domingo, 19 de agosto de 2007

A estupidez num campo de milho


Sou completamente contra os transgénicos e, por isso, acho que há poucas coisas mais estúpidas do que destruir um campo onde eles são cultivados. Os manifestantes poderiam ir lá, chamar a Imprensa, fazer um número qualquer, destruir simbolicamente duas ou três maçarocas, mas fazer aquela invasão num país com memória de pequenos proprietários rurais, onde quase toda a gente tem, ou teve, um "quintalinho" ou uma horta (ou são os pais, ou os irmãos ou cunhados ou os amigos que têm) e destruir "o fruto do trabalho" é de uma imbecilidade exasperante. Ainda se a propriedade pertencesse a um grande latifundiário, um banco ou algo do género, em termos de opinião pública, e não de legalidade, seria um pouco melhor. Mas não há nada a fazer, esta gente destrói tudo o que toca com a sua estupidez militante.

9 comentários:

  1. Caro Senhor Calvão,

    Eu sou a favor dos melhoramentos. OMG's ou alterações do DNA... chamem-lhe o que quiserem. A qualidade média dos produtos alimentares é hoje muito superior ao que era há 30 anos atrás. As produções de milho são muitas vezes superiores em quantidade e em qualidade ao que eram. Os melões são melhores, os pêssegos... bem esses têm apenas melhor aspecto. As bananas e os abacaxis produzidos na américa latina são excelentes e são todos iguais. A Dole tentou mesmo patentear o abacaxi...
    Perdem os produtores de pera rocha por não terem alterado em nada o produto e por não conseguirem competir nos modernos escaparates.

    É curioso que tanta gente, alguns até muito inteligentes, como o autor do texto que comento sejam contra a inovação agricola que pode salvar os países africanos da fome.
    Dos vermelhos e dos verdes não se espera outra coisa senão extremismos e mal dicência. Muitas vezes as modificações são feitas para tornar os frutos ou as plantas resistentes a pragas, que vão por sua vez permitir a não utilização de tratamentos químicos. O que prefere comer veneno ou comer um fruto com resistência a determinada praga? Já agora, o que é que come? O senhor tem os meios para investigar... veja na sua dieta quais os produtos que podem ser modificados/injectados com hormonas. Vai deixar de comer carne? Suculentos morangos? Não bebe mais vinho? E pão? E queijo?

    Quanto aos ladrões de searas... deviam ser presos fossem as searas de ricos ou pobres. Não é essa a essência da lei?
    Claro que em termos de opinião pública ficou apenas o desrespeito pela lei e o desautorizar da autoridade. Como diria o senhor Távora, é a república que se está a desmoronar e a corroer a si própria.

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  2. Como profissonal do sector, tenho as minhas reservas no que diz respeito aos transgenicos, do ponto de vista agronomico sao realmente muito bons, maiores produçoes com menores investimentos, logo lucro exponenciado.Os estudos sobre as suas implicações na saude humana e que sao contraditórios não há suficientes provas quer num sentido quer noutro, e o assunto é sensível.
    Agora aquilo a que se assistiu no algarve foi uma vergonha nacional.Com que direito é que aqueles meninos destroem o ganha pão de uma pessoa?E é ve-los arrogantes a prometer mais acções do género, em que pais vivemos nós?
    e a GNR ali ao lado não sabia por meia duzia na cadeia?
    e ainda há politicos da nossa praça que apoiam acções do género, nestas alturas já não defendem os agricultores?ou ainda andam a pensar na malograda reforma agrária, terra a quem trabalha?
    Vergonha!!

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  3. Caro Duarte,

    Porque é que é contra os trangénicos?

    Lembro que o milho, tal e qual o conhecemos, é o produto de engenharia genética rudimentar operada ao longo dos séculos ainda que não se tivesse consciência do que se estava a fazer.

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  4. A malta é nova!Facilmente manipulavel, por algumas organizações políticas de extrema-esquerda muito activas no nosso paranorama politico actual,filhos de boas familías,desocupados na vida,e quem de nós na juventude não tinha moinhos de vento por que lutar?Deixe lá,que quando crescerem vão-se aburguesar e deixam de ter caudas por que lutar,e outros viram,e o ciclo renova-se,é da vida meu caro!

    Um abraço

    Ergela

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  5. Obrigado pelos comentários. A minha ideia ao escrever o post não foi discutir se os transgénicos são bons ou não, questão que não me sinto à vontade para debater por falta de qualificação, mas sim o "envenenamento" da opinião pública que aquele grupo causou com a sua disparatada e ilegal acção e que, temo, passará a dominar uma discussão importante que não ganha nada com estes radicalismos. Sobre os transgénicos, a única coisa que digo é que não vejo qual a sua necessidade em países com superabundância em cereais (e em carne e lacticínios)como os europeus e os norte-americanos. Se a Monsanto e outras grandes empresas do sector estão preocupadas com a fome em África que invistam lá os seus recursos e salvem as pessoas de morrer com os seus transgénicos. Quando ao que como, uma coisa são cruzamentos para apuramento genético, que existem desde sempre, outra é manipulação genética. Pode ser que um dia me provem o contrário, mas como diz D.P.V, não há segurança sobre as consequências para a saúde e por isso é de evitar. Creio que o caso das vacas loucas foi suficientemente explícito sobre certas fronteiras que não devem ser ultrapassadas. Sou cada vez mais consumidor de produtos de agricultura biológica, onde reencontrei muitos sabores de frutas e legumes que julgava perdidos (e também de ovos e pão, por exemplo)e acho que a nossa agricultura só se safa com pequenas produções de qualidade e não grandes extensões de cultivo de produtos que são iguais em todo o mundo e com os quais ficamos quase sempre a perder na comparação com outros países mais fertéis.

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  6. Falem todos dentro de vossas casas, para que ninguém vos ouça!
    A Claudia Ribeiro deve estar a ver-se ao espelho!!!
    Afinal de contas, opiniões qualificadas são eliminadas do vosso monocórdico blogue!

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  7. sobretudo não entender que em democracia se não estamos de acordo com algo o pudemos destruir

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  8. O sr Calvão, estive agora a olhar melhor a fotografia... e gostava mais de o ver quando usava risco ao lado. A sério!

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