domingo, 15 de outubro de 2006

Jornalistas, a nossa honra está em causa!

Ouvi há pouco Marcelo Rebelo de Sousa na RTP a dizer que o Expresso era a favor do Governo e o Sol contra. Fiquei surpreendido. Em diversas conversas, e até discussões, com colegas e amigos jornalistas, eles sempre me garantiram que a Imprensa de referência portuguesa era independente, que tratava todos os Governos por igual, e que isso de eu achar que haver jornalistas de esquerda ou de direita tinha influência nas redacções era uma fantasia e um excesso de "partidarite" da minha parte. Fico à espera de uma reacção do sindicato, ou pelo menos dos jornais citados, que venha exigir a Marcelo um pedido de desculpas por ter posto em causa o profissionalismo de dois dos principais jornais portugueses e a honra dos que lá trabalham. Se Marcelo não o fizer, sugiro que peçam uma audiência de emergência a Cavaco Silva.

7 comentários:

  1. Concordo!Espera-se uma reacção do sindicato.

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  2. Esta mania de censurar as meras opiniões de cada um é como aquilo dos franceses proibirem que se negue o genocídio arménio.

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  3. Partidarite do sr. Calvão? Cruzes, credo, nunca, jamais, em tempo algum, abrenúncio!

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  4. A afirmação do professor exige uma reacção clarificadora!

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  5. Caro Duarte:
    O MRS não tem qualquer credibilidade sobre o que concerne a ética jornalística, se nos lembrarmos o que tem escrito, sobre quem e sobre o quê. O homem fala de livros e de editoras que lhe paguem, tal como sobre os temas que aborda. Como entrou numa de colaborador do Sol porque Balsemão não lhe deu o pilim que queria, é o que se vê. E sobre se os dois jornaisl são contra ou a favor, os ofendidos, se os há, estarão nas redacções do Sol e do Expresso. Os do Sol, penso, que se alegram com a patacuada do MRS porque quando aceitaram lá trabalhar já sabiam que seria para defender o PSD. Os do Expresso não devem ficar muito incomodados porque sabem bem que andam a fazer o frete ás agências de publicidade ligadas ao Sócrates. Tudo boa gente...

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  6. Mas afinal vamos lá a ver uma coisa. Qual é o mal em o Expresso defender ou ter um linha pró-Sócrates? Ou o Sol pró-Mendes?
    Ontem mesmo, o prestigiado, independente, de referência e não sei mais o quê New York Times veio a terreiro defender entusiasticamente a reeleição de Hillary Clinton como senadora de Nova Iorque. E foi mais longe. Disse que está atento se ela pode convencer o país de que está tão apta para Presidente dos EUA como para o seu cargo actual (ipsis verbis)

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  7. Francamente, não percebo porque raio é que o Sindicato se teria de meter neste assunto.
    A única explicação para ideias destas está mais uma vez na visão disforme de que quem diz mal de jornais diz mal dos jornalistas, ou seja da tese corporativo-fascista de que as empresas de comunicação social são o último santuário da total identificação entre assalariados e patrões.
    Por outro lado, nada do que Marcelo disse pode causar espanto. Se alguém o tiver guardado, que vá à estante buscar um livrinho bonito editado nos 20 ou 25 anos do «Expresso». Aí nas primeiras págínas, encontrará uma situação deliciosamente inesquecível: um texto do Senhor Arquitecto Saraiva (que já está tão velho como o pai quando morreu)contava a história do «Expresso» e eram tudo milongas sobre jornalismo, jornalismo, jornalismo; e outro texto do Marcelo, a respeito da criação, da história e da vida do «Expresso» era todo sobre objectivos e manobras políticas. E cá por mim,sempre achei que o Marcelo era mais sincero e verdadeiro.

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