás, nos últimos tempos, a violência diminuiu bastante e já ninguém fala de guerra civil como há uns meses. Mas é claro que disso os "media" não falam. Eu sei que há outros pontos no seu comentário (desculpem também Ergela e João Távora), mas este já vai longo. Um abraço
ResponderEliminarHá muitos "falcões" por aqui!
ResponderEliminarGuerra é que é bom. Mas, provavelmente, nunca lá estiveram.