Como refere o Henrique Raposo neste texto, o animalismo crescente que o ar do tempo nos revela, reflecte uma sociedade cada vez mais atomizada de gente só, magoada e ressentida. Se é afectivamente compensador e salutar o convivio entre pessoas e animais, a frase “Quanto mais conheço a humanidade mais gosto do meu cão”, ao colocar em confronto a relação entre o dono e o seu cão ou entre a pessoa e um seu igual, seja marido, mulher ou amigo, diz mais sobre quem a profere do que a quem se dirige: uma relação entre o dono e o seu animal será de natureza de posse e domínio entre desiguais; pretender obter algo parecido das relações sociais parece-me no mínimo repugnante. As relações humanas são tão complicadas e desafiantes quanto o ser humano consegue ser complexo e fascinante. Prescindir do desafio de amar e ser amado entre iguais é certamente a mais indecorosa admissão da mediocridade e incompetência a que um ser humano se pode rebaixar – colocando cobardemente o ónus desse falhanço no outro que se recusa lamber-lhe a mão e abanar a cauda.
Não procriam e ficam assim. Transferem tudo para os bichos.
ResponderEliminarUma perfeita anomalidade que dantes era comum nas chamadas "velhas dos gatos" e agora acontece com gente nova e casalinhos sem filhos
Para sua informação e desse senhor Henrique: quanto mais conheço as pessoas mais gosto dos animais!
ResponderEliminarOs meus gatos são muito mais gentis e carinhosos do que a maioria dos seres humanos que sou obrigado a suportar. Agradecia que isso fosse respeitado. Obrigado.
Certíssimo e muito actual. Ver jovens atrás de cães é um mau prenúncio.Vazio de horizontes.
ResponderEliminarParece que a justiça protege mais os animais que as pessoas.
Ter vizinhos com cães é melhor emigrar.
Saiem de casa para ir borrar a casa do vizinho.
Leis. Leis e mais leis...
ResponderEliminarAté parece que os funcionários da AR ( deputados) não têm mais de útil a fazer naquele para lamento.
Os velhinhos morrem esquecidos no seu domicilo, ou atirados pela familia para debaixo de uma ponte.
A habitação, o condomínio, o mato, a estrada, a ponte, os transportes, o ruído, o desrespeito pela autoridade, o património é esquecido, não se fazendo cumprir a lei.
O animal, vagabundo, o dono e o seu cão ou gato, deitam comida no quintal do vizinho, para que estes se procriem.
Os passeios, os jardins e por onde o fiel amigo caminha fica transporcado com o caga...lhão do dito sem que a lei seja aplicada.
De que vale uma placa no jardim a dizer... sujeito a coima se não limpar o cócó do seu fiel amigo, se não há autoridade que faça cumprir a lei.
É só mais uma...
A minha rua, a rua caca de cão onde os senhores e senhoras, meninos e meninas passeiam os seus cães, não precisa de ser alcatroada. Está contaminada de cócó.
ResponderEliminarValham-nos os "procriadores"! Só não sei porque é que cada vez há mais miúdos desequilibrados atrás de "baleias azuis". Não deve ser por causa das "velhas dos gatos" e dos "jovens atrás de cães", de certeza. Tenham noção, matronas.
E pronto, o habitual. Pretende-se reduzir a pessoas muito solitárias ou com algum rancor aos outros seres humanos aqueles que apreciem o convívio de seres vivos de outras espécies.
ResponderEliminarOs mesmos que achariam bizarro alguém afirmar algo como:"quem gosta de sopa de hortaliça é porque odeia camisas ás riscas" consideram normal que se tenha uma amplitude mental tão limitada que só se possa gostar apenas de pessoas ou apenas de animais.
Quanto ao Sr. Henrique Raposo, sei através de outras cronicas que não gosta de alentejanos nem de algarvios. Sobre animais e seus apreciadores já temos a resposta.
Talvez goste de sopa de hortaliça, ou se calhar nem isso, já que me lembro de o ter visto com uma camisa ás riscas.
Eu chamar-lhe-ia taras. Quando um tipo diz que gosta mais de cães do que de pessoas!
ResponderEliminarTêm oportunidade de dar aos outros tão nobres sentimentos nos doentes dos hospitais.
Absolutamente de acordo, e acho que o João Távora devia retratar-se por este post surrealista.
ResponderEliminarNão entendi. Qual a ligação entre viver-se sozinho com um animal e visitar pessoas nos hospitais? É espantosa a ligeireza com que se pretende conhecer os outros, o que fazem e o que não fazem, fazendo juízos morais. Já agora, a Maria faz voluntariado em hospitais? Onde?
