quinta-feira, 12 de julho de 2007

Ouvir os outros

Ontem lá me liguei com o Rádio Clube Português, (através da Internet que as frequências modeladas desta estação não chegam ao Estoril) mesmo a horas para ouvir o nosso João Villalobos a comentar com o Alexandre Honrado uma série de noticias e assuntos na ordem do dia. E o melhor do programa foi mesmo ouvir o meu homónimo serenamente a falar do que sabe, nunca cedendo ao cinzentismo do politicamente correcto, da cultura de magazine imperante. Desempoeiradamente falou de Budismo sem ter de desancar o Papa, como tão insistentemente pretendia o apresentador. Falou da sua profissão, consultadoria de imagem, com pragmatismo e objectividade surpreendentes. Sem prescindir do sentido de humor. Anunciou-nos que se prepara para, uma vez mais, contrariar a generalizada infertilidade nacional, desta vez com um livro de poesia: “As mulheres bonitas não viajam de autocarro”. Prevê-se o parto lá para Setembro.
Concluindo, não foi um João Villalobos narciso, das criadas em lingerie, das Vampiras Lésbicas ou de outros irreverentes fetiches. Gosto de quando o João Villalobos prescinde um pouco das suas máscaras. E de facto nunca me incomodaram verdadeiramente os nossos diferentes alinhamentos filosóficos e opções existenciais. Antes do mais partilhamos a admiração por duas decisivas bênçãos divinas: a inteligência e... essa fatal e sempre perturbadora atracção, a beleza feminina.

13 comentários:

  1. Ele ele a dar-lhe. O budismo nada tem que ver com benção divina.

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  2. Criadas em lingerie? Acho que o que o sr. JV aqui defendeu foi a existência da dita condição (de criada), elogiando-a e os que em pequeninos tinham tido a ventura do amor dessas tão respeitadas (por ele próprio) trabalhadoras, tratadas (como ele próprio também afirmou) como família. Realmente, uma grande perda dos tempos actuais.

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  3. Bonito post João!Se o Pedro me dá licença,vou-lhe roubar a rubrica "gostei de ler".(depois,devolvo-a:) )

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  4. Tão amigos que esles são...

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  5. Obrigado João. Não é fácil estar ali tanto tempo completamente «no arame», sem saber do que se vai falar a seguir e evitando banalidades. Abraço

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  6. As mulheres bonitas, assim como todas as outras e os homens, bonitos ou feios, vão passar de futuro a andar de bicicleta. Toda a gente sabe.

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  7. Faça favor, Cristina.

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  8. Parece-me uma estranha semelhança com aquela: "As mulheres boas vão para o céu, as más vão a todo o lado", diria mesmo plágio.

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  9. Ah é?! Agora de castigo aqui fica o poema:

    «As mulheres bonitas não viajam de autocarro.
    Ardem no segredo dos cabeleireiros,
    pairam, dissolutas,
    nos ramos mais altos da manhã.
    Inclino-me, espreito o teu umbigo desguardado
    e encontro um caroço de maçã».

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  10. Um caroço de maçã no umbigo? Será um caixote do lixo, onde além de caroços haverá também formigas?

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  11. Pois aqui estou a curvar-me perante V.Exa, foi uma grande tirada de V.Exa,sim senhor!Afinal,V.Exa, quando quer, até diz umas mer...
    Ui! Na minha idade, dizer ordinariçes, é sinal de agrado,fique V.Exa a saber.
    E quando sair do prelo, o seu livro,lá estarei na fila, para o saudar vivamente,como convém.

    De Exa.
    De

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  12. E muito menos nos comboios da linha de Cascais...

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  13. Realmente, jogar caroços de maçãs no umbigo de uma dama é coisa de tuga.

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