O 25 de Abril trouxe a democracia a Portugal, depois de uma luta dos verdadeiros democratas que só foi vencida a 25 de Novembro de 1975, mas também muito ódio, que perdura até hoje, 33 anos passados. Ódios de classe, ódio a quem triunfa, a quem consegue viver melhor, a quem se destaca de um nivelamento por baixo. Ódio que está por todos os lados, nas empresas, nas universidades, nos meios culturais, entre os jornalistas, nos comentários, principalmente anónimos, da blogosfera. O ódio dessa esquerda revanchista foi hoje exemplificado pela abertura do túnel do Marquês. Nunca houve obra tão odiada em Portugal. Nem mesmo o Centro Cultural de Belém. A esquerda, que nunca aceitou ter sido derrotada numa Lisboa que achava que lhe pertencia, tudo fez para que a obra, que era apenas uma simples obra, não fosse avante e hoje parece que quer que haja um acidente lá, com muitos mortos, ou que se verifiquem engarrafamento quilométricos para mostrar que a odiada direita não tem o direito de ser escolhida pelos eleitores. O que fazer perante isto? Nada. Com o ódio não se discute. Ainda terão que passar muitos anos (outros 33?) para que este ódio desapareça.quarta-feira, 25 de abril de 2007
O país do ódio
O 25 de Abril trouxe a democracia a Portugal, depois de uma luta dos verdadeiros democratas que só foi vencida a 25 de Novembro de 1975, mas também muito ódio, que perdura até hoje, 33 anos passados. Ódios de classe, ódio a quem triunfa, a quem consegue viver melhor, a quem se destaca de um nivelamento por baixo. Ódio que está por todos os lados, nas empresas, nas universidades, nos meios culturais, entre os jornalistas, nos comentários, principalmente anónimos, da blogosfera. O ódio dessa esquerda revanchista foi hoje exemplificado pela abertura do túnel do Marquês. Nunca houve obra tão odiada em Portugal. Nem mesmo o Centro Cultural de Belém. A esquerda, que nunca aceitou ter sido derrotada numa Lisboa que achava que lhe pertencia, tudo fez para que a obra, que era apenas uma simples obra, não fosse avante e hoje parece que quer que haja um acidente lá, com muitos mortos, ou que se verifiquem engarrafamento quilométricos para mostrar que a odiada direita não tem o direito de ser escolhida pelos eleitores. O que fazer perante isto? Nada. Com o ódio não se discute. Ainda terão que passar muitos anos (outros 33?) para que este ódio desapareça.
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É isso tudo caro Duarte. Fazem falta pessoas felizes, pessoas em paz. Grande abraço.
ResponderEliminarAcha mesmo que a esquerda quer muitos mortos no Túnel?
ResponderEliminarNão anda a ler muitos livros conspirativos e esotéricos?
No fundo, no fundo (já que estamos a falar em túneis), isto é uma luta de direitas.
Lá por se terem ideias diferentes, temos de assumir que vivemos no país "do ódio"?
ResponderEliminarFogo, esta é forte!
É tudo verdade, o que diz. Mas, estar na sua posição, está a tornar-se cada vez mais difícil.
ResponderEliminarPor isso este blog é, cada vez mais, um blog de referência, porque aqui há clarividência, discernimento, senso-comum...e não há medo.
Carissimo,
ResponderEliminarNão falando dos 4 milhões de euros que a Camara suportou por conta de providencias cautelares... Adoro ver os meus impostos/taxas municipiais gastos assim!
Abraco,
Que enorme salgalhada.
ResponderEliminarE vai ser óbvio e evidente dentro de pouco tempo que essa obra caríssima e gratuita de pouco ou nada servirá para descongestionar o trânsito em Lisboa.
Mas os laranjinhas santanetes até devem achar que o Parque Mayer já está hoje uma maravilha, tal é a cegueira.
Vá lá! Tudo a favor da monarquia que é para se acabarem os ódios!
ResponderEliminarMuito bem... muito bem. É mesmo isso.
ResponderEliminarIr ali a Espanha faz optimamente. Uma pessoa chega lá e vê logo que não há ódios nenhuns.