ResponderEliminarOlha, até os animais domésticos têm nome. Podias pedir ao teu dono que te arranjasse um para a net.
ResponderEliminarQuanto aos animais de estimação, devias saber o que a esquerda dizia desse "vício burguês" há umas décadas atrás:
Toma: https://www.youtube.com/watch?v=UtRXxlZBcFo
É essa- as prioridades das pessoas em mudando, não podem depois dizer que são simultâneas. Como tudo.
ResponderEliminarEsta moda animalista é uma treta malhthusiana e nada tem a ver com "gostar de animais". Quem gosta de cães não os tem presos em mini apartamentos o dia inteiro.
E se gostam de pessoas, não se nota, pois não procriam e acham que os velhos devem ser enfiados em lares ou eutanizados. Defendem o aborto com os mesmos argumentos do Peter Singer. Esta merda vem dessa "bio-ética" dos sencientes que torna igual as pessoas aos bichos
O comentário anterior era meu
ResponderEliminarzazie
O texto do Raposo é bem claro. Não se trata de dizer que as pessoas que vivem sozinhas com animais não gostam de pessoas.
ResponderEliminarTrata-se de dizer que esta febre pelos bichos é moda recente e é europeia. E é verdade que há cada vez mais raparigas e rapazes a viverem apenas com bichos, como se fossem filhos.
Isso não é normal. Tal como não é normal estas "ondas de indigação" pelo facto de poder ir para abate um cão feroz que atacou uma criança.
O outro matou a criança em casa. Ora os tarados dos bichos inventaram a patranha que só o ser humano ataca gratuitamente. É falso. Os animais atacam gratuitamente- são ferozes porque sim- os que o são. E digo isto tendo sido criada com cães e gatos quando tal era uma raridade e a escardalhada da altura gozava. À minha mãe chegavam a dizer que havia muita gente com fome e ela gastava em comida para os bichos. Lembro-me de a minha responder que podia ir buscar a marmita a casa que também se lhe arranjava qualquer coisinha.
Mas isto era em quintal enome- um quarteirão. E os bichos eram bichos, ninguém os tratava por "a minha menina Maria" e o "meu filhote kaki" como agora é usual na troca de papeis.
Há gente até na blogosfera- caso da Rita do Destreza das Dúvidas que chegam ao ponto de achar que um bebé de uma rapariga em coma não devia ter nascido- por poder vir a ter trauma, ao mesmo tempo que se indignam por não haver jardins só para passearem com os cães, porque dão prioridades às crianças.
E dizem que têm "muito orgulho" por não terem filhos mas depois choram a morte do cão ou do aspirador(a câncio) como se fosse uma perda de um ser humano.
Isto é patológico. E a sociedade ocidental está a ficar assim- com os valores às avessas.
E isso das "velhas dos gatos" era expressão típica que aposto até os teus paizinhos ainda usaram. Era uma troça por haver velhas a dedicarem tempo e cuidado aos gatos.
ResponderEliminarHá uma década atrás ainda era assim. Os mesmos que agora desfilam em tretas de manifs contra a "eutanásia" ao cãozinho assassino eram também os que adoravam o desporto de enforcar cães nas árvores da Linha de Sintra. Ou os mesmos que matavam gatos à pedrada.
Os pais e avós afogavam-nos ou matavam-nos a tiro de caçadeira.
E v-s são o fruto desse exagero. Deviam começar por chicotear toda a família antes de se insurgirem contra quem sempre soube tratar de animais sem exageros e nunca esqueceu que humano é outra coisa bem diferente e com absoluta prioridade em relação a tudo.
Os miúdos desiquilibrados são fruto deste Admitrável Novo Mundo. Tudo é permitido; os pais não educam nem podem proibir nada, porque tem tudo de ser "livre opção" das criancinhas e depois as criancinhas chegam aos 18 anos e ainda têm pediatra e comportam-se da mesma forma que aos 4 anos de idade.
ResponderEliminarA escola pública ajuda à festa- tem de ser tudo muito livre e muito lúdico, para não traumatizar e para acharem engraçado ir para a escola para brincar.
Sem obrigações; sem responsabilidades- apenas com direitos e mais direitos e sem aprenderem o que se deve e não deve fazer. Vale tudo- nada é imperativo; a moral passou a chamar-se "éticas" e os valores são tabelas imbecis de fobias inventadas por lobbies.
Queres um retrato do João Távora para passares a tarde a colori-lo?
ResponderEliminarSe calhar é isso. Eu aconselhava-te também a fazer cópias para aprenderes a escrever,