sábado, 6 de outubro de 2007

Deitar os foguetes e apanhar as canas

Ontem, cinco de Outubro, numa entusiástica homenagem ao nosso impoluto regime, o anfitrião Cavaco afirmou à televisão e aos populares que aquele Palácio de Belém era um genuíno símbolo da república. E eu que pensava que o símbolo do regime era a rotunda ou a varanda municipal.
A seguir, na mesma reportagem televisiva, uma veneranda e obrigada testemunha do evento declarou peremptória que o Palácio de Belém, na sua experiente e viajada perspectiva, era um dos mais belos palácios do mundo... Razão tem o presidente na afirmação da emergência do ensino. O mesmo almejava D. Pedro V há cento e cinquenta anos e no entanto continuamos um país de xicos espertos e papalvos.

2 comentários:

  1. E por muitos séculos não passaremos disso mesmo, a não ser que sejamos reabsorvidos no mundo árabe.

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  2. Oh João,

    Não seja injusto. Veja os números... Somos relativamente mais incultos (somos os 3os a contar do fim na OCDE), mas somos dos que mais investem na educação (3os a contar do topo em termos relativos). Há 40 anos éramos incomparavelmente melhores que os gregos e que os turcos, agora somos piores.
    Se continuarmos a agir da mesma forma, a probabilidade de obtermos os mesmos resultados são enormes.
    Não vale a pena inventar... basta copiar quem faz bem. Rigor, disciplina e menos dinheiro são boas ideias.

    Virgílio

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