Leio no Diário de Notícias de hoje que Cavaco Silva está preocupado com o caso do curso de Sócrates e da repercussão que está a ter na opinião pública, mas a presidência da República já desmentiu. É pena, porque Cavaco deveria mostrar interesse pelo assunto. Não sobre o facto de o primeiro-ministro ser ou não "engº", mas sim sobre as pressões que os jornalistas dizem ter recebido por parte do Governo. Aliás, o simples facto dos bombeiros de serviço na Comunicação Social não terem conseguido apagar este incêndio no campo socialista mostra que os tempos estão a mudar. Mas, tal como fez em mais de um ano de mandato, o presidente da República acha que nada é com ele e a tal "cultura de exigência" que proclamou na campanha resumiu-se a uma mensagem de Ano Novo de que só os comentadores políticos se lembram. Ou seja, para que serve um presidente da República?, pergunto eu, monárquico que votou em Cavaco. Diziam alguns dos meus amigos republicanos que, tal como eu, criticaram a forma de exercer o mandato dos presidentes socialistas, que agora ia ser diferente, que Cavaco ia mostrar as virtudes do cargo, que ia ajudar o país a mudar para melhor e mais não sei o quê. Um ano depois, não vejo nada disso. Cavaco está apenas a reforçar as minhas convicções monárquicas e a provar que o nosso sistema republicano de regime é um factor de atraso em relação à Europa.sexta-feira, 6 de abril de 2007
Para que serve um presidente da República?
Leio no Diário de Notícias de hoje que Cavaco Silva está preocupado com o caso do curso de Sócrates e da repercussão que está a ter na opinião pública, mas a presidência da República já desmentiu. É pena, porque Cavaco deveria mostrar interesse pelo assunto. Não sobre o facto de o primeiro-ministro ser ou não "engº", mas sim sobre as pressões que os jornalistas dizem ter recebido por parte do Governo. Aliás, o simples facto dos bombeiros de serviço na Comunicação Social não terem conseguido apagar este incêndio no campo socialista mostra que os tempos estão a mudar. Mas, tal como fez em mais de um ano de mandato, o presidente da República acha que nada é com ele e a tal "cultura de exigência" que proclamou na campanha resumiu-se a uma mensagem de Ano Novo de que só os comentadores políticos se lembram. Ou seja, para que serve um presidente da República?, pergunto eu, monárquico que votou em Cavaco. Diziam alguns dos meus amigos republicanos que, tal como eu, criticaram a forma de exercer o mandato dos presidentes socialistas, que agora ia ser diferente, que Cavaco ia mostrar as virtudes do cargo, que ia ajudar o país a mudar para melhor e mais não sei o quê. Um ano depois, não vejo nada disso. Cavaco está apenas a reforçar as minhas convicções monárquicas e a provar que o nosso sistema republicano de regime é um factor de atraso em relação à Europa.
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Muito se ri Duarte Galvão - laranja com cartão e monárquico sem, pelos vistos - dos outros nus! Pressões são condenáveis e mentir também (caso ó PM esteja a mentir)! Mas o que dizer dos tempos em que Marques Mendes - dizem - telefonava ao director de informação da RTP para com ele acertar o alinhamento do telejornal? Não ligo muito a certos apelos, confesso! E só me apetece perguntar: Porque não te vestes tu?
ResponderEliminarCaro Duarte Calvão, aconselho-o a fazer como eu (também monárquico) fiz e faço sempre nas eleições presidenciais: votar em branco! É que se ficarmos à espera de um bom presidente da república, bem que podemos esperar sentados!
ResponderEliminarSó pode ser hipocrisia. Qual foi o governo que criou a famigerada PGA (prova geral de acesso), felizmente de curta vida, que mais nao serviu do que pars chumbar bons alunos do 12. ano, perante provas mais que duvidosas - maquiavélicas - como por exemplo: "escreva sobre futebol", para encher de clientes as "universidades"(?!) privadas, que abriram como mercearias?
ResponderEliminarNem sequer concebo a hipótese de deconhecimento ou inocência quanto ao conhecimento da realidade sociológica do país.
Era ISTO que devia ser discutido, porque foi ISTO a causa das coisas. Se essas "universidades" tivessem credibilidade, as Ordens reconheceriam sem mais os seus licenciados - engenheiros, arquitectos, etc.
Eh Eh Eh O nosso Dom Duarte Pio é que havia de dar uma ganda «PR».
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