sábado, 12 de maio de 2007

Vá lá, mãozinhas à palmatória


Vivo e trabalho na zona directamente afectada pelo túnel do Marquês e durante seis anos ouvi tudo e mais alguma coisa sobre ele. Que não ia resolver nada, que não tinha segurança, que a inclinação era proibida pela União Europeia, que passava a não sei quantos centímetros do túnel do metropolitano, que ia aumentar a poluição, etc, etc. Depois, quando abriu, depois de mais não sei quantos alertas de "especialistas" em segurança, o trânsito melhorou imenso e as pessoas gostaram. Mas os jornalistas, entre os quais alguns com quem falei pessoalmente, e outra "vozes autorizadas", de má vontade, lá alertaram: "tá bem, isto é dos feriados, a cidade está vazia, deixa chegar uma semana normal e vais ver se resolve alguma coisa". Pois bem, essa semana "normal" acabou de passar e eu testemunhei pessoalmente, de carro e andando a pé por ruas antes totalmente engarrafadas na hora de ponta do fim da tarde (Joaquim António de Aguiar, Castilho, Alexandre Herculano, Braamcamp, Barata Salgueiro, Av. da Liberdade, Rodrigues Sampaio, Fontes Pereira de Melo, António Augusto Aguiar, a própria rotunda, entre muitas outras), a extraordinária melhoria que o túnel veio trazer. Todos os especialistas que andaram entretidos durante anos a pôr defeitos na obra estão caladinhos que nem uns ratos, a começar pelo "inqualificável" José Sá Fernandes (para usar o termo que ele gosta tanto de aplicar aos outros...) que no dia da abertura punha um ar grave e, como tem que dizer sempre qualquer coisa quando lhe põem um microfone à frente, aconselhou os autombilistas a andarem a 30 km/h no túnel. Uma jornalista, quando lhe perguntei, "então que tal o túnel?", lá respondeu contrariada que já tinha havido dois "acidentes"...ou seja, dois toques entre dois carros....Ou seja, não há nada a fazer. Por honestidade intelectual, já não espero nada dessas pessoas, no reconhecimento dos erros que alimentaram durante anos. Mas, apesar de tudo, esperava um mínimo de decência.

16 comentários:

  1. Trabalho numa zona em principio pouco afectada pelo tunel (Expo). Também noto menos trânsito. Que devo concluir?

    (Eu achava que era por haver cada bvez mais gente sem cheta, mas pode ser do túnel...)

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  2. Carissimo

    O problema nunca foi a obra, o problema - para eles - sempre foi o PSL/PPD/PSD... Capiche ?

    :-)

    Abraco e bom fds,

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  3. Eu também trabalho em cima do túnel e moro na Baixa. Sempre demorei não mais de 10 minutos a subir (de manhã) a Av. da Liberdade, desde o Rossio até ao Marquês. Pois bem, agora demoro os mesmos 10 minutos só para fazer os 2 últimos quarteirões antes do Marquês. E porquê? Porque os inteligentes que regulam o tráfego mudaram os semáforos de forma a reter quem sobe (n)a Avenida da Liberdade e deixar escoar o trânsito que sai do túnel. Desta forma, é fácil dizer que o túnel é fasntástico. Ao fim do dia é a mesma coisa.

    Quanto à Joaquim António de Aguiar, o trânsito limitou-se a passar de cima para debaixo da rua... salvo o benefício da poluição (?), pouco mais me parece haver a salientar...

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  4. É evidente, Sofia, que, de manhã, o fluxo de trânsito prioritário é o que sai do túnel. Senão teríamos engarrafamentos nas mesmas ruas (Joaquim António de Aguiar, Castilho, etc) e mesmo no viaduto Duarte Pacheco até não sei onde na autoestrada.
    No entanto, creio que quando os "inteligentes" do Metro reforçarem finalmente o seu túnel e for aberta a ligação à António Augusto Aguiar, os semáforos irão demorar menos tempo, já que a maior parte do trânsito não será à superfície.
    Quanto ao resto, é também evidente que o trânsito ao fim da tarde na Joaquim António de Aguiar não se "limitou" a passar de cima para baixo da rua. Ao ir pelo túnel, está muitíssimo mais fluído e já não provoca retenções na rotunda e zonas adjacentes. E já que falou de poluição, sendo esta a pior zona de Lisboa nesse aspecto, aposto que com o fim dos engarrafamentos ela vai melhorar muito. Se acha que isso é uma questão pouco importante, ainda bem que não trabalha no Diário de Notícias.

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  5. Eu, à semelhança da Sofia, residente e contribuinte de Lisboa, só posso ficar feliz por contribuir com os meus impostos para quem vive fora da cidade chegue mais cedo a casa.

