terça-feira, 12 de dezembro de 2006

É a vida…

É constatar através dos monumentos e toponímia das nossas cidades como a história tudo perdoa, integra e relativiza. São vários os tiranos, oportunistas ou simples velhacos que conquistaram impunemente o seu pedestal na história. Sebastião de Carvalho e Melo, Costa Cabral ou Afonso Costa, para não ir mais longe, disso são exemplos.
Eu que não sou de intrigas, e não estarei cá para o comprovar, suspeito que bastará mais uma ou duas gerações para a “nomenklatura” do Estado Novo recuperar ou conquistar as suas tabuletas nas ruas, rotundas ou fontanários das nossas terras. É a vida...

11 comentários:

  1. E não há direito de o nosso D. Duarte ainda não ter uma avenida com o seu nome.

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  2. E no Chile do Pinochet, em Cuba do Fidel, no Iraque reerguer-se-á do Saddam, cá existe do Marquês de Pombal... Sem dúvida que existirão, mas a história tem têndencia a transformar os carrascos como alguém importante na hisória de um País. E eu penso que até as atrocidades devem ser relembradas.

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  3. Quem devia ter o nome numa dessas tabuletas era a Ana Cláudia Vicente.

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  4. E Ana Santa Clara também.

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  5. E quando é que a D. Carolina terá direito a uma rotunda? Talvez no Cu da Vaca, que é onde fica o Regalo do Boi.

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  6. Eu proponho a Juliana Paes como o monumento a dar o nome a outro monumento.

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  7. Até aquele tirano chamado Vinte e Cinco de Abril deu o nome a pontes e a uma carrada de ruas, rotundas e fontanários.

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  8. E eu proponho o Boulevard Hugo Chávez.

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  9. E que tal o Beco da Flatulência?

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  10. e daqui a uns 20 ou 30 anos, a avenida pinto da costa ?; a alameda valentim loureiro ?; a travessa reinaldo teles ?; a ponte narciso miranda?
    e já não digo estádio avelino ferreira torres porque os marcoeses não aguentaram mais para homenagear aquele "ilustre" filho da mãe.

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  11. Pois. Ou "facínora", como o meu avô João Ameal se referia ao Marquês de Pombal. Temos portanto a "Praça do facínora" ou "Rotunda do facínora" a "Ponte da treta", o ´"pénis ejaculatório" que observa Lisboa do alto do parque Eduardo VII e por aí adiante. É só rir.

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