Vai radicalmente contra a cultura portuguesa de resolver as questões estruturais com correcções superficiais e de circunstância. Mas é urgente que a direcção leonina resista à tentação de resolver a crise da equipa de futebol profissional do Sporting com o despedimento de um treinador que para além de competente é determinado e destemido. A manutenção da confiança e de uma racional serenidade, sem paliativos, durante a travessia do deserto que se adivinha (falo de resultados desportivos evidentemente) significa a médio prazo a consolidação, crescimento e maturação de uma equipa potencialmente vencedora.segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Paulo Bento
Vai radicalmente contra a cultura portuguesa de resolver as questões estruturais com correcções superficiais e de circunstância. Mas é urgente que a direcção leonina resista à tentação de resolver a crise da equipa de futebol profissional do Sporting com o despedimento de um treinador que para além de competente é determinado e destemido. A manutenção da confiança e de uma racional serenidade, sem paliativos, durante a travessia do deserto que se adivinha (falo de resultados desportivos evidentemente) significa a médio prazo a consolidação, crescimento e maturação de uma equipa potencialmente vencedora.
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E o penteado dele? E a tranguilidade? Eram duas perdas irreparáveis.
ResponderEliminarConcordo com o João, mas eles não vão conseguir resistir, o que vai ser péssimo...
ResponderEliminarTalvez eles não resistam mesmo, o que me parece um erro. O problema está na actual direcção, com um percurso em relação ao futebol marcado por um incompreensível desleixo, por uma incompetência que desde cedo se começou a perceber e inúmeras vezes por algum desvario. Mas eles, a começar por Filipe Soares Franco, dificilmente perceberão isto e o mais certo é nem pensarem na hipótese de saída.
ResponderEliminarCheira-me que este é o seu auto-paliativo, meu caro! Desejo-lhe que durma «com toda a tranquilidade»...
ResponderEliminarGosto dele. Percebendo nada de futebol, até eu consigo descortinar-lhe as qualidades que o João lhe reconhece...
ResponderEliminarEstou com o João, que adivinho sportinguista ou... lampião... ;)
ResponderEliminarO homem é simpático, mas quando diz que quando entrou estava muito mais longe de sair do que está agora... valha-nos nossa senhora das urtigas.
ResponderEliminarBem sei que isso não conta, na hora de julgar os méritos, ou deméritos, futebolísticos, mas quanto à simpatia, uma minha irmã que acompanhou a equipa a Roma, aquando do último jogo lá disputado, deu-lhe o primeiro lugar no pódio :)
ResponderEliminarRelativamente à linguagem dos homens ligados ao mundo do futebol...
O Rui Santos não diria melhor!
ResponderEliminarAcho que não vai sair, até porque seria difícil arranjar outro treinador nesta altura. Bem, parece que o Luís Campos está disponível.
ResponderEliminarPor mim, quero que ele fique. Gosto muito daquele discurso dos objectivos: "Se não se pode lutar pelo primeiro, luta-se pelo segundo objectivo". E assim sucessivamente.
Francamente, admiti a hipótese de ser um texto irónico de autoria benfiquista, tal a grave seriedade do tom. Mas não, é demasiado parecido com os considerandos dum defunto quanto ao despedimento ou manutenção em funções do seu coveiro: "Olha, já que estou morto e o gajo me trouxe até aqui, ele que me deite umas pazadas de terra para cima, que não sou eu quem vai pagar a conta!"
ResponderEliminarMeu caro con-condoído sportinguista, a travessia do deserto a que se refere será mais longa do que a do Saara. Quando digo mais longa quero dizer, assim do género, mais longa que a... eternidade. Isto no caso de a nossa pobre tribo continuar a ser guiada pelo tranquilo cameleiro Paulo Bento.
No entanto, elogio-lhe a temeridade táctica. Eu nunca ousaria chamar "treinador competente" a um técnico que coloque Farnerud a jogar mais de 45minutos, quanto mais a um que inflige ao espectador a excruciante tortura de usar o sueco ao longo duma época e meia !