Enquanto o mundo inteiro andava entretido com prioridades inadiáveis e assuntos de suma-importância, na terça-feira passada quando enviava um orçamento a um cliente, o meu fiel computador portátil já com doze anos de trabalho em cima e algumas letras do teclado desvanecidas, entregava a motherboard ao criador. E eu a pensar que tinha uma vida difícil... privado da minha enxada, vi-me subitamente numa grande aflição - que foi como se me tivessem cortado os dois braços. Claro está que adquiri logo um novo que me chegou cheio de mariquices que é donde agora vos escrevo esta crónica. Evidentemente que desde ontem tenho andado fanaticamente a formatá-lo para que a organização, funcionalidades e eficiência se pareçam tanto quanto possível com o meu defunto companheiro. Certo é que com estes maus-tratos iniciais já perdeu aquele irritante ar imaculado e daqui a uns dias nos iremos entender às mil maravilhas. Mas pronto, é só a minha enxada e a vida dos outros continua como se isso fosse óbvio.
o meu com 7 anos ficou pior depois de consertado
ResponderEliminaros updates dos intelectuais do assunto acabaram com o meu blogue
tal como no socialismo estas abelhas comem o mel que fabricamos
Problema solucionado e ainda bem para si, João Távora. Mas fica-se com uma pálida ideia de como será para aqueles que ficaram definitivamente, ou por tempo indeterminado, sem a sua "enxada".
ResponderEliminarNada de dar ideias ao meu, que já vai com 11 anos e 1/2.
ResponderEliminarTem sorte por ser novo. Eu, à beira dos oitenta, já por duas vezes que não consegui recuperar programas em que tinha investido horas de formatação e que deixaram de funcionar nos novos sistemas operativos.
ResponderEliminarSem enxada não ganho sustento, daí que a compra da ferramenta tem de estar sempre assegurada. É uma questão de gestão.
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ResponderEliminarComo aprendi informática com o Spectrum, sei bem o que é perder dados. Sabia programar em binário para o processador Z80. Mas bastava um espirro para o Spectrum se desligar. Hoje tenho dezenas de CD's — duplicados — para evitar ficar sem 'a enxada'.
Não nos podemos fiar em tecnologias obsoletas mas que são consideradas 'de ponta'.