Equívoca me pareceu a posição do professor Marcelo Rebelo de Sousa quanto à questão da despenalização do aborto, ontem nas suas “escolhas”. Ficou bem sublinhado o facto de o aborto ser matéria de referendo graças à sua iniciativa em 1996. Tudo bem; estamos-lhe gratos. Mas quanto ao assunto, eu ontem esperava uma sua posição mais… afirmativa. Hoje ao reler o resumo das suas “escolhas” no DN confirmei pelo texto a sua clara abstenção.
Entendi que aceita a pergunta a referendar como boa. Mas o que ficou a zumbir no meu ouvido foi que o professor considera precário o prazo das dez semanas de gestação na “humanitária tolerância” à mulher que aborta… E pareceu-me ouvir confirmada a minha tese de que o governo Sócrates consegue preencher a difícil agenda 2007, com mais ou menos legítimas manobras de diversão, entre a campanha para o referendo e a presidência da UE. Acho pouco.
Não conheço a agenda do professor, mas acho pouco.
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Eu também não percebi. Se bem entendi, MRS falou do que aconteceria às 10 semanas e 1 dia e que era preciso contemplar o que em matéria de aborto fôr efectuado depois das 10 semanas. Falaria ele de 12? De 15? De 37?
ResponderEliminara verdade é que a lei das 10 semanas está mal pensada, e se passaram 2/3 dias das 10 semanas?
ResponderEliminarMRS prima também por falar sem dizer.