    Já quanto à envolvente do túnel (dos dois lados) aquilo está uma coisa fantástica não está?

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  6. A necessidade que milhares de pessoas têm de entrar diariamente na cidade é de facto um problema. Se Lisboa fosse pensada de outra forma, então se calhar os túneis seriam outros e não estaríamos a assistir ao espectáculo degradante de ver uma capital moribunda cheia de feridas e de edifícios abandonados. A lei das rendas, politica bafienta de extrema esquerda que suga a vida à cidade está aos cinquanta anos ainda com um vigor mortífero. Quem é que tem a coragem de construir este túnel? O bacharel? A missPearls? Não me parece...

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  7. O argumento de que o túnel só serviria a quem vive fora de Lisboa foi muito usado, mas, Miss Pearls, não me parece que faça sentido. Lisboa, tal como qualquer outra grande cidade, recebe gente que vive nos arredores e vem cá trabalhar. Se esse movimento é feito com dificuldade, provocando congestionamentos no trânsito e poluição, afecta, e muito, a vida dos habitantes, tal como acontecia com a minha.
    Quanto à lei das rendas, Virgílio Costa, estou de acordo que tem que ser mudada com muito mais profundidade. Mas isso é outra discussão. Porém, também é verdade que tem havido um certo esforço, ainda que insuficiente, de reabilitação dos prédios nos últimos anos. Na zona em que vivo, isso é absolutamente evidente. Mas é, de facto, preciso fazer muito mais pela recuperação do centro da cidade.

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  8. Caro Senhor,

    O "certo esforço" é mais um desperdício de dinheiros públicos... tentar corrigir com os nossos impostos aquilo que o mercado faria se o deixassem.
    Ainda não passei no túnel, mas se os jornalistas da maldicência e os tipos da esquerda militante dizem tão mal deve de facto ser bom - eu gosto de quase tudo aquilo que os irrita a ambos!

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  9. Caro Duarte: Como sabe trabalho actualmente nas Amoreiras e tenho a minha mãe em Campo d' Ourique onde cresci. Passadas quase duas semanas sobre a inauguração só não reconhece o valor da obra quem estiver de má fé. Respira-se outro ar, e não menos importante - circula-se!!! Subscrevo a afirmação do Virgilio Costa. De resto, temos o voraz sistema embalado na socratização do país. Imparável?

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  10. Eu é que tinha razão quando vim viver para Tavira!
    Poluição?Engarrafamentos?Só em Agosto, quando os meus conterrâneos vem todos para cá, altura em que aproveito para passear na mais linda capital que um país pode ter...mesmo que seja apenas durante um um mês.Do túnel digo apenas que começa a ser tempo de as obras, em Portugal, custarem o orçamentado que estragarem o nosso dinheiro e não melhorarem a nossa vida... chateia-me pá! Devo ser eu e o meu discurso provínciano adquirido na calma da Princesa do Gilão.

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  11. Que pena sinto por não continuar a necessitar de estar horas intermináveis na fila para entrar no Marquês. Logo agora que o túnel foi inaugurado - e com sucesso (óptimo) - vim morar para o Alentejo profundo, para um sítio onde passam dois carros por hora e normalmente à estonteante velocidade de 60 km/h.
    Ainda bem que o túnel veio simplificar, pois de complicação estamos todos fartos.
    Saudações e Abraços.

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  12. Zé Ninguém, parabéns pela escolha. Tavira é uma das mais bonitas (e ecológicas) cidades do País. Abraço

    Amigo Vítor, abraço também para ti. E continua a gozar esses excelentes ares do Alentejo profundo.

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  13. De facto, é fácil comparar o trânsito depois da abertura do túnel com o trânsito durante as obras. Quase chorei quando ouvi alguém dizer que agora demora "menos meia-hora a chegar a Lisboa"...

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  14. Melhorou imenso!

    Eu todos os dias percorro a Av. República e a Fontes Pereira de Melo, a caminho do Largo do Rato. E posso garantir que levo mais tempo que antes da abertura do túnel. Façam o mesmo e confirmem.

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  15. Do que eu mais gosto da herança de Santana Lopes é que Lisboa está muito mais bonita.

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  16. É que raios me partam se ocorreu a alguém comparar o trânsito A.O (Ante-Obras) com o trânsito P.O (Post-Obras) - afinal já lá vai tanto tempo que ninguém se lembra como era antes..
    Eu também trabalhei durante 4 anos na António Augusto Aguiar - e sempre cheguei às Amoreiras em 10/12 minutos, saindo às 18/18h30. Ficarei extasiado e darei por bem entregues todos os milhões de euros se tiver a possibilidade de o fazer em 9/11 min...

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