quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Cavaco, a alegria da esquerda

Para não variar, a maioria dos comentadores chutou ao lado, cegos que estão pelo simplismo esquerda X direita e sempre com pressa em se regozijar com boas notícias para Sócrates. Creio que a maior parte das pessoas que, como eu, votou em Cavaco, não estava à espera que ele fizesse oposição ao Governo ou o derrubasse, numa espécie de revanche do que Sampaio fez com Santana. Aliás, acho que ninguém de bom senso no PSD, e julgo que também no CDS, quer eleições antecipadas. Eu votei em Cavaco para ele impor uma cultura de exigência aos governos, sejam eles de esquerda, direita, centro, alto ou baixo. A minha desilusão com a entrevista a Maria João Avillez foi causada por ele avalizar a actuação de um Governo que é muita propaganda, muita parra e pouca uva, muito barulho para quase nada, que faz um orçamento como este, que não corta na despesa, que anda a fazer piruetas demagógicas contra farmácias ou bancos, que faz o contrário do que prometeu na campanha. Não precisava atacar o Governo, poderia inclusive mostrar apoio a algumas medidas, mas precisava também mostrar que não se contentava com tão pouco. Mas a maior desilusão com Cavaco é vê-lo a imitar o Soares do primeiro mandato, apenas interessado em alargar a sua base de apoio para a reeleição. Num primeiro post que escrevi sobre esta entrevista, dizia que, provavelmente, por falta de opções, iria repetir o meu voto em Cavaco. Agora, pensei melhor, e se ele continua com este baixo nível de exigência, vou abster-me. Os socialistas que votem nele.

4 comentários:

  1. O nosso Rei, como ainda ontem claramente explicou a Bárbara Guimarães, é que sabe.

    Um PR, ou tenta governar, e para isso já há o governo, ou não faz nada, e portanto para nada serve.

    Dom Duarte disse, está dito.

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  2. Eu também já decidi o que vou fazer em 2011, daqui a mais de 4 anos.

    Logo de manhãzinha, vou comer flocos de cereais, que são muito bons para a saúde.

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  3. Deixe lá, sr. Calvão, Cavaco anda a imitar Soares no primeiro mandato para fazer o mesmo no segundo, ou seja, dar-lhe então assanhada luta e fazê-lo sofrer.

    Ah, caraças!

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  4. Eu não dizia ? Este Duarte vai longe. Repito: dedique-se aos petiscos e deixe a política para quem tem paladar para isso.

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