Considero que a crescente perda de influência da Igreja Católica na formação das consciências é decisivamente um drama civilizacional. Custa-me a entender como alguns desastrados protagonistas da nossa história, de má-fé, se possam congratular com isso, desprezando o progressivo esvaziamento de valores e o amargo vazio espiritual do “homem moderno”, das nossas desenraizadas gentes. Esta atitude só provém de quem por conveniente cegueira não lida com as gentes reais, não "desce" aos bairros miseráveis ou à cinzenta periferia da exclusão.
A mensagem do cristianismo é intrinsecamente boa, por mais mal interpretada e adulterada que possa ser. Desprezar ou ignorar a obra social e a intervenção espiritual da Igreja Católica na nossa sociedade é um acto de completa estupidez.
Se algum dia, por absurdo, numa patética batalha final, toda a herança de Cristo for destruída, espero que estes poderosos senhores tenham qualquer coisa para lá pôr, em vez do desespero.
A mensagem do cristianismo é intrinsecamente boa, por mais mal interpretada e adulterada que possa ser. Desprezar ou ignorar a obra social e a intervenção espiritual da Igreja Católica na nossa sociedade é um acto de completa estupidez.
Se algum dia, por absurdo, numa patética batalha final, toda a herança de Cristo for destruída, espero que estes poderosos senhores tenham qualquer coisa para lá pôr, em vez do desespero.
Não sou Católico, nem sequer adepto de qualquer religião. Mas gostava de conseguir ler um post seu em que tenta discordar de alguém ou de uma qualquer ideia, e que o fizesse sem insultar ou atacar quem consigo não concorda, mas enfim!
ResponderEliminarOu é pelo futebol, ou pela religião ou por outra coisa qualquer, quando o Sr. Discorda de alguém, saca do 'estupido' e de um qualquer outro sinónimo. Já viu que se de cada vez que eu lesse um Post seu, fizesse o mesmo, o Sr. estaria sempre com as orelhas a arder? Não ia gostar não...?
Experimente um exercicio...defenda-se a si e ás suas convicções, mostrando os seus pontos de vista e apresentando soluões para as coisas com as quais não condorda. DEsespero por vezes mostram os que ao não terem mais nada para dizer, utilizam a politica do bota-abaixo...peço-lhe que não vá mais por esse caminho
Bem aja
Caro Anonymous das 12.11:
ResponderEliminarEu não julguei ninguém como estúpido. Apenas qualifiquei (na minha opinião) uma atitude que (insisto) considero pouco inteligente.
Eu sou uma das pessoas que se congratula com a diminuição do poder da Igreja Católica sobre as mentes e a sociedade portuguesa. O afastamento ou não dos indivíduos da fé não me diz respeito. Vejo-o como uma opção pessoal sobre a qual não tenho que me pronunciar. Já o desejo que os crentes têm em impôr a sua moral aos não-crentes preocupa-me. E nessa tentativa de imposição, a Igreja tem um poder fundamental e pouco desejável num país cujo Estado deve estar separado de instituições religiosas.
ResponderEliminarNão ter fé religiosa não significa viver num "progressivo esvaziamento de valores" e num "amargo vazio". Existem valores morais para além dos religiosos.
Desprezar a herança Critã é desprezar os valores "ditos" europeus.
ResponderEliminarO respeito por cada homem é uma herança cristã.
A Europa sem cristianismo não existe...
Há valores morais universais, inscritos em todas as religiões. O que as religiões fizeram foi restringir esses valores ao seu universo de crentes.
ResponderEliminar"Não Matarás" é uma boa ideia.
"Não matarás a não ser que seja um pagão, ou herético, é uma ideia religiosa."
A igreja de hoje não professa isto, claro.
Mas não por mérito próprio que não seja o de sobreviver ao avanço da civilização, contra o qual demasiadas vezes esteve.
Não é "perca", mas perda. Perca é peixe.
ResponderEliminarEtc..
Mas hoje ficamos por aqui.
perca | s. f.
ResponderEliminar1ª pess. sing. pres. conj. de perder
3ª pess. sing. imp. de perder
3ª pess. sing. pres. conj. de perder
Caro João Távora, recomendo que viaje um pouco. Para a Dinamarca, por exemplo, ou para a Suécia, ou para a Holanda, e vai ver que a lá consumada redução da importância social da Igreja Católica - e a diminuta das igrejas evangélicas - não coincidiram com o descalabro civilizacional. Bem pelo contrário. A emancipação das pessoas de estruturas autoritárias que tratam as pessoas como menores tem levado a mais civismo, a uma cultura de maior responsabilidade, mais respeito e disponibilidade pelo outro. Pode parecer-lhe difícil de acreditar, mas como digo, é só lá ir e ver...
ResponderEliminar"Esta atitude só provém de quem por conveniente cegueira não lida com as gentes reais, não "desce" aos bairros miseráveis ou à cinzenta periferia da exclusão."
ResponderEliminarSim porque as beatas do Não lidam imenso com as "gentes reais", dos "bairro miseráveis" e da "cinzenta periferia da exclusão"
Começam a cantar José Afonso... acabam na Teologia da Libertação.
Vá lá, alguma coisa de direita!
Por acaso também creio que seria "perda" e não "perca", mas pode ser que esteja errado.
ResponderEliminarCaro João Távora, penso que concordará comigo que nem tudo são ROSAS na Igreja Católica.
ResponderEliminarÉ difícil ver nela a suprema perfeição que aponta, nessas condições. :(
Também eu me congratulo pela progressiva falta de poder da Igreja Católica sobre a cabeça dos portugueses. É verdade que muitos dos nossos valores nasceram do cristianismo (que não é o mesmo que a Igreja Católica), mas nos dias de hoje os valores fundamentais estão consolidados. Pena é que essa congregação de mal feitores que se designa por Igreja Católica, mais a sua abjecta Opus Dei, não entenda o mundo e a época em que vivemos e mesmo assim tenha tanto poder. Sou por um Estado laico e tenho a certeza que Portugal, a Europa e o Mundo seriam bem melhores sem a existência de qualquer religião.
ResponderEliminarCara Cinderela: Se ler bem o meu texto não fará essa leitura. Eu sou o primeiro a reconhecer e bem me entristeço com os erros da Igreja. A Igreja é feita de homens e mulheres, estranho seria se não reflectisse contradições.
ResponderEliminarAinda se a igreja tivesse feito da religião, apenas utilização espiritual... Mas não. Imuscuiu-se na politica. E trouxe mais mal que bem ao mundo.
ResponderEliminarAté porque a espiritualidade não é propriedade da Igreja, ela existiria de qualquer forma. Não foi a Igreja que criou "mensagens boas". Foi o homem.
Sr. João Távora, sugiro-lhe que leia, a este propósito, a (infelizmente) ainda actual "Causa da Decadência dos Povos Peninsulares" (A.Quental). M.cumprimentos
ResponderEliminarCaro João Távora, tenho para mim que a Igreja católica perdeu muito da mensagem genuinamente cristã precisamente nesse deslizar para o poder temporal. Obscureceu com isso também muita da luz dessa mesma mensagem.
ResponderEliminarEu não pertenço a nenhuma confissão religiosa organizada, portanto não deduza que estou a defender outros credos cristãos, por favor! :)