segunda-feira, 26 de outubro de 2026

A normalidade e os esforços desta espécie de media

 O mais recente refrão da intoxicação social é o silêncio dos dirigentes. Em uníssono, os canais de televisão reúnem comentadores gratuitos (em ambos os sentidos, de à borla e vãos) para discutirem durante horas o silêncio do Primeiro-Ministro e do Presidente da República.

Parece que a quebra de silêncio que pedem a PM e PR teria a ver com os incómodos e ilícitos cometidos por alguns grupos excitados. 

É uma dupla ilusão. Primeiro, a de que aquilo que interessa ao que aí vai de media é o que interessa verdadeiramente. Segundo, que PM e PR teriam algum interesse ou mérito ao reconhecer emergências inexistentes.

 Vejamos: 

a) grupos de algumas centenas de pessoas ocuparam espaços públicos em Lisboa e Porto e violaram insistentemente a lei; 

b) autorizada pela tutela, a polícia interveio e repôs a ordem, enquanto as autarquias repunham a limpeza. 

É a própria definição de «normal funcionamento das instituições». 

A espécie de media que temos queria que PR e PM se pronunciassem sobre quê?!

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