terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Palavras que metem medo

Quando é que em Portugal se começou a dizer "inverdade" em vez de "mentira"? Que coisa mais ridícula e reveladora do nosso medinho de que alguém se melindre connosco, do temor de sermos responsabilizados, se calhar até perante a terrível Justiça, por aquilo que de facto queremos dizer. Afinal, o que causa tanto medo?

11 comentários:

  1. Eu não gosto do termo «desenrascanço». Quando alguém «desenrascou» alguma coisa, fico sempre à espera de uma solução às três pancadas, pensada de improviso, e que nada resolve. Claro que há excepções, e que nisso os Tugas até parece que são melhores que os outros.

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  2. Num país (Portugal) onde a corrupção é geral não à palavras que metem medo!

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  3. Pessoalmente concordo completamente com o teor do poste e com a sua crítica ao eufemismo excessivo, que às vezes pretende passar por boa educação, quando é mais plausível que seja uma outra coisa.

    Gostaria é de assinalar a curiosidade dele ter sido colocado três postes acima de um outro poste que começa pela frase: "Desta vez os leitores do Corta-Fitas acertaram ao lado."

    A palavra acerto não tem aspas e ao ler-se o resto fica-se a saber que a previsão dos leitores foi um verdadeiro fiasco. Suponho que seja isso que faça do Corta-Fitas um verdadeiro blogue plural.

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  4. é bem visto, sim senhor.

    num outro registo, está também em voga o "despoletar" no sentido de dar início. E neste caso a questão não é por ter medo.

    LC

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  5. Acho que foi o magnífico Dr. Pôncio Monteiro que inventou a palavra "inverdade", num programa desportivo, tipo "Donos da Bola", já há muitos anos...
    Cumprimentos.

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  6. Nem mais! Acho este 'post' uma autêntica desinverdade...

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  7. Só posso apoiar, como é óbvio. Ando farto de escrever sobre isso.

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  8. Só posso apoiar, como é óbvio. Ando farto de escrever sobre isso´, mas nunca é de mais insistir.

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  9. Acho que se começou a dizer "inverdade" quando este país se transformou numa inseriedade. Ou seja, numa palhaçada em que ninguém assume aquilo que diz, com medo das consequências.

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