
Nunca conheci ao director do Público, José Manuel Fernandes, simpatias monárquicas, mas no seu editorial de hoje, a propósito do que se passou entre o rei de Espanha e o presidente da Venezuela, há passagens que vale a pena transcrever:
“(...)Têm sido utilizados dois argumentos para desqualificar a atitude do Rei: primeiro, não é um chefe de Estado eleito; segundo, falou como um antigo senhor colonial.
O primeiro argumento carece de fundamento, pois a legitimidade de Juan Carlos enquanto chefe de Estado provém da sua aceitação pelo povo espanhol, que nele se revê e o respeita como referência unificadora num Estado plurinacional, e que lhe está reconhecido pelo papel que desempenhou aquando da tentativa de golpe antidemocrático. Figura acima dos partidos, limitou-se a defender os espanhóis: dirigiu-se a Chávez dizendo-lhe que se calasse porque o actual primeiro-ministro de Espanha defendia o seu antecessor, por sinal um seu adversário político, de um ataque à margem de todas as regras. Pediu boa educação a quem a desconhece.(...)
Na Europa há muito que as monarquias sobreviventes convivem bem com a democracia em países onde se aceita e respeita monarcas não eleitos, conferindo-lhes tanta ou mais legitimidade do que a efémeros líderes populistas. (...)
Juan Carlos actuou com a clareza com que o fez porque não possui poder, antes tem a autoridade de ser, para muitos, uma referência. (...)”.
Caro Duarte Calvão,
ResponderEliminarA vida é cheia de surpresas e quem sabe se o Sr. José Manuel Fernandes não terminará me monáquico fervoroso.
Já esteve mais longe.
Pode ser que assim cheguemos a ter um rei a sério.
Cumprimentos
Agora só falta o monarca Mário Soares criticar o Chávez e mandá-lo calar.
ResponderEliminarSecalhar valeria a pena referir, a propósito do mesmo artigo, que a outra referência apontada é o Santo Padre, Bento XVI, destacando-se o dicurso por este feito aos Bispos portugueses na sua recente visita ao Vaticano.
ResponderEliminarVale a pena ler!
Olha, olha, não possui poder... Como judiciosamente já declarou o Presidente Hugo Chávez, sua Majestade conspirou para o derrubar, numa tentativa gorada de golpe de estado lá na Venezuela.
ResponderEliminarE o Senhor Dom Duarte Pio de Bragança, já disse alguma coisa sobre o assunto?
ResponderEliminarDe realçar, quanto a mim: "Figura acima dos partidos" .
ResponderEliminarCaro Duarte Calvão,
ResponderEliminarNão perde nada em não conhecer o sr. José Manuel Fernandes, também se o conhecesse não ganhava nada.
Ele será monárquico se a moda, made in EUA, der para esse lado, como será tudo e mais alguma coisa desde que devidamente qualificada.
Quando os tempos eram outros, ele também era outro
Eu quero que o JMF vá passear. O grande argumento que usam contra o Chávez é que ele gasta o dinheiro do petróleo com os pobres venezuelanos. Coisa que os seus gloriosos antecessores nunca fizeram, preferiram antes que as massa revertessem para as gloriosas multinacionais que governavam o sector. Entre o populista, demagogo, dizem alguns que só aparentemente preocupado com os pobres, e o monarca afrontado porque lhe bateram no sanguinário (vide Iraque) Aznar, não tenho grandes dúvidas na escolha.
ResponderEliminarFigura acima dos partidos já era o bom Dom Afonso Henriques, aquele da espada chata e comprida, como bem sabe a nossa colega de caixa D. Cristina.
ResponderEliminarAleluia! o ni vai para a Venezuela com bilhete de ida! Boa viagem!!!
ResponderEliminarOlha que azar: o Saddamago foi para Lanzarote em pleno reinado Aznar e soube-lhe bem.
ResponderEliminarAo feliz anónimo das 17h10, e ao que eu disse batatas, não é? Agradeço os desejos e retribuo que não sou mal-educado e tb ficava feliz se VExa. seguisse para o Iraque -- esse novo sol da Terra dos atentados e da pena de morte diária, criado por democratas calibrados como o ex-maoísta Barroso, anteriormente conhecido por Durão, ou por Portas, Paulo, o da alvar dentadura e do nevado bronzeado, anteriormente conhecido por Paulinho das Feiras, aliás Director de Pasquim a Construir um Futuro Político.
ResponderEliminarCaso o ni se tenha arrependido de pretender viver feliz no regime do fino e educado Chávez, sugiro o Irão do Ahmadinejad. Não se vai arrepender, garanto.
ResponderEliminarP.S. - Não descortino má educação em desejar a quem tantos elogios faz a Chávez que desfrute lá pela Venezuela de um futuro mais risonho que o que o espera neste pobre e infeliz país.
ResponderEliminarJá me tinha parecido que anda aí alguma confusão das cabeças de alguns autodenominados democratas. Até há quem confunda o Irão com a Venezuela, como o senhor das 5:45 (desculpe mas se não usar um pseudónimo não consigo perceber se será o anónimo a que antes respondi). Quanto à má-educação, sugiro que o anónimo das 5:48 releia o que eu escrevi. Eu disse que "Eu não era" e por isso retribuia os desejos de boa viagem. Repito devagar: Não disse que alguém seria mal-educado. Mas se não gostam do Iraque podem sempre visitar antes alguns países tão amigos e de sólidas posições democráticas e de defesa dos direitos humanos como a simpáticas arábia saudita ou a amável china, sempre tão apoiados por cá.
ResponderEliminarCaro Anónimo das 5.05, quem nos dera outro D. Afonso Henriques, o meu Maior Português de Sempre;certamente não estaríamos tão malzinho...
ResponderEliminarP.S. Claro que me refiro a um D.Afonso Henriques integrado nos tempos de agora :).
ResponderEliminarNão um daqueles que "nada esqueceram e nada aprenderam",como os Bourbon de França.
Juro que não entendo como se pode ser monárquico... Deve ser falha minha, talvez. Mas não há um único argumento dos pró-monarquia que me faça vacilar sobre as virtudes da República. E aquele senhor chamado Duarte? Sim, aquele a quem alguns chamam rei. Esse tem alguma opinião sobre alguma coisa? O que se conhece do pensamento desse senhor? Que gosta da sua Isabelinha, que deve amar os seus rebentos "trissomáticos" e que defendia a causa de Timor... Que grande estadista!
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