sábado, 12 de agosto de 2006

Um novo Fidel?

Depois da inacreditável crónica de Ruben de Carvalho no DN de quinta-feira, sobre a qual escrevi o post "O Hezbollah é de esquerda?", sei agora através da leitura de Alberto Gonçalves, na Sábado (que tem também um óptimo editorial sobre a forma como os jornalistas estão a cobrir o conflito no Líbano), que Miguel Urbano Rodrigues esteve no Irão e fartou-se de encontrar aspectos positivos, que relata no Avante muito ao estilo das crónicas de viagem que se faziam outrora sobre visitas a paraísos comunistas como Cuba, RDA ou Roménia. Ou, noutra linha, à China ou à Albânia. O ódio à América, que já tinha motivado Fernando Rosas a defender o programa nuclear iraniano, partilhado entre a esquerda portuguesa e fundamentalistas xiitas, começa a ter consequências delirantes.

8 comentários:

  1. Pura prostituição intelectual em nome não sabemos de que compensação.

    ResponderEliminar
  2. Duarte,
    Não sei se ouviu ontem no Jornal das 9 na SIC-N a entrevista do tolerante Crespo ao Miguel Urbano Rodrigues.
    O homem continua com o mesmo discurso dos saudosos debates com o Embaixador Franco Nogueira na RTP1.
    Permanece um estalinista puro, defendendo as ditaduras torcionárias, como a cubana, esquecendo-se dos valores fundamentais da democracia.
    Digamos que, ingenuamente, pensei que essa estirpe de celerados, Tiranossaurus Rex, estivesse completamente extinta.

    ResponderEliminar
  3. Enterrados o sectário-geral Castrim e o secretário-geral Cunhal, o estalinismo continua felizmente vivo entre nós, graças ao Pedro Namora (arre!!!) e ao Miguel Urbano Rodrigues (que, embora já tenha morrido, ainda não deu por isso).

    ResponderEliminar
  4. Não li nem ouvi o senhor em questão. O que ele possa ter dito pelos voitos é do mesmo calibre deste post, já que transparece desde logo que o sr Duarte acha impossível encontrar aspectos postivos no Irão. Acho que são fundamentalismos opostos, apenas. Ambos deploráveis na melhor das hipótess. E mesmo que não odiemos a América, os seus dirigentes não têm sido parcos em dar-nos motivos para isso...

    ResponderEliminar
  5. Não vi, André. Tenho pena. Essa estirpe que refere não só não está extinta, como anda à procura de novos ídolos.
    Parece-me, L. Rodrigues, que essa dos "fundamentalismos opostos" é querer pôr no mesmo plano uma ditadura teocrática com democracias tolerantes. Mas acho bem que assuma que os dirigentes americanos lhe despertam ódio e que considera que há aspectos positivos no Irão. Estamos, de facto, em campos opostos.

    ResponderEliminar
  6. o rosas defende o programa nuclear iraniano? não posso crer, apesar do rosas

    ResponderEliminar
  7. Sr, Duarte, não sou pessoa para alimentar ódios, mesmo que como referi, me dêem razões para isso. Tenho todo o respeito pelas democracias. Tanto que respeito por isso os lideres eleitos do Irão. O que há de positivo no irão é a sua humanidade, é uma população que simpatiza com a democracia e os seus valores, e que soube a pouco e pouco apontar para uma caminh que os liertaria da ditadura dos ayatollahs. Há ali um potencial de laicismo e tolerãncia, como de resto no Libano, que as "democracias ocidentais" preferem alienar do que deixar um país, que de acordo com alguns tem metade das reservas de petróleo do mundo, seguir o seu caminho.

    ResponderEliminar
  8. Ai o Rosas/BE defende bombas atómicas para o Irão?Também já ouvi defender casas melhores para os imigrantes.Concluindo pedir não custa nadsa!

    ResponderEliminar

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...