terça-feira, 11 de abril de 2006

Dia negro

Ontem foi um dia negro para a Europa. Pelos menos para aqueles que, como eu, têm esperança que o melhor continente do mundo consiga encontrar coragem para mudar e continuar a sê-lo durante muitos mais séculos. O recuo de Villepin, patrocinado pelo nefasto Chirac, é do mais lamentável que há, sobretudo para quem considera que são as forças geralmente ditas de Direita que têm maior capacidade de reformar os modelos esgotados do pós-guerra. Em França, a minha esperança vai para Sarkozy, mas desconfio que será mais uma vez de Inglaterra, a mesma Inglaterra de Thatcher, que virá a ruptura, agora com David Cameron. Esperemos que contamine o resto do continente, a começar por Portugal e pelo PSD, que bem precisa.

5 comentários:

  1. Nem tudo está negro na Europa. Então e a derrota do Berlusconi? Não é uma luz ao fundo do túnel?

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  2. Se eu visse em Prodi e nas forças que o apoiam um mínimo que fosse de espírito reformista, seria.

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  3. É o menor dos males.Não deixa de ser uma luz, ainda que ténue...

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  4. A questão é essa, Duarte. O que vai fazer Romano Prodi, com a tamanha mixórdia?! Resta-nos acreditar que no Caos Italiano "vida encontra sempre o seu caminho"!

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  5. Não se esqueçam que em política, cada vez mais "todos os caminhos vão dar a Roma", leia-se, ao centro. Com mais reforma, menos reforma, é por aí que todos os políticos têm que seguir. O resto são diferenças de forma, não de conteúdo. E quanto à forma, tudo é preferível ao estilo inenarrável e despudorado de Berlusconi

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