quinta-feira, 18 de maio de 2006

TSF, nove da manhã

Sobre o comentário que fiz ao post do Francisco Almeida Leite (Prá frentex), deixo um exemplo de hoje, ouvido no noticiário da TSF às 9 horas da manhã, conduzido por Helena Vieira. A abertura era com a notícia de que o desemprego tinha caído 2% em Abril, a maior queda desde não sei quando. Foram ouvir o "independente" presidente do Instituto do Emprego que, entre outras coisas, confirma os sinais positivos. Em nenhum momento o jornalista da TSF lhe pergunta sobre a recente alteração dos métodos de cálculo do desemprego, que já deu manchete no DN quando houve uma outra "queda" no mês anterior. A notícia da TSF é concluída com as declarações de ontem de Teixeira dos Santos, que já deixava entrever a boa nova, atribuindo-a a sinais de recuperação económica...
Ou seja, quem só ouviu a TSF ficou com a ideia de que o Governo estava a melhorar a desgraçada situação económica em que o PSD e o CDS tinham deixado o País e que isso já se reflectia na "inversão" dos números do desemprego.
Vejo depois na Lusa que foi, obviamente, ouvir as centrais sindicais, que a CGTP duvida dos números, precisamente devido à alteração do método de cálculo.
Tomara que, de facto, o desemprego esteja em queda e o País a recuperar economicamente, mas alguém acha que um governo do PSD teria o mesmo "tratamento" noticioso na TSF?

11 comentários:

  1. Quem só ouve a TSF, deve pensar que o Marocas é o nosso PR.

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  2. Eu não consigo pura e simplesmente ouvir a TSF. Desde o sinal horário e o anúncio dos temas dos noticiários até aos noticiários propriamente ditos vai (ia, agora não sei) uma procissão de anúncios que me fazia sempre mudar.

    Olhem, passe a publicidade, já ouviram a Rádio Europa Lisboa (em 90.4)? Dá uma óptima música (tirando o facto de haver lá umas meninas que não fazem a mais pequena ideia de como se pronunciam os nomes dos músicos de jazz que por lá passam).

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  3. É uma ternura esta preocupação tão grande e súbita de ouvir a CGTP. Infelizmente, directores e editores - tirando felizmente o caso da Lusa, ultimamente alvo fácil de muitos tiros - parece pouco apostada em ouvir a CGTP. Preferem dizer que Carvalho da Silva tem poleiro há muitos anos, enquanto ouvem pela milionésima vez os mesmos economistas e políticos que andam há igual número de anos a prescrever receitas. Os tais a quem alguém, há dias, chamava os economistas cortesãos. Por acaso, alguém bem pouco querido pelas bandas dos corta-fitas.

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  4. Atão Vocês não sabem? São os efeitos daquela refinaria do Monteiro de Barros, lá em Sines, que já está a admitir pessoal?

    E a Iberdrola, através do deputado bacteriologicamente puro Pina Moura, anunciou que já está a tratar de seleccionar 500 pessoas para a execução de um concurso que ainda "não sabe" se ganhou.

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  5. Aqui este Anonymous não percebeu esta do JT. Afinal é de ouvir ou não?

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  6. Caro Duarte: Bom post! Mas volto a pedir-lhe que NÃO ouça a TSF. Eu, não compro um jornal do qual não gosto. Mais, Diga aos seus amigos que não a ouçam. É um serviço que faz à comunidade!

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  7. Aqui este Anonymous já percebeu esta do JT. Afinal não é de ouvir.

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  8. Até parece que só na TSF se podem observar situações como a que descreveu. Toda a Imprensa escrita, a rádio,a televisão têm papagaios ao seu serviço a fazer as vezes de jornalistas. Gente que não pensa e que serve docilmente a propaganda. Atribui a atitude que agora descreveu a obscuras cumplicidades políticas, mas creio que na maior parte dos casos é apenas a acefalia que explica certos comportamentos. Parece que infelizmente a maior parte dos jornalistas não pensam. Defeito de formação? Questão cultural? I wonder...

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  9. botija_de_oxigénio18 de maio de 2006 às 13:01

    Estava ao lado dela e, quando terminou, fui-lhe muito útil.

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  10. Já o Pacheco Pereira a chamava "Radio Bagdad"

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