ResponderEliminarAh, e na Madeira, na Madeira também se vê logo que o Alberto João é um verdadeiro democrata!
ResponderEliminarIsto é um post odioso. Lembra Thatcher com o discurso da política da inveja.
ResponderEliminarEstou a borrifar-me para o Tunel, se funcionar tanto melhor, mas caracterizar a oposição de ideias, o debate político, a luta de classes como um confronto entre "odiosos" e quê... virtuosos. anjinhos?? A direita é feita de ghandis?
O partido do autor (no qual provavelmente já votei mais vezes que ele) é o da Social Democracia ou o da Sociopatia?
Eu não queria ser indelicado ou incorrecto, mas o seu post destila raiva por todos os lados, tal como muitos do que ultimamente tem publicado. E ainda fala do revanchismo e dos ódio dos outros?
ResponderEliminarAbsolutamente de acordo com I.Rodrigues e Ni. O DC parece transpirar mais raiva e ódio do que a tal odiosa, raivosa e invejosa esquerda que ele tanto verbera!
ResponderEliminarStone
Comentários que me atacam pessoalmente em vez daquilo que defendo são a demonstração cabal do que escrevi. São uma velha e má tradição portuguesa de insulto em vez de discussão de ideias, mas eu posso bem com isso. Mas é verdade que cada vez me sinto pior neste país e isso é capaz de se reflectir no que escrevo.
ResponderEliminarE quais exactamente serão os comentários horrorosamente anónimos onde se ataca vilmente esse supra-sumo da tolerância democrática que foi em tempos da boa vida?
ResponderEliminarDiscussão de ideias? Mas como é possível, pois se do outro lado apenas há ódio e ravanchismo?
ResponderEliminarQue pontes acha que estava a estender com este post?
Eu não quero estender pontes nenhumas. Mas se não houvesse tanto ódio em Portugal a quem não é de esquerda, ao "outro lado", acha que se justificavam os ataques que eu e outros membros do blogue recebemos periodicamente? Não é que eu me importe, de facto até acho interessante.
ResponderEliminarOh, coitado do homem, atacado tão malvadamente à traição e à cabalada assim de repente só me lembro do Santana Lopes.
ResponderEliminarEste senhor devia aderir mas era àquele partido do cartaz do Marquês, ali ao pé do túnel.
ResponderEliminarAgora sim, os comentários estão completos. Já tinha vindo um a falar de laranjinhas e santanetes, outro da monarquia, outro do Alberto João e agora este chama-me fascista. Imaginem se houvesse ódio na esquerda portuguesa o que não me diriam...
ResponderEliminarÉ claro que não há! E na direita também não! Esse tal cartaz do Marquês é de centro, como toda a gente sabe! E o colaborador deste blogue que dá pelo nome de João Villalobos também é só amor.
ResponderEliminarO Duarte Galvão fez parte da lista vencedora que fez da construção do tunel do Marquês uma das suas (poucas) bandeiras. Portanto tem tanta objectividade para falar do assunto como aqueles que ele critica. Pela minha parte, depois de ter visto aquele especialista em tráfego na SIC N fiquei esclarecido: vai acontecer ao tunel do Marquês o mesmo destino do tunel das Amoreiras, ali em cima. Ainda se lembram como «fluía» o trânsito antes das obras? Pois....
ResponderEliminarDuarte Calvão, é-me difícil aceitar um critério de análise tão subjectivo.
ResponderEliminarÓdio?
Não se poderá pensar que é demasiado emocional para funcionar como CLARIFICADOR de uma situação, seja ela qual for? Não é suposto seleccionarmos conceitos que AJUDEM a encontrar pontos de análise objectivos, universalizáveis, que os outros possam entender racionalmente mesmo que discordando?
A mim parece-me tão (in)útil com aquele recurso muito português de explicar certos desentendimentos pelas "invejas": não serve para nada, a não ser para alimentar ressentimentos e ferocidades várias.
Já o tenho visto ser mais isento, mais objectivo, na verdade!... ;)