Vejo gente informada, culta, inteligente com a certeza absoluta de que o voto em Trump tem origem num defeito qualquer dos seus votantes (ou são rurais, ou são burros, ou são estúpidos, ou são moralmente desqualificados, enfim, a escolha é muita).
Perante um voto de 70 milhões de pessoas que é inteiramente incompreensível para alguém que nem sequer vota nesse país, há duas hipóteses:
1) Setenta milhões de pessoas que estão a votar no que consideram o seu interesse, portanto, de forma não diletante, são completamente alienados;
2) Uma pessoa, que está diletantemente a olhar para eleições que não a afecta directamente, tem uma visão distorcida sobre o assunto.
Agora avaliem as probabilidades das duas hipóteses e vejam se se acalmam.
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ResponderEliminarIsto é gente que não sabe governar a própria casa, mas tem a mania que sabe governar a dos outros.
ResponderEliminar70 milhões de "maluquinhos" (nas palavras do Ricardo Costa) é muita gente.
ResponderEliminarOs "wokistas", de tanto quererem "acordar" o povo, acabaram por ser adormecidos por esse mesmo povo, cansado de tanta estupidez
Pois é...
ResponderEliminarA culpa é daqueles eleitores , estúpidos, brutos, rústicos, "fascistas" que não leem o "jornalismo de excelência do New YorkTimes ou do Washington Post( aqui o "Público" não "risca" nada, embora achem que influenciam algo) ou da NBC ou CNN e que votam livremente em alguém que figuras( ou figurões) de Hollywood aconselham, do alto da sua presunçosa basófia e que prometeram outra vez mas como é óbvio não vão cumprir fugir, dos USA se Trump ganhar. Talvez fujam mas é quando Musk revelar o que certos "reputadíssimos" artistas andaram a fazer "under cover".
Porque, como é óbvio a culpa é repartida pelo heteropatriarcado, pelas mulheres (que foram avisadas por aqueles senhores e senhoras acham que os "homens menstruam") de que vão ser oprimidas, pelos "latinos" que são masoquistas, depois de avisados que iriam ser deportados, pelos negros que acharam que podiam votar noutro candidato, para além daquele em que são aconselhados a votar paternalmente sempre, pelo negacionistas que acham que não se deve educar as criancinhas com terapias hormonais para "mudar de sexo" ou mutilações genitais, etc , etc, englobando neste etecetra índios surdos ao "bem", uma legislação que não promove o voto popular( desde que este corresponda aos nossos desejos) e legitima um colégio eleitoral que representa na sua essência,os brutos e campónios da América profunda e uma administração que permitiu o umTwitter(agora X) , depois de terem sido alertados pelos arautos da liberdade de expressão de que aquilo era um covil de "fascistas".
Enfim, foi pena não terem ouvido as mentes esclarecidas mundiais ou a mídia americana e mundial, onde os Ricardos Costa desta vida nos alertavam para o mundo das trevas que se aproximava com o voto dos "maluquinhos do Trump".
"...gente informada, culta inteligente, etc."
ResponderEliminarSarcasmo bem aplicado...
Juromenha
ResponderEliminarironicamente, exacta definição dos americanos
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ResponderEliminarSim, eles são isso tudo (o nível de ignorância dos gringos é algo de transcendental, especialmente em tudo o que é exterior às suas fronteiras), do mais básico ao erudito... basta ver as análises "históricas" de figuras teoricamente cultas.
Mas ainda assim foram elegendo Democratas, portanto o problema não será esse.
Acha que não sabem governar a própria casa? Uma boa percentagem dos deserdados da vida têm uma opinião contrária, preferem viver lá a viver nos seus países de origem, ao ponto de fazerem coisas inimagináveis para lá chegar.
ResponderEliminarTem toda a razão, aquilo é um sítio que só produz gente básica como o Bob Dylan e o Woody Allen
ResponderEliminarO quê!? Acha mesmo que são cultos??
ResponderEliminarÉ um bom argumento. É aplicar sempre que fala mal de Portugal.
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ResponderEliminarSim, tenho razão.
Os EUA aplicam a teoria do 90/10. Para um país funcionar, tem que ter 10% de população com alta educação, e 90% massa bruta. A analogia de uma fábrica só funciona tendo um engenheiro e 100 operários, não com 100 engenehiro e um operário.
Mas longe de mim querer discutir sociologia e edução americana com um perito, ainda mais com argumentação de alto nível de irrefutabilidade.
(conhece assim tão bem o Bob Dylan, ao ponto de discutir o seu conhecimento de História, geografia, ciência, e outros assuntos?)
Conheço-o melhor que si, que tem vergonha das suas opiniões, ao ponto de não as assinar, ao contrário do Bob Dylan.
ResponderEliminarMas se não gostou do argumento, quer discutir qual?
Taxa de literacia?
Taxa de doutorados?
Número de prémios Nobel?
Notoriedade das suas instituições culturais?
Produção científica, literária ou artística?
Quais são então os indicadores que quer escolher para vermos em que se baseiam os seus preconceitos sobre os americanos (começando pelo absurdo de os pôr todos no mesmo saco como se não fosse um país bem mais diverso que Portugal).
ResponderEliminarSim, pode ver qual a taxa de literacia nos USA e compará-la com os restantes países do dito mundo ocidental, por exemplo.
Taxa de doutorados? Em linha com Europa
Número de prémios Nobel? Certamente enorme, em valores absolutos têm população para isso, e também capital para atrair estrangeiros, que ganham como americanos.
Realmente, criticar generalizações , de alguém que cospe estatista e socialista sempre que discorda ponta da sua noção de mercado, ou que abre um texto com "gente informada, culta, inteligente", dava uma boa canção da Alanis.
A minha professora de folosofia defendia que um índio da Amazónia era tão culto quanto qualquer um de nós.
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ResponderEliminarInteressante visão (também) sobre jornalismo
https://www.youtube.com/watch?v=5jnE2YwEStU
Concedo que definir os comentadores tugas como cultos tem uma certa fragilidade.
ResponderEliminarResumindo, taxa de literacia entre os países mais desenvolvidos, doutorados em linha com a Europa, população e capital para produzir muitos prémios Nobel, quer mesmo manter o seu argumento de que os resultados eleitorais nos EUA decorrem do facto de ser um povo de ignorância transcendental, dos mais básico ao erudito?
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ResponderEliminarComo se a esclerosada e decadente Europa e Portugal, já agora, fossem casas bem governadas ...
ResponderEliminarquer mesmo manter o seu argumento de que os resultados eleitorais nos EUA decorrem do facto de ser um povo de ignorância transcendental, dos mais básico ao erudito?
ResponderEliminarOnde está feito esse argumento?
De qual era o partido cuja militante notável disse perante as camaras que o povo não sabia votar porque o PS tinha tido maioria absoluta?
ResponderEliminarAh, pois, era do PSD.
Afinal por cá também temos o mesmo fenomeno.
ResponderEliminarTrump venceu com 75.115.826 votos.
Kamala perdeu com 71.819,593 votos. Menos 10 milhões dos votos que deram a vitória a Biden em 2020. É obra.
Como é que 10 milhões de eleitores democratas, cerca de 10% dos eleitores do partido de Kamala, nem sequer foram votar, apesar de tanto folclore nos palcos e nas TVs a favor da alegre candidata?...
Princípio de Pareto é 80/20
ResponderEliminarNa Espanha por exemplo:
ResponderEliminarhttps://youtu.be/ninVFz1NkyE?si=i6cMz4d_xXyNcfAF