Aguardo atentamente o cepticismo e as tentativas de boicote e desvalorização por parte da mesma comunicação social que festejou as manobras ruinosas de Costa e Pedro Nuno Santos.
1. E lá começou, na CNN, com uma ideia peregrina de Helena Garrido, que atribui a valorização da TAP, brutalmente desvalorizada durante o derradeiro governo de Costa, à reestruturação do tempo do derradeiro governo de Costa por, diz, «ter sido feita por um governo de esquerda» e porque seria impossível com um governo de direita. Reestruturação que, depreendemos, teria sido impossível também com a gestão privada - afastada por Costa - que criara 2000 novos postos de trabalho.
A ideia é tanto mais peregrina quanto esquece que, chegada a crise do Covid, a responsabilidade das perdas estaria com o accionista privado, e não com o Estado, se não tivesse acontecido a intervenção de Costa (efeito esse que foi ao tempo criticado pelo Tribunal de Contas).
2. Veio na CNN Anselmo Crespo que tentou uma perguntinha insidiosa ao ministro das Infraestruturas, Pinto Luz: isso de devolver os 3,2 mil milhões até 2040, sabendo-se que em 2040 os 3,2 mil milhões são muito mais dinheiro, não será propaganda. Teve azar porque o ministro Pinto Luz esclareceu: «2,5 mil milhões são pagos agora». Após o que relembrou os investimentos em todo o país resultantes directamente do negócio. A mesma perguntinha ocorreu a Bernardo Ferrão na Sic.
3. E para que não sobrem dúvidas do enviesamento e da ignorância ou falta de memória do jornalismo actual, na Sic Notícias Bernardo Ferrão pergunta ao ministro da Presidência, António Leitão Amaro, se não faltou no anúncio do acordo com a Lufthansa um agradecimento a Pedro Nuno Santos por ter metido 3 mil milhões de euros na TAP -- o salvador da TAP, segundo Ferrão, portanto.
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