Andou bem a Direcção do Público ao assumir na edição de sábado passado o seu apoio ao casamento gay. No editorial, intitulado "O fim histórico de um velho preconceito", escreve-se, no final, que: "fica, no entanto, para a história, o facto de Portugal ter conseguido, de forma legítima (porque decidida no órgão representativo dos portugueses por excelência), dar um passo histórico ao vencer o velho preconceito sem, com isso, anular o sentido do casamento na sua forma tradicional". Era bom que outros órgãos de informação portugueses, em vez de fingirem que são "independentes", mostrassem de forma tão clara qual o seu posicionamento, diria até a sua visão "progressista" da sociedade, a ideia que têm sobre o que são "velhos preconceitos" e a forma categórica com que dispensam referendos sobre a matéria. Acho que é muito útil que os leitores saibam quais as posições do jornal. E os jornalistas que lá trabalham também perceberão melhor o que os seus directores pensam. Ao mesmo tempo, é também bom saber que cultivam o pluralismo de opiniões, já que no dia anterior o antigo director, José Manuel Fernandes, tinha assinado um artigo em que se mostrava contra o casamento gay e nesta mesma edição de sábado, Pacheco Pereira assinava um artigo extremamente interessante sobre o assunto, já transcrito no Abrupto, intitulado "Tirem-me daqui!". O "daqui", bem entendido, é o Parlamento, não o jornal onde escreve...
domingo, 10 de janeiro de 2010
A Direcção do "Público" assume posição
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No centenário da "Revolução Nacional"
Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...
Posso manifestar a minha discordância, em relação ao casamento de dois indivíduos do mesmo sexo?
ResponderEliminarSerá que não irei ser apelidado de alguém que pertenceu nà Idade da Pedra?
Será que me assiste o direito de pertencer ao grupo maioritário, entre aqueles que têm a cidadania portuguesa?
Será que, já acora, posso deixar aqui esta cena ternurenta?
http://www.youtube.com/watch?v=SaFyjMT0JaM&feature=related
Não se se se recordam da sigla GLBT e do que ela significa.
ResponderEliminarSe pensarmos no B significa bissexuais. Ora essa pobre gente foi radicalmete discriminada nesta (futura) lei.
Como é óbvio e evidente, todos e cada um deviam ter direito a um marido E a uma mulher, ou a uma mulher E um marido.
Assim, não!
Já agora, foi noticiado que houve dicionários que já «actualizaram» as definições de casamento (e outras afins), desconhecendo que o que se passou foi apenas a aprovação na generalidade de uma lei do governo, ou seja, de um decreto-lei, que, enquanto não der todos os passos que tem a dar e FOR PUBLICADO EM DIÁRIO DA REPÚBLICA, não produz efeitos.
(Não sei se se...)
ResponderEliminarParece-me bem os jornais dizerem ao andam e o que defendem, sem hipocrisias
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