Ouvi há pouco Marcelo Rebelo de Sousa na RTP a dizer que o Expresso era a favor do Governo e o Sol contra. Fiquei surpreendido. Em diversas conversas, e até discussões, com colegas e amigos jornalistas, eles sempre me garantiram que a Imprensa de referência portuguesa era independente, que tratava todos os Governos por igual, e que isso de eu achar que haver jornalistas de esquerda ou de direita tinha influência nas redacções era uma fantasia e um excesso de "partidarite" da minha parte. Fico à espera de uma reacção do sindicato, ou pelo menos dos jornais citados, que venha exigir a Marcelo um pedido de desculpas por ter posto em causa o profissionalismo de dois dos principais jornais portugueses e a honra dos que lá trabalham. Se Marcelo não o fizer, sugiro que peçam uma audiência de emergência a Cavaco Silva.
domingo, 15 de outubro de 2006
Jornalistas, a nossa honra está em causa!
Ouvi há pouco Marcelo Rebelo de Sousa na RTP a dizer que o Expresso era a favor do Governo e o Sol contra. Fiquei surpreendido. Em diversas conversas, e até discussões, com colegas e amigos jornalistas, eles sempre me garantiram que a Imprensa de referência portuguesa era independente, que tratava todos os Governos por igual, e que isso de eu achar que haver jornalistas de esquerda ou de direita tinha influência nas redacções era uma fantasia e um excesso de "partidarite" da minha parte. Fico à espera de uma reacção do sindicato, ou pelo menos dos jornais citados, que venha exigir a Marcelo um pedido de desculpas por ter posto em causa o profissionalismo de dois dos principais jornais portugueses e a honra dos que lá trabalham. Se Marcelo não o fizer, sugiro que peçam uma audiência de emergência a Cavaco Silva.
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Concordo!Espera-se uma reacção do sindicato.
ResponderEliminarEsta mania de censurar as meras opiniões de cada um é como aquilo dos franceses proibirem que se negue o genocídio arménio.
ResponderEliminarPartidarite do sr. Calvão? Cruzes, credo, nunca, jamais, em tempo algum, abrenúncio!
ResponderEliminarA afirmação do professor exige uma reacção clarificadora!
ResponderEliminarCaro Duarte:
ResponderEliminarO MRS não tem qualquer credibilidade sobre o que concerne a ética jornalística, se nos lembrarmos o que tem escrito, sobre quem e sobre o quê. O homem fala de livros e de editoras que lhe paguem, tal como sobre os temas que aborda. Como entrou numa de colaborador do Sol porque Balsemão não lhe deu o pilim que queria, é o que se vê. E sobre se os dois jornaisl são contra ou a favor, os ofendidos, se os há, estarão nas redacções do Sol e do Expresso. Os do Sol, penso, que se alegram com a patacuada do MRS porque quando aceitaram lá trabalhar já sabiam que seria para defender o PSD. Os do Expresso não devem ficar muito incomodados porque sabem bem que andam a fazer o frete ás agências de publicidade ligadas ao Sócrates. Tudo boa gente...
Mas afinal vamos lá a ver uma coisa. Qual é o mal em o Expresso defender ou ter um linha pró-Sócrates? Ou o Sol pró-Mendes?
ResponderEliminarOntem mesmo, o prestigiado, independente, de referência e não sei mais o quê New York Times veio a terreiro defender entusiasticamente a reeleição de Hillary Clinton como senadora de Nova Iorque. E foi mais longe. Disse que está atento se ela pode convencer o país de que está tão apta para Presidente dos EUA como para o seu cargo actual (ipsis verbis)
Francamente, não percebo porque raio é que o Sindicato se teria de meter neste assunto.
ResponderEliminarA única explicação para ideias destas está mais uma vez na visão disforme de que quem diz mal de jornais diz mal dos jornalistas, ou seja da tese corporativo-fascista de que as empresas de comunicação social são o último santuário da total identificação entre assalariados e patrões.
Por outro lado, nada do que Marcelo disse pode causar espanto. Se alguém o tiver guardado, que vá à estante buscar um livrinho bonito editado nos 20 ou 25 anos do «Expresso». Aí nas primeiras págínas, encontrará uma situação deliciosamente inesquecível: um texto do Senhor Arquitecto Saraiva (que já está tão velho como o pai quando morreu)contava a história do «Expresso» e eram tudo milongas sobre jornalismo, jornalismo, jornalismo; e outro texto do Marcelo, a respeito da criação, da história e da vida do «Expresso» era todo sobre objectivos e manobras políticas. E cá por mim,sempre achei que o Marcelo era mais sincero e verdadeiro.