As luzes da grande urbe, como um grande e feérico cenário, ofuscam o firmamento e roubaram ao Homem o Universo que hoje se cinge a uma equação matemática ou a algum passageiro postulado. Sem perspectiva, espanto ou angústia, a sua avidez e imodéstia há muito se vem avultando por conta doutra cegueira: a do coração. Na cidade eléctrica, sem noite e sem silêncio, o Homem arrisca-se a perder-se definitivamente de Deus, e de si próprio.
Espero que me desculpe a obtusidade, a idade não perdoa, mas necessito que me faça o favor de explicar o que entende por ecologia do homem, pois a minha pobre cabeça já deu voltas e voltas e não consegue perceber o conteúdo cientifico dessa disciplina.
ResponderEliminarSe consigo entender o texto, parece-me apenas metafísica e não ciência, se estiver errado corrija-me por favor.
Falo de "ecologia do Homem" extrapolando o sentido que o Papa Bento XVI o faz, referindo-se à urgência duma preocupação não só para com a destruição das florestas, mas para com o desrespeito do homem pela sua própria natureza. Veja aqui as palavras de Ratzinger a respeito da questão dos "géneros" http://www.zenit.org/article-20407?l=portuguese. Espero tê-lo ajudado.
ResponderEliminarAjudou sim, não sabia a origem e o sentido do conceito, fiquei a saber. Portanto estamos a falar de metafísica e não de ciência, assim sendo e sem desprimor para o Ratzinger , prefiro o Chesterton .
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