Leio hoje no Diário de Notícias a crónica de João Miguel Tavares, pessoa que prezo, vote em quem votar, e mais uma vez fico pessimista com a viabilidade de Portugal como país. Estamos à beira de ruína, endividados até ao pescoço, vivemos pior do que há quatro anos, as pessoas estão sem alento e alguns até já põem em causa a nossa capacidade de sermos independentes e o que é que preocupa João Miguel Tavares na escolha que vamos fazer nas próximas eleições entre continuar com o descalabro socialista ou tentar mudar as coisas votando numa alternativa de Governo do PSD? Pois bem, é António Preto, nem mais nem menos, que norteia o voto de pessoas inteligentes como João Miguel Tavares, por figurar entre dezenas e dezenas de candidatos a deputados do PSD. Ao que parece, a sua inclusão nas listas de deputados diz muito sobre a natureza de Manuela Ferreira Leite. E o que diz (que é corrupta? que protege corruptos? não se percebe) é imperdoável e toca de deixar de votar nela e dar mais quatro anos a Sócrates. Não me vou pronunciar sobre o caso de António Preto porque não estou a par, como, aliás, duvido que estejam a esmagadora maioria das pessoas que o condenam publicamente. Lembro só que ele ainda vai a julgamento e que por enquanto é inocente daquilo que o acusam. Os profissionais da indignação que por aí andam (faço a justiça de não incluir João Miguel Tavares no histérico grupo), podem aproveitar para exibir a sua virtude e ir até à porta do tribunal para o insultar perante as câmaras de televisão.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
A sentença de Tavares
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No centenário da "Revolução Nacional"
Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...
Já o FAL do Corta-Fitas deve ser incluído, suponho, nesse grupo de histéricos.
ResponderEliminarÉ óbvio, caro Duarte Calvão, que António Preto até à data do julagemnto é inocente. Mas o problema não reside aí, mas naquilo que Marquers Mendes, enquanto presidente do PSD, e com inteira razão, considerou ser uma vergonha que políticos acusados ou pronunciados em processos-crime possam ser candidatos a deputados da Nação
ResponderEliminarAli no largo, um grande cartaz com a cara de Mnuela Ferreira Leite, promete-nos uma política de verdade.
Um pouco mais: António Preto é assim tão importante? O PSD estará tão desfalcado de qaudros que tenha de recorrer a António Preto?
Não estou, nem nunca estive, de acordo com a aquilo que se julga ser a posição de Marques Mendes sobre o automatismo entre se ser arguido ou acusado e se ser afastado de cargos públicos. Num país em que se metem processos judiciais por tudo e por nada, em que a justiça demora anos e anos a tratar dos "casos", é deixar os políticos à mercê do poder judicial e de quem dele faz uso de forma menos correcta. Aliás, por uma vez, estou de acordo com os socialistas nesta matéria, que só afastam quem é condenado. E até o Bloco manteve a sua autarca arguida em Salvaterra de Magos e, recentemente, também Jerónimo de Sousa veio lembrar a importância da presunção de inocência. Quanto à importância de António Preto, o meu post é justamente sobre isso. Entre dezenas e dezenas de candidatos, porque se dá tanta importância a um só?
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