quinta-feira, 20 de abril de 2006
Que é feito de si, Francisco Louçã ?
Sendo eu anticomunista primário e, evidentemente, também antifascista primário, tenho que reconhecer que o PCP defende aquilo defende quando os governos são de direita ou quando são de esquerda como este de maioria absoluta do PS pretensamente é. Isso não me faz ter qualquer simpatia por comunistas ou por Jerónimo de Sousa, porque quando começo a cair para aí lembro-me logo do apoio que dão a ditadores assassinos como Fidel Castro e passa-me logo. Agora o Bloco de Esquerda é outra coisa. Onde está a berraria indignada de Francisco Louçã, que descobria um escândalo por semana nos governos do PSD/CDS e agora anda caladinho que nem um rato com as alterações às reformas dos funcionários públicos, o desemprego recorde, uma economia a andar para trás, o aumento do IVA, a colocação de dirigentes socialistas na direcção de empresas públicas e no Tribunal de Contas, a política da ministra da Cultura, a encenação das "reformas", o crescimento dos gastos do Estado, etc, etc, etc ? Dois pesos e duas medidas e os trabalhadores que se lixem. Já nem consciência crítica da esquerda os bloquistas conseguem ser. Têm saído pessoas do Bloco, mas os nossos queridos jornalistas, sempre ávidos quando há qualquer divergência interna no PSD, CDS ou PCP, não ligam nenhuma. Como, aliás, nunca ligaram aos problemas internos desta estranha aliança entre trotskistas do PSR, stalinistas-maoistas da UDP e dissidentes do PCP, que só num país politicamente atrasado como Portugal consegue convencer pessoas com mais de 25 anos.
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Calvão tenha juizo, já viu a quota de ex-maoistas, ex-trotskistas e ex-comunistas do seu partido?
ResponderEliminarOutra coisa, é do PSD e é anti-fascista primário? Hummm!! desconfio muito...mas se o fôr, olhe que tem muito que se preocupar homem!!
O Psd é a autêntica ex-União Nacional, olhe bem.
Caro Duarte: É que BE tem "boa imprensa" como se diz agora. Abraço!
ResponderEliminarPara dizer a verdade, eu achava que o ar estava mais suportável e não sabia a razão. Este post fez-me descobr-la: não se tem de aturar o intragável Louçã dia sim dia não, isto quando não era dia sim dia sim. Que se lixe a falta de coerência do Bloco do caviar, eu quero é não ter de os ouvir!!!
ResponderEliminarestá tudo á tareia!
ResponderEliminarE a Ana Drago? E o Fazenda? E o Rosas? Uma injustiça esquecer essas luminárias bloquistas.
ResponderEliminarExcelente, isso é bem verdade.
ResponderEliminarTentando responder à sua pergunta:
ResponderEliminarAcho que o “desaparecimento” de Francisco Louçã tem que ver com a sua derrota pessoal nas presidenciais. Se até aí não faltava quem o quisesse pôr num andor e levá-lo em procissão, a partir de então Louçã passou a preocupar-se com as quedas. É que muitos começaram a questionar-se se o santo não terá peso a mais para tão poucos milagres...
Se calhar anda aqui meio mundo a ver a vida política de hoje com os óculos de há uns anos... É que se no passado o BE e o Louçã tiveram boa imprensa, um olhar mais atento há-de perceber que nos tempos mais recentes - um ano, um ano e meio - quem tem boa imprensa é o Jerónimo de Sousa e o PCP...
ResponderEliminarO Louçã desapareceu por estratégia política pessoal, suponho... O que fez desaparecer o BE da agenda mediática, o que diz bem da (pouca) importância que a imprensa lhe tem vindo a dedicar.
Mas aprecio o seu elogio, embora envergonhado e entrecortado pelas críticas ao PCP: com efeito, um homem de Direita, gosta de ver o PCP a segurar-se, mas incapaz de crescer; ver outra força política comunista a ameaçar crescer é que provoca alguma azia...
É verdade José Carlos Gomes. Ver qualquer força comunista a crescer dá-me muita azia. Sobretudo num país europeu, no século XXI.
ResponderEliminarO José Carlos Gomes tem razão. Ao contrário do que diz o Duarte Calvão quem tem boa imprensa hoje é o camarada Jerónimo de Sousa.
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