(...) O debate de ideias a partir de conceitos preestabelecidos é uma prática muito habitual, pelo menos em Portugal. É como se pudéssemos debater tudo, desde que, à partida, a um dos lados seja antecipadamente reconhecida razão. É assim que os defensores do socialismo não têm carga ideológica, o que para leigos significa serem moderados, com tudo o que o esvaziamento do conceito de moderado lhes permite fazer, mas os seus críticos já são marcadamente ideológicos, ou seja, dogmáticos e radicais. Esta armadilha só termina quando aceitarmos que a defesa deste Estado falido tem uma carga ideológica fortíssima: o socialismo. Uma ideologia com profundas raízes na história da exploração e miséria humana.
A ler André Abrantes do Amaral aqui
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