Nesta confusa e agitada manhã de Inverno, constato a bandalheira que grassa nesta Lisboa, “terra de ninguém”. A cada recanto das ruas alfacinhas, o lixo acumula-se aos molhos, amontoado pelo vento, ou por qualquer mais zeloso comerciante. A cidade parece-me triste, ainda adornada pelas descoloradas decorações natalícias, apagadas, à espera de uma devida recolha.
Panorama mais deprimente só é possível quando a tudo isto se juntam os despojos de uma latina e “encarniçada” campanha eleitoral, que habitualmente apodrecem durante meses, esvoaçando nas paredes, painéis e candeeiros de Lisboa.
Falamos do mesmo há séculos, mas a civilidade tarda.
Panorama mais deprimente só é possível quando a tudo isto se juntam os despojos de uma latina e “encarniçada” campanha eleitoral, que habitualmente apodrecem durante meses, esvoaçando nas paredes, painéis e candeeiros de Lisboa.
Falamos do mesmo há séculos, mas a civilidade tarda.
Caro João,tem toda a razão,por aqui se vê a incuria e desleixo a que chegou a CML,não foi para isto que Carmona Rodrigues e o seu executivo foi eleito com tantas promessas adiadas,que vai desde a negócios mais ou menos escuros ,ao continuar de estaleiros de obras a que esta cidade assiste.
ResponderEliminarUm abraço
Caro ergela
ResponderEliminarUma cidade dificilmente resiste ao lixo abandonado em sacos ou não, junto aos caixote ou não, fora das horas de recolha.
Noutras cidades europeias não se vê lixo na rua talvez porque haja "recolhas" mais eficazes, mas as pessoas não abandonam o lixo ao Deus dará.
Para o peditório da desresponsbilização nunca dei nem vou dar.
Caro Ergela: Não se esqueça nunca da responsabilidade dos cidadãos. Muitos dos problemas dependem de uma atitude diferente por parte dos próprios.
ResponderEliminarCada Isabel,assino por baixo o seu comentário,naturalmente passa tambem pela formação civica,mas quem a deve promover,os politicos.
ResponderEliminarTalvez seja o nosso "fado" de lisboetas os politicos decididamente não gostam da cidade nem dos seus habitantes.
:)
E para que raio servirão os (caríssimos) outdoors apelando ao sim ou ao não no próximo referendo? Os movimentos que andam a pagar aquela com licença merda não têm melhores fins onde aplicar o dinheiro de que dispõem? Por outras palavras, aquilo serve para esclarecer ou determinar o sentido de voto de algum/a tuga?
ResponderEliminarQue «sagra»?
ResponderEliminarCaro João,já respondi ao seu comentário no post da Isabel.
ResponderEliminarUm abraço
Acho que o autor do post queria escrever "grassa".
ResponderEliminarPois. A câmara tem culpa, mas é tempo de apontarmos também o dedo à permanente falta de civismo dos portugueses em vez de assacarmos toda a responsabilidade aos políticos. Uma cidade limpa começa à porta da casa de cada um de nós.
ResponderEliminarMas olhem que não se trata de "um fado" exlusivamente lisboeta.Por cá,a falta de civismo é de bradar aos céus,tanto mais que temos perto de nós um termo de comparação que nos envergonha:a Galiza!(só para terem uma ideia da "chafurdice"que por aqui grassa-é muito frequente as pessoas que se deslocam de carro de Braga para Guimarães,de manhã,via Falperra,lançarem pela janela da viatura o lixo que deveriam ter colocado na rua na noite anterior,para que fosse recolhido).É uma questão de mentalidade!
ResponderEliminarPedro:
ResponderEliminarTodos reclamam, todos reinvindicam e raros são os que colaboram ou participam.
Quando os cidadãos são convidados a colaborar nos problemas do seu bairro ou da sua rua, a participação é muito reduzida.E sei do que falo.
Além de que há pouquíssimo rspeito pelas regras básicas da convivência social e colectiva. Basta ir à sua janela.
Já fui, Maria Isabel. E não gostei.
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