quinta-feira, 13 de julho de 2006

Três meses depois (crónica)

A pior agressão que um anonymous me pode infringir, com as suas dentuças aguçadas (a expressão é do João Villalobos) é afirmar que o assunto de um meu post seja “irrelevante ou desinteressante”. Sempre tive “pele fininha” como a do Duarte, e desde cedo que me convenci que tenho coisas interessantes para dizer às pessoas.
Na escola brincava com as “redacções” e não me dava mal. Cresci indisciplinadamente e, ao sabor do “PREC” e de tantos excessos, não forcei o meu rumo académico. Até que fui expulso do Pedro Nunes já no final de carreira liceal. Então decidi aprender uma profissão de futuro. A hotelaria.
E a escrita? Tudo se ficava pelas leituras. Tantas histórias e correntes.
Nos anos 80 era fã do Independente do MEC e recepcionista em algum destino de sonho ao sul de Portugal. Na hotelaria, profissão que exerço desde os meus 19 anos, nunca se quis saber dos meus saberes, das páginas lidas e das minhas histórias. Da minha Ângela Carter, Garcia Marquez ou de Barrilaro Ruas e do seu Integralismo Lusitano. Muito menos da "mais bela bandeira do mundo" (com a Coroa Real em azul e branco). Na hotelaria imperam as “room-nights”, os “over-bookings”, os “couverts” os rácios e o GOP (gross operation profit).
Finalmente nos anos noventa, uma oportunidade, uma luz, um "nicho" para mim: o “marketing e a comunicação” chegam finalmente aos hotéis. Comunicar o produto, articular e hierarquizar a mensagem para o cliente final. Com o advento da Internet os hotéis e as pequenas cadeias têm finalmente a oportunidade de “falar”, de “vender”, de “comunicar” com o cliente final (no jornalismo e na literatura chama-se o público). A fotografia, o texto, as “reserva on line”, em todo o mundo, em qualquer lugar, sem necessidade de operadores e brochuras internacionais. Desde há uns anos que já importa a escrita, a imagem e a comunicação na hotelaria e no turismo. É aí, nessa tarefa, que a minha pequena equipa e eu nos afirmamos hoje, numa conhecida cadeia de hotéis. Manipulamos a palavra e a imagem e vendemos sonhos. Compomos as páginas e as newsletters, temáticas ou sazonais e potenciamos as “page views” para centenas de milhares de anonymous potenciais clientes.
Agora esta coisa da blogosfera foi uma descoberta que me tem entusiasmado. Lançar para o “ar” umas bocas, as minhas “fés”, os meus gostos e dizer bem dos meus amigos e amores... Não tenho a pressão dos objectivos, orçamentos e resultados. Tenho só as dentuças dos anonymous - às quais não me habituo facilmente... mas lá chegarei.
Tenho a liberdade de escrever por exemplo esta "sopa de letras". De falar de mim e de escrever para alguém, sobre tudo e sobre nada, para os meus amigos e inimigos, e o privilégio de ombrear com o Luís Naves, o Francisco, o José Carlos, o Pedro, o João, o Leonardo, o Nuno, o Rodrigo, às vezes com a Isabel, com o Duarte, que me convidou, e vamos lá ver com mais quem aí venha. De Esquerda e de Direita (quem mais?!). Mesmo republicanos, coisa rara nos dias de hoje. Muito obrigado a todos!

30 comentários:

  1. Mas que idade é que o Sr. tem...?
    Fala para quem, escreve para quem?
    Não tem espelhos lá em casa?!

    E SIM, por vezes escreve coisas sem interesse,
    ou relevância alguma.
    Ou ainda não tinha dado por isso?

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  2. Ó meu caro anonymous, você hoje está mesmo em noite não!!

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  3. Coma uma tostinha de caviar que isso passa...

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  4. não deixa de ter alguma graça esta dos autores deste blog responderem aos comentários assinando como anonymous (ou outros nomes)...

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  5. Xi, compadre anónimo, a avaliar pela prosa esse fígado deve estar mesmo muito em mau estado..

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  6. Sr. Bem Disposto,

    e a esta hora tardia logo lhe havia de dar para emitir mais um dos seus doutos pareceres... desta vez médico, hã?!

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  7. Hum, pelo que vejo registou umas ligeiras melhoras nos últimos minutos.

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  8. Com tantos anos no ramo, e ainda não sabe escrever "profit"...

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  9. Um grande abraço João,
    As dentuças aguçadas já que cá estão...eh, eh. Há gente que não sabe mesmo lidar com a vida e os sentimentos.
    Deixe-os lá.

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  10. Eu cá gosto dos textos do Sr. JT

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  11. Pede-se ao Anonymous - ao verdadeiro - que escreva de vez em quando «pretencioso», para sabermos que é mesmo ele. Quanto às «dentuças aguçadas», a avaliar pelo que o sujeito diz, a mim soa-me mais a dentadura de octagenário senil, frustrado e pentaplégico mental.

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  12. Que post mais irrelevante...

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  13. Força.
    Continue a passar a sua caravana....
    Um abraço

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  14. O camarada Lobos, que em cada post dá clamorosos erros de ortografia, devia enxergar-se.

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  15. Parece-me, Sei Lá, que a D. Margarido Rebelo Pinto tem aqui um concorrente de peso.

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  16. (tive de escrever assim por causa da marca registada)

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  17. Caro A.nônimo,

    Lamento mas só dou "autôgrafos" no 1o. Domingo de cada mês.

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  18. Caro JV,

    Esse "pfff" é o seu símbolo de marca, ou mero tique?

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  19. Deve ser furo no pneu...

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  20. Caro Anonymous, a.k.a. O Pretencioso:

    Achava a Margarida Rebelo Pinto uma nulidade até conhecê-lo. Obrigado por nos comunicar o dia da semana em que dá autógrafos. Lá não estaremos, onde quer que seja.

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  21. Compadris, tá um calor de rachar aí. Aqui à sombra do chaparrinho é que se tá bêm.

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  22. Caro A.Nônino,
    traga caneta e papel pois não subsidio palermices.

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  23. Puxa, Zé, você é perspicaz com'ó caraças!

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  24. lamento o branqueamento da história, joão távora. não me parece que exercer o meu direito de sair deste blogue, quaisquer fossem as razões, merecessem esta listagem onde optou por não por o meu nome. tive o cuidado de sair sem fazer barulho, mas o seu post deixou-se estupefacto

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  25. obviamente, queria escrever "deixou-me estupefacto". agradeço ao leitor e agradeço a todos os leitores. tencionava continuar a colaborar através de comentários, mas depois de ler este post, vou seguir o óptimo conselho anterior

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  26. Caro Luís,

    Estou certo de que o João se esqueceu de ti por lapso involuntário. E já tens um abraço meu noutro lugar.

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  27. Caro JV,

    " E já tens um abraço meu noutro lugar."

    thanks for sharing...

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